Para ministro do TSE, ataque de Olavo de Carvalho a Haddad é “liberdade de expressão”

Foto: Reprodução/Youtube
 
Jornal GGN – O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Luís Felipe Salomão recusou-se a atender um pedido da campanha de Fernando Haddad à Presidência para retirar das redes sociais uma publicação de Olavo de Carvalho, que atrelava o petista à defesa do incesto. Segundo a justificativa do ministro, não se trata de fake news, mas de liberdade de expressão.
 
A defesa da campanha de Haddad argumentou que Olavo foi irresponsável por manipular informações e fazer afirmações injuriosas e difamatórias, com base em ilações vazias.
 
De acordo com informações divulgadas pela imprensa nesta terça (16), Olavo apagou a postagem, mas a campanha de Jair Bolsonaro, que tem espalhado fake news contra Haddad, não recuou.
 
Por Gabriela Coelho
 
Do Conjur
 
 
O ministro Luís Felipe Salomão, substituto no Tribunal Superior Eleitoral, negou pedido para retirar postagens do escritor Olavo de Carvalho de redes sociais. Em decisão desta segunda-feira (15/10), Salomão afirma que a interferência da Justiça Eleitoral sobre o que é publicado na internet deve respeitar a liberdade de expressão.
 
O pedido foi feito pela campanha do candidato à presidência Fernando Haddad (PT). Em um dos posts, Olavo de Carvalho diz que o candidato defende o incesto em um livro: “Estou lendo um livrinho do Haddad, onde ele defende a tese encantadora de que para implantar o socialismo é preciso derrubar primeiro o tabu do incesto. Kit gay é fichinha. Haddad quer que os meninos comam suas mães”.
 
Na decisão, Salomão diz que, embora a publicação veiculada apresente teor ofensivo ou negativo, exterioriza o pensamento crítico do representado acerca de uma obra de autoria do candidato.
 
“A liberdade de expressão no campo político-eleitoral abrange não só manifestações, opiniões e ideias majoritárias, socialmente aceitas, elogiosas, concordantes ou neutras, mas também aquelas minoritárias, contrárias às crenças estabelecidas, discordantes, críticas e incômodas”, destacou o ministro.
 
Em relação à  interferência da Justiça em casos como o analisado, o ministro explicou que “não houve transgressão comunicativa, violadora de regras eleitorais ou ofensiva a direitos personalíssimos, e estão agasalhadas pelo exercício legítimo da liberdade de expressão, segundo a Constituição Federal”.
 
A ação foi ajuizada pelo escritório Aragão e Ferraro. A petição chama a atitude do escritor de “irresponsável diante da popularidade que possui nas redes sociais para circulação de afirmações infundadas, injuriosas e difamatórias que visam, única e exclusivamente, manipular a opinião pública por meio de ilações vazias”.

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6 comentários

  1. Já disse, é muito difícil ao

    Já disse, é muito difícil ao Pt ter que esconder que o os principais adversários de campanha são a mídia e o judiciário. Esconde porque um pode criar factóides em cima de factóides contra o partido e o outro pode condenar usando como álibe do factóide. Por exemplo, já está se criando um factóide via trf4 pra dois dias antes da eleiçaõ. O que a justiça fará como o factóide? Nada, porque foi ela mesma que criou o factóide. É uma suruba sem fim. Agora o candidato de gente devassa coma esta do judiciário e da mlídia tinha ou não tinha que ser um sujeito troglodita como o bolsonero? Ele é o retrato dos homens de toga e de mídia do brasil do golpe.

  2. olha o nível?

    não apenas daquele cretino, guru dos energúmenos, mas do tal ‘ministro’.

    por isso, nada funcionará neste país enquanto a sociedade organizada não fizer um expurgo no judiciário.

    expurgo não de meia dúzia, mas de 99,9% dos juízes e promotores.

    todos no olho da rua sem direito a nada a bem do serviço público.

  3. Supremo Tribunal Eleitoral?

    Sera que o Olavo de Carvalho é tão reacionario que ele não consegue entender ideias/conceitos abstratos sobre sexualidade/sociedade ou é a velha manipulação ideologica através da ignorância popular ?

    Quanto ao tal Ministro do TSE. Se aludissem a ele com a mesma proposição, ele defenderia essa questionavel “liberdade de expressão”?

  4. Opinião crítica e incômoda?

    Isso não é opinião, é apenas mentira: dizer que, em livro, coisa que os “anarfa” do zap jamais lerão, o candidato afirmou o que, de fato, não afirmou. Mas não há surpresa: o judiciário brasileiro transformou-se num aparelho do projeto fascista evangélico-militar. Tá tudo dominado.

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