O Nobel de Economia

Do leitor André Araújo

Nassif,

algumas verdades precisam ser ditas sobre os Premios Nobel de Economia para que não sirvam de porta-bandeira aqui do ultra-monetarismo da Casa das Garças.

1. Os Premios Nobel de Economia não fazem parte do legado de Alfred Nobel. Ele nunca estabeleceu um prêmio com seu nome para a Economia.

2.Os Premios Nobel de Economia são uma criação muito posterior, do fim da década de 60, aos dos tradicionais Premios Nobel da Paz, de Literatura, Qumica, Fisica e Medicina, que são do começo do sécuo XX, sem ligação com os antigos premios do legado de Alfred Nobel.

Nada tem a ver com a familia Nobel, crítica do uso do nome Nobel para premiar economistas.

O Banco Central da Suecia, que instituiu esse prêmio, usou uma forma capciosa para associa-lo aos prestigiosos prêmios originais : diz que é o Prêmio de Economia “em memória de Alfred Nobel”, como se fosse uma homenagem.

3.Há uma forte crítica na Europa ao uso do nome de Nobel para esse prêmio bastardo, e não só da família Nobel mas tambem de parte importante da comunidade acadêmica.

Explica-se: a esmagadora maioria dos premiados, com poucas exceções (uma delas é o sueco Gunnar Myrdal, economista do desenvolvimento ) defende a mais pura ortodoxia economica.

Os críticos do Prêmio dizem que ele foi insituido por um banco central e reflete as posições ortodoxas tradicionais de banqueiros centrais,

4. Mas a crítica principal é mais profunda: a economia é parte da politica e os Premios Nobel de Economia refletem sempre uma visão idológica de politica economica. Mais ainda, a maioria dos Prêmios foi concedida não a economistas criativos ou inovadores do pensamento economico mas a mero maquiladores e polidores de teorias velhas, inventores de formulas de cálculo para uso do mercado financeiro (caso dos famosos Richard Merton e Myron Scholles) e de outras perfumarias do arsenal financista.

Segue em anexo uma dura crítica recente aos controversos Prêmios Nobel de Economia, exposto no principal jornal da Suécia, o Daggens Nyheter, onde se propõe inclusive a extinção do Prêmio por causa da manipulação idológica a que ele serve,

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