A estratégia “Marta Suplicy” dos escudeiros de Haddad, por Antonio Lassance e a resposta de Haddad

A estratégia “Marta Suplicy” dos escudeiros de Haddad

por Antonio Lassance

O ato falho

Nabil Bonduki, o arquiteto, urbanista, ex-secretário municipal de Cultura, ex-vereador do PT e fiel escudeiro do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, bradou que o PT “precisa definir quem substituirá Lula no caso do seu provável impedimento” (Folha de S. Paulo, 24 de julho). E precisa fazer isso rápido. De preferência, ontem.

Examinemos seu argumento principal:        

“Se o PT acredita no que sua direção, seus militantes e seus simpatizantes dizem, o nome de Lula não estará nas urnas em 7 de outubro. Afinal, como dizem, não foi para isso que o golpe foi dado? Não é por isso que Lula está preso e condenado em segunda instância, com uma velocidade ímpar no Judiciário brasileiro?”

O primeiro detalhe que chama a atenção é um ato falho. A não ser que Bonduki tenha a mesma mania de Edson Arantes, que fala “no Pelé” em terceira pessoa, é preciso que ele nos informe porque excluiu a si próprio da lista de militantes e simpatizantes do PT.

Faz tempo que o PT perdeu o prurido que tinha em separar discussões “externas” (pela imprensa) e “internas” (em plenárias, reuniões de diretórios, encontros, convenções, congressos), mas alguém fazer um debate partidário como se fosse observador distante, e não um integrante desse próprio partido, é algo digno de um “nunca antes na história desse partido”.

O plano B, em resumo

Em seu artigo, Bonduki tenta convencer que o PT, para o seu próprio bem, precisa se livrar logo da candidatura Lula e seguir adiante. O partido não pode se dar ao luxo de “perder tempo”. Depois de começar com esse rompante, o artigo termina com o eufemismo de defender uma “cara nova para um projeto político que não se limita a uma personalidade”. Nas entrelinhas, Bonduki usou o tucanês para se referir à pré-candidatura de Fernando Haddad à presidência.

O plano B defendido no artigo tem como sentido claro criticar e frustrar o ato que a Direção Nacional marcou para fazer o registro da candidatura Lula, no dia 15 de agosto. Segundo o colunista companheiro da Folha, é preciso atenção ao timing:

“Para além de Lula, seu [do PT] potencial é enorme. Mas não pode mais se ausentar do debate eleitoral.”

Interessante que a reclamação da suposta “ausência do debate eleitoral” foi feita poucos dias depois de o PT ter lançado justamente as diretrizes do programa de governo, fato que deu grande evidência ao interlocutor incumbido dessa tarefa – justamente, Fernando Haddad.

Engraçado como essa “ausência do PT no debate eleitoral” levou à terrível situação em que Lula pontua como líder em todas as pesquisas e o PT desponta como o partido de maior simpatia do eleitorado. O PT segue em posição de absoluta evidência, mesmo debaixo de um massacre midiático e do conluio da grande aliança da Casa Grande em torno da tese de que Lula não pode ser candidato.

O bom é começar por baixo

De acordo com essa estranha linha de raciocínio, o bacana seria colocar de pronto um candidato que aparecesse em terceiro, quarto ou quinto lugar, se acotovelando ali com Marina e Ciro, quem sabe, com Alckmin.

A propósito, embora Alckmin se arraste em campo como aqueles jogadores sem gás, com cãibra logo ao início de uma prorrogação, o picolé de chuchu  é apresentado como “polo forte” dessa eleição; assim, digamos, como uma Alemanha em Copa do Mundo.

Confesso que as análises sobre Alckmin feitas por FHC me parecem bem melhor informadas, mais interessantes e menos ufanistas sobre a candidatura do PSDB. Quem sabe, em uma próxima conversa de Haddad com o “príncipe dos sociólogos”, pelo menos o prognóstico sobre as chances do tucano possa sofrer algum alinhamento.

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PT sem Lula?

Indo direto ao ponto, é preciso responder às perguntas de Bonduki, até porque, talvez, sejam dúvidas, além de Bonduki, também de dirigentes, militantes e simpatizantes do PT.

Antes de mais nada, é importante deixar claro que essa categoria de “simpatizantes do PT” é formada, em sua esmagadora maioria, por simpatizantes DO LULA e de sua experiência de governo. Em segundo lugar, até mesmo os antipetistas reconhecem que Lula e o PT são duas coisas indissociáveis.

