Ciro ou Alckmin ainda podem desbancar Bolsonaro, diz estatístico

Jornal GGN – Fernando Haddad, o candidato de Lula, vai para o segundo turno da eleição presidencial. Ele tem a seu favor o eleitorado histórico do PT e o desgaste do governo Temer. Jair Bolsonaro está na frente nas pesquisas, mas isso não garante vaga no segundo turno, sobretudo porque seu eleitorado não é sólido: ele é movido por ódio ao PT ou espelha o voto de protesto. É por isso que se Geraldo Alckmin ou Ciro Gomes conseguirem mostrar que conseguem derrotar o PT, podem tomar o lugar de Bolsonaro nos últimos dias antes da eleição.
 
Essa é a avaliação do estatístico Paulo Guimarães, consultor de campanhas eleitorais há várias décadas. Em entrevistas ao El País, publicada nesta quinta (20), ele disse que o segundo turno “vai ser decidido nos últimos três dias. Se um desses de centro [Ciro ou Alckmin] chegar [ao final da corrida eleitoral] com 15% e o Bolsonaro com 25%, é possível.”
 
Na visão do analista, “pode mudar muita coisa se o Bolsonaro não se mostrar competitivo contra o PT no segundo turno.”
 
“Eu já vi [Celso] Russomanno a três dias da eleição com 11 pontos na frente de [José] Serra e Haddad [na eleição pela Prefeitura de São Paulo em 2012], e os dois passaram à frente. Se ninguém aglutinar, os votos vão para o Bolsonaro por conta do ódio ao PT. Se alguém do centro aparecer bem posicionado, vai atrair os votos úteis. Ainda é um pouco cedo para se pensar num quadro definitivo. Mas eu apostaria que o Haddad está no segundo turno, e a outra vaga tem de ser disputada por Ciro, Geraldo e Bolsonaro”, destacou.
 
Leia a entrevista completa aqui.

10 comentários

  1. Ainda podem?Que maravilha de
    Ainda podem?Que maravilha de consultor!
    Tudo ainda pode!
    Ele pode citar dezenas de mudanças de posição, inclusive a do mineirinho golpista com a candidata substituta do falecido de Pernambuco faltando poucos dias para o primeiro turno.
    Continuo com meu palpite: Somente o presidente Lula tem condições de derrotar o defenestrado do exército.

  2. o Fator Lula

    A impugnação da candidatura de Lula teve um grande impacto na decisão do eleitor, que se diviram entre os demais candidatos, indecisos e nulos, este poder ser

    Além disso os eleitores  mais conservadores, se sentiram mais a vontade para votar em Bolsonaro, já que a possibilidade de vitória de Lula está afastada. Nesse sentido o crescimento da candidatura de Haddad-Manuela, pode provocar um novo descolamento do eleitorado.

    O comportamento de Marina em relação a Lula e ao PT, tem provocado uma desistência rápida dos eleitores de Lula que tinham em Marina uma alternativa,  isto explica a queda de Marina nas pesquisas eleitorais.

    As pesquisas que são em 2 a 4 dias devem apresentar alteração na amostra em função da rápida transferência de votos de Lula para Haddad-Manuela, o que obriga os institutos a realizarem ajuste para divulgar o resultado final.

    Haddad-Manuela tem apresentado crescimento médio de 1% a 1,5%, que pode ser diferença de metodologia para fazer o ajuste entre os dias da pesquisa.

    Uma parte dos eleitores de Lula, com a impugnação decidiram votar em Bolsonaro, provavemente com um imapcto bem maior do que o apoio em fução do atentado com uma faca.

    Com rápido crescimento da candidatura Haddad-Manuela e a intensa divulgação do apoio de Lula, uma parte significativa deste eleitores devem abandonar Bolsonaro e votar em Haddad-Manuela,

  3. Contorcionismo numerológico

    O duro é que se trata de um fenômeno que não é aleatório.

    Nas possibilidades matemáticas do aleatório, tudo é possível.

    No campo dos fenômenos políticos, os fatores determinantes interferem e impossibilitam a pureza aleatória do jogo de dados.

    Conheci um estatístico que dizia que não se devia utilizar a variável “partido” para investigar fenômenos eleitorais pois isso poderia falsear os dados, induzindo o pesquisado a um campo viciado de respostas. O cara dava aulas numa universidade pública.

    Oras, bolas, dados, argolas, …

  4. Faz sentido, mas as

    Faz sentido, mas as circunstâncias são diferentes. Russomano nunca teve uma base militante atuante como a de Bolsonaro. Mesma coisa com a Marina em 2014, em relação ao Aécio com o auxílio da Dilma.

  5. DESESPERO TUCANO

    Qualquer um que vença esta Eleição, estaremos começando a construir nossos próximos 40 anos. Esta nova geração. Esta desgraça da Redemocratização, esta farsa entre Esquerdopatas prolongando o Estado Absolutista e suas Elites que ascenderam juntamente com o Golpe Civil-Militar Fascista de 1930 é página virada. 40 anos penando no deserto novamente. Décadas, das quais,  que só poderemos nos arrepender e usar como experiência. Trágica Experiência entre Medíocres. A História já foi escrita e revelada. Temos para festejar que estas Eleições enterram de vez o Tucanato. Farsa Fascista de lamentável lembrança. Um sonso, um ‘Picolé de Chuchu’ como Candidato à Presidência. Somente neste triste período brasileiro. Finalmente a extinção. Estamos endo abençoados. Criemos uma Nação à altura da nossa Grandiosidade e Potência.   

  6. Mentira

    Desde 1989, que o segundo turno é entre PT e alguém da Direita. Esse ano será extrema Direita, provalvelmente o PT.  Mas desejaria o fim da hegemonia PT, como representante da “esquerda”, que já não é esquerda ha um bom tempo, e sim liberal. Temos outra opção esse ano, a melhor , por enquanto é #CIRO12, centro esquerda, mas com propostas mais progressistas que o PT. 

  7. Sempre foi PT + alguém, esse

    Sempre foi PT + alguém, esse ano está muito claro, faz um bom tempo, que será Bolsonaro +1. Mais fácil Haddad ser desbancado do 2º turno do que #Elenão.

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