Críticas de Renan a Meirelles expõe o racha no MDB, com dominação de Temer


Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN – Após o senador Roberto Requião (MDB-PR) abrir o embate contra a candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles, escolhido pelo mandatário Michel Temer para o pleito eleitoral sem realizar nenhum tipo de eleições internas, foi a vez de Renan Calheiros (MDB-AL) criticar a escolha e escancarar o racha dentro do partido.
 
As duras críticas partiram de todos os lados. Primeiro Roberto Requião, que se no início do ano já se lançou como alternativa do MDB para disputar as eleições presidenciais, voltou a mirar críticas contra a candidatura de Meirelles.
 
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador disse que o objetivo da figura de Meirelles é absorver a rejeição ao governo Temer, para criar uma aliança forte com o PSDB. “Isso atende aos interesses do PSDB e do Geraldo Alckmin, que poderão dizer que a culpa deste desastre é do Meirelles, e não deles. O PMDB não pode ser o boi de piranha da direita brasileira. A candidatura Meirelles será o enterro de luxo do PMDB”, disse no vídeo.
 
https://www.youtube.com/watch?v=3drWr4H6WhQ width:700 height:394
 
Na semana passada, Renan Calheiros, que é crítico ferrenho de Temer, lançou um vídeo a delegados do MDB pedindo a correligionários que não façam da sigla “uma legenda de aluguel, movida pelos interesses do sistema financeiro, com uma pauta política que nos afronta e nos envergonha”.
 
O senador pede os votos contra a candidatura de Meirelles, no evento marcado para ocorrer no dia 2 de agosto, de maneira simbólica, após o próprio Michel Temer ter fechado a escolha do partido em seu ex-ministro. 
 
“O nosso partido é o maior do Brasil. Nós temos excelentes senadores, deputados estaduais, deputados federais, governadores. E a presença dele, com essa agenda contra os pobres e contra os trabalhadores, vai prejudicar o MDB e sua história. Vamos à luta. Porque somos maiores do que o que querem nos fazer. Um grande abraço e vamos à vitória no dia 2”, havia dito Renan na mensagem.
 
 
O confronto direto aberto contra Meirelles fez com que o ex-ministro se manifestasse afirmando que já sentia que tinha a “vasta maioria já consolidada” dentro do MDB, confiante de que sairá vitorioso. Isso porque ele foi o único pré-candidato que o partido lançou, ignorando, por exemplo, a de Requião.
 
Em resposta, Meirelles disse que tem um “contraste de biografias” em comparação a Renan. “Eu tenho uma biografia de serviço prestados”, disse, criticando o senador, completando que a comparação é positiva para ele.
 
“O que eu tenho ouvido é que esta opinião manifestada pelo senador me favorece porque mostra um contraste de biografias. Eu tenho uma biografia de serviço prestados (…). Então é muito positivo que se estabeleça esse contraste, e as comparações que eu tenho visto são extremamente positivas, têm me deixado entusiasmado”, provocou.
 
Após visitar o ex-presidente Lula, Renan voltou a criticar Meirelles, dizendo que subir no palanque do ex-ministro seria uma “condenação”: “Ele é originário da JBS, é o candidato do sistema financeiro”, declarou, caracterizando ainda a candidatura de “fantasiosa e enganosa”.
 
“A candidatura de Meirelles ficaria muito bem para o Bank de Boston, mas não para o presidente da República. Ele é um candidato do sistema financeiro. Meirelles quer ser o anti-candidato contra os candidatos que quererem fazer o certo pelo País. O PMDB não pode dar a legenda para ele. Ele tem 1%, isso vai dificultar o desempenho do partido em todos os Estados”, ressaltou Renan.
 
 

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