Deixemos de lado os arroubos de como seria esquisito falar do PT sem Lula, assim como na poesia de Cacá Moraes e Abdullah (musicada em “Fico assim sem você”), é esquisito falar de avião sem asa, fogueira sem brasa, amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho.

Moderemos a dimensão épica consagrada pelo ex-ministro Celso Amorim, ao dizer que a candidatura Lula é o maior ato de desobediência civil contra o golpe. Deixemos pra lá também a caracterização precisa, feita pelo filósofo político Renato Lessa, de que a prisão de Lula foi um “impeachment preventivo”. Elas são perfeitas para dizer o que acontece, mas não necessariamente para dizer o que fazer daí em diante.

Argumento bumerangue

O argumento central do artigo de Bonduki, na Folha, é contraproducente. Dizer que o PT deve desistir da candidatura Lula e jogar a toalha simplesmente porque o nocaute é líquido e certo pode até ser uma presunção, mas não é um argumento. Pior é que a presunção nocauteia a si própria. Afinal, se o golpe e a prisão de Lula foram feitos para tirar as chances de o PT chegar de novo à presidência, seguindo essa mesma lógica, de que adiantaria trocar o nome do candidato? Seria preciso o PT trocar também de rosto, de pele, de sangue. 

A presunção tem uma premissa equivocada: a de que todo mundo no PT sabe que a candidatura Lula será impugnada. Portanto, todo mundo do PT está fingindo e mentindo. Pelo menos, fingindo para os outros e mentindo a si próprio. Porém, a premissa da candidatura Lula não é essa, e sim a de que candidatura alguma pode ser impugnada, a não ser pela justiça eleitoral – em última instância, pelo Supremo.

Menos convincente ainda é o argumento de que:

Não adianta os “conselheiros jurídicos” do PT mostrarem 145 exemplos de prefeitos que se elegeram sem ter o registro deferido e que, em 70% dos casos, acabaram revertendo a inelegibilidade e hoje governam suas cidades.

Alguém acredita que, na atual conjuntura, haja alguma equivalência entre Lula e um prefeito do interior?

Se for assim, é bom perguntar desde quando Bonduki acredita que a “lawfare” desferida contra Lula irá poupar Haddad, Jacques Wagner ou quem quer que seja. Estaria Nabil Bonduki equiparando Haddad a um prefeito do interior?

Os argumentos contrários à candidatura Lula estão praticamente me convencendo de que a “cara nova para um projeto político que não se limita a uma personalidade” não seria uma opção minimamente válida, na eventualidade de Lula realmente precisar de um substituto, em alguma altura desse campeonato.

Se a cassação é inevitável, relaxa que temos Haddad

Por que chamo essa estratégia afobada e mal ajambrada de “estratégia Marta Suplicy”? Peço perdão tanto pela expressão quanto por ter que rememorar a triste figura que cunhou a frase de que, “se o estupro é inevitável”… o restante dispensa a transcrição.

Uma pergunta importante, justa, mas que não aparece de forma clara no artigo, é se, ao insistir em Lula, o PT não deixaria a campanha acéfala. Dúvida bastante razoável. Certamente, há várias formas de se deixar uma campanha acéfala. Uma delas é meter os pés pelas mãos.

Todavia, como fazer se houver a ausência, justamente, do “cabeça de chapa”? Quem irá aos debates e comícios? Quem dará entrevista? Quem falará em nome da candidatura? Mais importante: quem irá pessoalmente às ruas pedir voto ao eleitor no lugar do candidato? Eleição, afinal, é isso. Se alguém é candidato, é preciso liberdade para fazer campanha. Quem diz isso? A lei.

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Com Lula preso e candidato, ou os debates e entrevistas terão que motivar um habeas corpus em favor do ex-presidente, para que ele participe plenamente da campanha, ou os veículos terão que aceitar o nome que a chapa designar como representante para cumprir esse papel. Pode ser o candidato a vice, mas não necessariamente.

O PT mesmo tem um precedente exemplar. Precedente é aquilo que antigamente se conhecia como “jurisprudência”, seja lá o que isso hoje signifique. O fato é que, em 1989, o PT conseguiu um célebre direito de resposta no programa do falecido jornalista Ferreira Netto, da TV Record. Às vésperas daquela eleição, Ferreira Netto deu espaço ao adversário de Lula, Fernando Collor, sem conceder a mesma oportunidade a Lula. A justiça eleitoral o obrigou a receber um representante da campanha.

