Na CPI, Pazuello joga culpa por 440 mil mortes no “desalinhamento da classe médica”

"Não acho que o uso ou não da hidroxiclorquina em si seja responsável pelo número de mortes."

Jornal GGN – O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse à CPI da Covid, na tarde desta quarta (19), que vários fatores levaram ao placar de 440 mil mortes por coronavírus no Brasil, e a “falta de alinhamento na classe médica” foi um dos principais motivos.

“A falta de alinhamento a que me refiro é na classe médica, [que não chegava a um consenso sobre] qual a melhor conduta para tratar a Covid. Essa falta de alinhamento é um dos fatores que levou ao problema”, disse Pazuello.

O ex-ministro, que não sabe quem foi que deu ordem para o Exército aumentar a produção de cloroquina, ainda acrescentou: “Não acho que o uso ou não da hidroxiclorquina em si seja responsável pelo número de mortes.”

Questionado sobre o impacto das aglomerações sem uso de máscara promovidas por Jair Bolsonaro, Pazuello jogou panos quentes e disse o presidente da República se preocupava em passar uma mensagem positiva à população.

“Eu acredito – e é uma posição muito pessoal minha, porque o presidente tem outros pensamentos quando age dessa forma [aglomerando sem máscara] – que ele está tratando da parte psicossocial, da posição do povo em acreditar que isso vai passar. O presidente tem que ver por todos os primas, eu me preocupei apenas como ministro da Saúde. O presidente tem que ver pelo prisma de chefe de Estado e tem outras posições.”

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