TV diz que netos de Edir Macedo foram “roubados” da mãe biológica

 
Jornal GGN – A emissora de televisão portuguesa TVI publicou uma nova reportagem, na noite de terça (12), sobre a investigação por tráfico internacional de crianças envolvendo a Igreja Universal. A matéria revela que os três netos de Edir Macedo, na prática, foram “roubados” da mãe, que não autorizou nenhum processo de adoção. Elas foram levadas clandestinamente para os Estados Unidos, onde foram entregues para uma das filhas de Macedo.
 
De acordo com a reportagem, as crianças foram parar em um lar mantido pela Igreja Universal em Lisboa à revelia da Justiça por vários anos, depois de uma denúncia de que a mãe deixava os pequenos sozinhos em casa para trabalhar.
 
No ano dos acontecimentos, em 1995, as crianças tinham 3 anos, 2 anos e 9 meses de idade. A mãe diz que acabou aceitando uma “promessa de ajuda” de uma instituição financiada pela Universal, de que cuidariam das crianças enquanto ela se recuperava financeiramente. “Eu não estava entregando minhas crianças para ninguém”, disse. Ao final, as crianças foram levadas para os EUA sem autorização da mãe e, depois, adotadas por Viviane Freitas, uma das filhas de Edir Macedo. 
 
A Universal recolhe anualmente, em Lisboa, 30 milhões de euros, de acordo com a reportagem. E seus pastores e bispos – inclusive os genros – foram orientados por Edir Macedo a fazer vasectomia e optar pela adoção internacional. Ainda não há informações sobre o total de crianças que podem ter sido afetadas pelo suposto esquema.
 
A matéria mostra um trecho de um culto em que Macedo prega que “Deus não dá filhos a ninguém” pois as crianças são “feitas como ratos”. “Jogar um filho no mundo é uma irresponsabilidade nos dias atuais.” A orientação de Macedo se tornou “mundialmente obrigatória” para seus membros, diz.
 
Em outra entrevista, a esposa de um ex-pastor afirmou que foi obrigada por Macedo a adotar uma criança. Para o bispo, ela afirma, filhos eram uma “distração”, um “empecilho” para o bom funcionamento da Igreja, que dependia do “sacrifício” de seus colaboradores.
 
A Igreja se manifestou negando que o escândalo seja verdadeiro. Já a emissora portuguesa diz que as jornalistas Alexandra Borges e Judite França trabalharam no material durante sete meses até encontrar documentos e as mães das crianças “roubadas”, informou o EL País.
 

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