Quem representou Lula no programa, falou da candidatura e confrontou Ferreira Netto – que claramente fazia campanha agressiva anti-Lula e pró-Collor – foi o saudoso Plínio de Arruda Sampaio, com olhos desprendendo chispas. Naquela situação, acho que nem Lula teria feito melhor. Ferreira Netto passou o programa todo quase que na condição de papel de parede.

O TSE aceitou essa situação em homenagem ao princípio de que as campanhas e seus candidatos devem ter direitos iguais. O recurso primordial, correto e necessário para garantir a presença da candidatura do PT nos debates é o habeas corpus em favor de Lula.

Afinal, enquanto a justiça não cassar o direito de Lula ser candidato, o PT, os militantes, os simpatizantes e sobretudo aquilo que Bonduki se esqueceu de listar, o povo brasileiro (para incluir o simpatizante do Lula que não está lá dando muita bola pro PT), têm direito a ver, ler e ouvir Lula fazendo campanha. Enquanto Lula não tiver seus direitos políticos cassados, ele pode e deve ser o candidato do PT.

A César o que é de César

Na prática, Bonduki quer transferir a responsabilidade de cassação dos direitos políticos de Lula do TSE e do STF para o PT. Não faz o menor sentido. Repetindo o pressuposto: enquanto não houver decisão judicial contrária à candidatura de Lula, não é o PT quem deve dizer que não quer Lula, pois o PT quer. Lula é o sonho de consumo do PT.

Do contrário, seria mentir ao eleitorado dizer que o PT escolheu outro candidato. A situação correta e que deve ser honestamente exposta é: o PT foi OBRIGADO a apresentar outro candidato.

Não faz sentido, nem para o PT, nem para o eleitorado, o PT dizer que mudou de ideia porque descobriu, hoje, que Lula está preso.

Guardadas, obviamente, aa devidas proporções, não cabe ao PT, nesse processo, assumir o papel do sumo sacerdote saduceu, Caifás, e deixar o STF na cômoda posição de Pôncio Pilatos, lavando as mãos. O jogo está sendo jogado. Precisa ficar claro quem é o juiz. Todos precisam ouvir seu apito. Todos precisam que isso seja exposto no painel do árbitro de vídeo e no placar do estádio. E todo mundo tem o direito inalienável de xingar o juiz.

A partir do momento em que o PT fizer o registro da candidatura, respeitando o prazo limite, que é 15 de agosto, só então poderão chover os pedidos de impugnação.

Depois disso, mesmo que seja impugnada, a candidatura pode e deve ser mantida com recursos a instâncias superiores. Veremos o festival de arbitrariedades e as novas peças do rosário de lambanças judiciais que serão perpetradas pelos Robespierres de toga. Certamente, eles continuam ávidos por fazer intervenções “iluministas” cirúrgicas capazes de provocar estragos que não ficam nada a dever às do famigerado Dr. Bumbum. Seja contra Lula, seja contra muitos outros candidatos que não sejam do seu agrado.

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O calendário eleitoral faculta aos partidos até o dia 17 de setembro para, se quiserem, pedir a substituição de seus candidatos por outros nomes (Lei nº 9.504/1997, art. 13, §§ 1º e 3º). O PT pode requerer que os órgãos judiciais façam o julgamento respeitando esse prazo. Isso para evitar não apenas prejuízo à candidatura Lula, mas aos eleitores. Imagine a situação esdrúxula em que a Justiça não dê resposta final ao pedido e, depois, impeça que o PT substitua seu candidato em tempo hábil. Teríamos uma eleição com um candidato eleito sem o apoio de 80% do eleitorado, que teria votado nulo ou se abstido. Isso não anula a eleição, mas compromete decisivamente a legitimidade do eleito.

Talvez esse pedido de urgência nem seja necessário. No caso de Lula, a justiça tem sido feita, o tempo todo, a jato.

Um detalhe crucial

Mesmo que o candidato dos sonhos de alguns seja Haddad, Celso Amorim ou Jacques Wagner, parece que Bonduki não entendeu a importância pedagógica, primeiro, de que o ato de força que possa tirar a candidatura de Lula do páreo venha do Poder Judiciário.

