Brasileiro denuncia fascismo de Bolsonaro em exposição no Canadá

Em 1995, o presidenciável defendeu estudantes de um colégio militar que citaram Hitler como personagem histórico que admiravam, dizendo que os jovens estavam ‘realmente carentes de ordem e de disciplina neste país’, lembra Gustavo Chams
 
Reprodução
 
Jornal GGN – Na onda do #elenão, o artista  brasileiro Gustavo Chams incluiu na sua exposição, em cartaz no Visual College of Art and Design, Vancouver-Canadá, uma imagem denunciando o fascismo de Bolsonaro. 
 
“Em 1995, o presidenciável defendeu estudantes de um colégio militar que citaram Hitler como personagem histórico que admiravam, dizendo que os jovens estavam ‘realmente carentes de ordem e de disciplina neste país'”, lembrou Chams para o GGN, completando que, desde aquele evento, o candidato tem apresentado muitas similaridades com o nazista e outros líderes de governos autoritários. 
 
“Bolsonaro usa das mesmas técnicas populistas infestadas de comentários racistas, homofóbicos e xenofóbicos. Parece que estamos em 1945, mas é 2018! Se você pegar qualquer discurso de Hitler e trocar as palavras ‘Alemanha’ por ‘Brasil’ e ‘judeus’ por ‘gays’, você acharia que as frases pertencem à Bolsonaro”, pondera o artista.
 
Chams conta que, quando lançou a exposição, eleitores de posicionamento conservador acharam sua comparação absurda. “Mas, vale lembrar que eu não fui o primeiro a apontar a óbvia comparação, varios cientistas políticos o denunciam há anos!”, arrematando que apontar para o risco do sistema político fascista não é algo absurdo:
 
“Absurdo é fazer discurso de ódio em plena luz do dia, na televisão, e não ir preso por isso. Isso é inconsequente e é crime. Se ele fizesse o mesmo aqui em Vancouver, iria direto para cadeia”.
 
O trabalho de Chams é composto por três camadas, reconhecidas por ele como três obsessões em sua vida: o antropocentrismo da moda, ativismo político e compulsão à repetição. 
 
A exposição recebeu o nome de Meandering, inflections, and angry camels (Meandros, inflexões e camelos furiosos), com referências ao filósofo da Ásia Central, Ashu Zaratustra, fundador da religião zoroastrismo, considerada como a primeira manifestação de um monoteísmo preocupado com a ética humana.
 
Chams faz, ainda, referência a obra do filósofo alemão, Friedrich Nietzsche, especificamente sobre a moralidade e o conceito de eterno retorno.
 
No âmbito político, a exposição considera o cenário brasileiro resultado do golpe parlamentar de 2016, que levou o Brasil a regressão social econômica não vista há 20 anos e que resultou na ascensão política de Jair Bolsonaro (PSL). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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