400 enterros por dia, 200 novos coveiros, 13 mil valas: o plano funerário de SP

São Paulo já abriu 13 mil valas, comprou 38 mil urnas funerárias e outros 15 mil sacos reforçados para deslocamento de corpos, disse Covas

Jornal GGN – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou nesta quinta (23) os investimentos para ampliar a capacidade de atendimento do serviço funerário da capital, em função do volume de mortes por coronavírus. Covas disse que a rede municipal será preparada para “trabalhar 24 horas” nas próximas semanas. Um crédito de 40 milhões de reais já foi repassado ao setor.

São Paulo já abriu 13 mil valas, comprou 38 mil urnas funerárias e outros 15 mil sacos reforçados para deslocamento de corpos, disse Covas. Também ampliou a capacidade de enterros diários de 240 para 400 corpos, contratou 220 coveiros e aumentou o número de carros funerários de 36 para 68.

Todos os nove hospitais de referência para coronavírus na cidade receberam a instalação de agência funerária em suas dependências. Dois centros de logística foram construídos e oito câmaras frigoríficas foram adquiridas. Elas podem guardar até 1 mil cadáveres que esperam por sepultamento. A central de atendimento, sob número 156, também recebeu investimentos.

Por determinação de um decreto que deverá ser publicado na sexta (23), os velórios na capital estarão suspensos em caso de mortes decorrentes por coronavírus. Velórios de vítimas fatais de outros tipos de doença serão reduzidos a 1 hora, limitados à participação de 10 pessoas.

“Temos, se for o caso, possibilidade de comprar 1 mil gavetas em cemitérios verticais. E se precisas, pode contratar mais 200 coveiros”, acrescentou o prefeito na coletiva de imprensa.

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