Segundo, mas não menos importante, o argumento manco de Bonduki também carece de uma avaliação mínima sobre outro elemento essencial. Se o PT tiver como “deadline” o 17 de setembro, é imprescindível que o próprio Lula tenha a oportunidade de expor essa situação ao eleitor.

Lula precisa ter o livre direito de mostrar o que está acontecendo e de gravar uma imagem ao lado do candidato que o PT escolher para substituí-lo. Essa será não apenas uma peça fundamental à narrativa de campanha. Essa é a maneira de forçar que a verdade dos fatos se imponha, e não que seja escamoteada.

Enquanto isso, Haddad e seus escudeiros poderão dedicar um bom tempo pensando em como explicar que alguém que não conseguiu ser reeleito à prefeitura deva ser eleito presidente da República.

Não é algo fácil de ser compreendido, a não ser pelos tais dirigentes, militantes e simpatizantes do PT aludidos por Bonduki. O problema é que, segundo nosso companheiro colunista, eles também parecem estar com muitos problemas de compreensão. Situação difícil essa.

Por enquanto, ir para a campanha com um discurso chinfrim de que o PT precisa de “cara nova para um projeto político que não se limita a uma personalidade” não diz nada e não convence ninguém. Nem na feira de Caruaru;  nem no Mercado Ver-o-Peso, de Belém; nem nas rodas de conversa do Amarelinho, no Rio; nem na rodoviária de qualquer capital; nem no Largo 13 de São Paulo. Talvez em Higienópolis, quem sabe?

Antonio Lassance, cientista político

A resposta de Haddad

O ex-prefeito Fernando Haddad entra em contato com o GGN para os seguintes esclarecimentos.
 
1. Surpreende a agressividade do articulista contra mim. Me lança acusações descabidas, me atribuindo as teses do artigo, pelo mero fato de Nabil Bonduki ter sido meu secretário. Bonduki nunca foi do meu círculo intimo e não o vejo há um ano e meio.
 
2. Sou advogado, procurador do Lula, coordenador do plano econômico do PT, me encontro com o Lula semanalmente, dei duas entrevistas amplas esta semana defendendo a candidatura Lula. O articulista ignora tudo isso e baseia suas acusações  graves ao mero fato de Bonduki, professor da USP, que pensa com sua própria cabeça, ter sido meu secretário.
 
3. Não há nenhuma lógica politica em abandonar uma estratégia até agora vitoriosa a 20 dias do registro.

 

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31 comentários

  1. Haddad em SP

    Esse papo de liberalismo funciona para o Haddad disputar com Dória o governo estadual, não para explicar o plano nacional de governo do Lula, o Marcio Pochmann que também participou da formulação poderia explicar melhor.

  2. Espera inútil. Pozzo cego e Lucky mudo!

    Não vão permitir Lula candidato .

    Pozzo está cego e Lucky mudo,  e após a partida destes, o garoto anunciara novamente que Godot não virá, talvez amanhã.

  3. “Lula Livre, Rumo ao Penta”

    Claro, cirúrgico e bastante.

    Próximas paradas: 

    28 de agosto – Rio/Lapa – Festival Lula Livre

    04 de agosto – São Paulo – Convenção

    15 de Agosto – Brasília – Registro da Candidatura 

     

     

  4. Na mosca!

    Eu já me referi a haddad como um suplicy sem graça. Pois é, agora esse artigo vem e dá contornos finais a alcunha que lhe dei.

    É um suplicy, legítimo.

    Alguém precisava colocar o haddad no lugar dele. O artigo foi a chamada porrada no quengo.

    Essa paulistada é ph*da.

    O cara ganhou a prefeitura, tomou uma trozoba do palhaço do dória (genérico do trump) e quer sentar na janela ddo ônibus, preterindo nomes como o “alemão”, que governou, reelegeu e ainda elegeu sucessor.

    Desce daí neném, tem muita gente na frente.

  5. PT SEM LULA NÃO É NADA. JÁ O CONTRÁRIO?!!!

    Para quem não é de São Paulo, talvez não saiba que Haddad está mais para Marta que para Lula. Só que Marta já foi um dos símbolos deste PT. Um monte de ‘Papagaio de Pirata’. Então verificamos que este monte de ‘Aloprados’ não aprenderam nada com Lula. E uma Nação inteira de mais de 200 milhões de Habitantes não tem em que se segurar, mesmo depois de passados 40 redemocráticos, que na biografia de um homem. Um homem acorrentado a uma âncora chamada PT. Pobre país rico. Como é possível ser tão limitado?

