Os “spreads” bancários

Pessoal,

Não vamos perder o foco da discussão. Basicamente, está se discutindo a comparação da rentabilidade dos bancos brasileiros com o de outros países. (Para quem não acompanhou até agora, sugiro ler a nota sobre o Gustavo Loyolla e o “spread” bancário, assim como os comentários de leitores)

O “Estadão” publicou um trabalho mostrando como a rentabilidade dos bancos brasileiros é superior a de outros países. Gustavo Loyolla “releu” os números introduzindo uma espécie de “deflator”: a taxa básica de juros de cada economia nacional, vista como o custo de oportunidade do capital. Aí, pega a rentabilidade dos bancos brasileiros, desconta a taxa Selic (a mais alta taxa básica da economia mundial); depois, pega a dos bancos americanos e desconta pela taxa do FED. E, surpresa!, qual a rentabilidade ficou menor? A dos bancos brasileiros, é óbvio.

Vamos utilizar o método do Gustavo Loyolla (de descontar da rentabilidade a taxa básica da economia) em duas situações:

Situação A: hipoteticamente, rentabilidade média do sistema bancário brasileiro foi de 20%, a taxa básica da economia de 14,5%. O ganho acima da taxa básica fica em 4,8%.
Situação B: a taxa básica cai para 10% e (por hipótese) a rentabilidade dos bancos permanece em 20%. Nessa hipótese, houve uma perda de eficiência, porque não aumentou a rentabilidade do sistema mesmo com a queda no custo do insumo (captação). Só que -pelo método Loyolla—o sistema bancário brasileiro passou a exibir uma rentabilidade de 9% acima da taxa básica (a rentabilidade descontada a taxa básica).
Por hipótese, no meu exemplo, o sistema bancário ficou menos eficiente. Pelas contas do Loyolla e do nosso leitor Marcos41, ele se tornou mais eficiente.

É óbvio que é a típica “metodologia-para-forçar-a-barra”, cujo único objetivo é minimizar os ganhos dos bancos.

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