  6. É preciso testar o limite da
    É preciso testar o limite da democracia deles. Chega de democracia consentida. Só vou votar em Lula ou quem Lula indicar.

  7. Artigo desnecessário
    Sinceramente, se o comentário do Bonduki na Folha não ajuda, mais impossível ainda é entender os objetivos e a quem serve esse artigo. Imaginar que o Haddad quer rifar o Lula não tem a mínima lógica, considerando que qualquer criança sabe que uma candidatura do PT ou da esquerda só terá alguma chance de disputa, se tiver não só o aval, mas um efetivo apoio do Lula.

  8. A escolha

    Artigo e a maioria dos comentários são balaio de gatos.

    Até que o artigo me deu alguma imaginação, mas o raciocínio geral é uma bosta.

    Justiça seja feita. Isso depois de ler alguns comentários, a minha ficha caiu.

    A cada parágrafo que lia, achava que agora o raciocínio ia engrenar.

    Que nada. Vinha outro monte de merda.

    Para aqueles que demonizam Haddad:

    Não foi por acaso o Lula que o escolheu como coordenador da sua “campanha”?

    Nesse caso Lula também é uma Marta Suplicy?

    E com toda essa “lambança”, o homi está com 41% das intenções de votos.

    O Lula está marchando corretamente e o batalhão inteiro errado, mas o conceito geral diz que ele está errado.

    Tenha a santa paciência né gente!

  9. O artigo já tava ruim. Mas
    O artigo já tava ruim. Mas caí na real quando o autor disse que foi a Marta q criou a expressão “Se o estupro é inevitável…”. Ela só falou a parte final e foi considerada uma adaptação. Ou o autor é ignorante ou maldoso. Conhecendo-o, sei que não é ignorante.

    Por fim, eu aposto meu celta 2009 com quem quiser: o Lula não será candidato. Já que tem tanto defensor desta candidatura, quero ver surgir um para querer ganhar um carro

  10. Dividir para conquistar

    Aviso aos leitores:

    Não caiam nessas jogadas malandras, mais velhas que ‘andar para frente’, mas que retornam, maquiadas, parecendo novidade. Essa discussão entre os dois acadêmicos (pois um e outro são professores uinversitários ou com formação em ciências humanas, sociais e políticas…) é uma armadilha, uma casca de banana lançada para provocar cizânia na Esquerda. 

    Antônio Lassance carregou nas tintas e se excedeu na crítica; devemos entender isso como “prevenção” e não como um confronto com Fernando Haddad, que é, de fato, o “plano B”, o candidato “fofinho”, aquele que a direita golpista quer impor ao PT, com trânsito livre entre a turma da bufunfa e encontros regulares com FHC, este um dos mentores do golpe de Estado. Mas Haddad é um quadro técnico muito qualificado (já demonstrou isso no MEC), é polido, inteligente; por meio da curta e elegante resposta ele desarmou aqueles que se preparavam para digladiar, o que só traria desgaste e desunião para o PT e a Esquerda (como se os embates entre as diferentes correntes dentro do partido já não fossem suficientes…)

    No mérito, Antônio Lassance tem razão. E Haddad entendeu claramente o recado.

    Aos leitores peço para não caírem nesse tipo de armadilha.

  11. GERAL do Alckmin será o novo

    GERAL do Alckmin será o novo presidente da Republica. Se bobear, no primeiro turno. Alvaro Dias será seu vice visando votos do Sul. Centrão estará com eles. Bolsonaro declinará da candidatura alegando falta de apoio, tempo de televisão e outras coisas mais da velha politica ($). Para sair, levará uma grana preta da Casa Grande. Sairá como deputado federal pelo Rio de Janeiro e terá uma grande votação. Em principio, será exacrado pelos seus seguidores. Alckimin o convidará para o Ministério da Segurança e os bolsominions irão ao delirio, apoiando o Tucano. Meirelles sairá pelo PMDB, para absorver a rejeição a Tmer. O mote da campnha será o ódio ao PT e ao Lula. Ainda que Lula mantenha sua candidatura não mais crescerá. E se bobear Alckimin levará no primeiro turno. Se Lula crescer terá sua candidatura impugnada. Se indicar alguém em seu lugar o projeto da Casa Grande ganhará facilmente. Está tudo armado. O mecanismo está prestes a agir. Veja a disposição dos politicos do centrão em apoiar Alckmin que aparece em quarto ou quinto nas pesquisas. 

  12. Ato falho 2 e artigo preciso de Lassance

    Artigo preciso de Lassance. Todo baseado no outro artigo, do ex-secretário Bondokin, e que serviu de base para toda a análise de Lassance. Este GGN deve ter apresentado o artigo previamente ao ex-prefeito, seja lá por quais razões, de modo que Haddad fez seus comentários junto com a publicação do “ato falho”. Em sua “resposta”, alega “agressividade” e esclarece que não “vê” o ex-secretário há um ano e meio. E daí? Em nenhum momento Lassance ataca o prefeito, mas o pensamento de Bondokin(e de outros) em seu artigo. Será que o jornal que publicou Bondokin perguntou ao ex-prefeito se ele gostaria de responder ao artigo? Ato falho 2?

    • “Enquanto isso, Haddad e seus

      “Enquanto isso, Haddad e seus escudeiros poderão dedicar um bom tempo pensando em como explicar que alguém que não conseguiu ser reeleito à prefeitura deva ser eleito presidente da República.”

       

      Articulista sendo crápula

  13. Diz Haddad: ” que pensa com sua própria cabeça, ter sido meu “

    Um dito cientista político não concebe opiniões diferentes da sua contra  quem “pensa com a própria cabeça” (frase de Haddad acima) e escreve artigo “análise” mais movido por sua fé do que por racionalidade. Que dirá a gente tão precisada e acostumada a só pensar de um jeito? (ah, esses títulos impressionantes levantados como autoridade a ser levado a sério – isso é muito mais comum do que a a gente immagina)

  14. Delírio petista

    “A presunção tem uma premissa equivocada: a de que todo mundo no PT sabe que a candidatura Lula será impugnada.”

    É melhor ler isso do que ser cego.

    Bem, se os petistas não sabem que a candidatura do Lula será impugnada, se não reconhecem algo tão óbvio, é porque realmente vivem no País das Maravilhas.

    Todas as derrotas jurídicas que o partido teve não foram suficientes para que aprendessem? Ainda seguem nesse delírio infantil de uma candidatura que TODOS que tenham o mínimo de discernimento sabem que será impugnada?

    O PT conseguirá levar a esquerda a maior derrocada de sua história.

    A partir de 1º de janeiro de 2019, nem a fala do golpe teremos mais, por conta desta elite partidária infecta, inepta, alienada e parasitária.

     

    • Parabéns, Doney!

      Parabéns (já vi um ou outro post teu, que também gostei: ótimo e salutar ver alguém dissonante no blog, e, claro, independe de apreciares ou não minhas brilhantes postagens como visitante, aprecio a pluralidade e o humor, essas coisas raras ).  

  15. Marta não falou isso

    Votei na Marta e senti que ela traiu meu voto.

    Dito isso, é preciso ver que é muita desonestidade dizer que ela tenha dito “Se o estupro é inevitável, relaxa e goza.” Não teve o começo, foi só “Relaxa e goza” em um contexto de filas em aeroportos, se não me engano.

    Bem desonesto por parte do articulista.

    • Marta falou isso sim

      Sobre o comentário do tal Emílio, o safo, de que “Marta não falou isso”, falou sim. Claro, ela verbalizou o “relaxa e goza”. Só que o “relaxa e goza” é o complemento da piada de muito mau gosto de que, “se o estupro é inveitável, relaxa e goza”, é óbvio, todo mundo sabe disso, dona Marta também. Pra bom entendedor, “relaxa e goza” basta.

  16. Marta falou isso sim

    Sobre o comentário do tal Emílio, o safo, de que “Marta não falou isso”, falou sim. Claro, ela verbalizou o “relaxa e goza”. Só que o “relaxa e goza” é o complemento da piada de muito mau gosto de que, “se o estupro é inveitável, relaxa e goza”, é óbvio, todo mundo sabe disso, dona Marta também. Pra bom entendedor, “relaxa e goza” basta.

    • Entendedores

      Cara, colocar aspas em “O estupro é inevitável…” e suprimir a parte que ela realmente falou tem significado. Aspas têm significado. Ela estava falando sobre o tal “caos aéreo”.

      Mas, enfim, cada um entende o que consegue.

  17. + comentários

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