Damous diz ser “erro grave” abandonar Marília Arraes. Tarso Genro prefere não acreditar nisso

Jornal GGN – A página oficial de Marília Arraes divulgou duas mensagens que mostram que o PT se dividiu em torno da resolução da executiva nacional do partido que aprovou acordo com o PSB em Pernambuco, ao custo de retirar a candidatura da vereadora ao governo do Estado. O deputado federal Wadih Damous disse que a decisão dói na militância e é um “grave erro”. Tarso Genro demonstrou no Twitter, ainda na quinta (1º), quando as primeira notícias sobre a resolução começaram a sair, que prefere que elas estejam equivocadas. Na noite do mesmo dia, o PT confirmou a resolução.

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17 comentários

  1. Além da fama de corrupto, aos

    Além da fama de corrupto, aos olhos da população “média” brasileira que assiste tudo pelo JN, agora o PT terá a fama de traíra. Parabéns aos envolvidos.

  2. Acordo foi feito para isolar

    o Ciro? É isso mesmo? Então o Ciro é o GRANDE INIMIGO do PT e do Brasil? Espera aí, mas os grandes inimigos do Brasil não são o Alckimin e os golpistas que a ele se uniu? Então por que o PT fica denunciando o golpe? Antes de ser um partido de “esquerda” o PT é primeiramente e sobretudo paulistano.

    • Na mosca.

      Paulistano como o PSDB. A trairagem pra cima de companheirosnão é de agora, vem desde quando baixaram centralismo no PT fluminense para entubar o Garotinho. Não aprenderam nada.

    • O grande erro do PTe não  de

      O grande erro do PTe não  de hoje é colocar a questão partidaria ACIMA da questão nacional, Lula não deixou crescer nenhum potencial concorrente à sua sombra, sacrificou Dirceu às feras, o lulismo abafa o petismo, apequena seu legado historico.

      • Isso não é só do Lula. Pegue

        Isso não é só do Lula. Pegue o PSDB e são os mesmos nomes que disputam a presidência há 16 anos = Serra, Alkimin e Aécio. Em Sampa, só houve 3 governadores em 24 anos = Covas, Serra e Alkimin ( que consegue a proeza de ficar 14 anos mandando no estado mais rico do pais e não ter UMA feito administrativo pra mostrar ) O único jeito, na minha opinião, dos partidos estimularem a formação de líderes futuros pra substituir os atuais seria se houvesse um limite de quantas vezes um candidato poderia ser presidente e governador. Pra presidente, adotaria o modelo americano ( só pode ser presidente por dois mandatos seguidos ou separados – aliás, modelo adotado depois de Roosevelt, pois se não entendi errado não havia limite de mandatos pra presidente  ) e pra governador ( e talvez prefeituras de cidades médias e grandes ) 3 mandatos. 

        Pra mim, o lulismo já tomou conta do PT. No futuro, o drama maior do partido será sobreviver a morte de Lula. Lula tem um papel equivalente ao Marechal Tito – quando Tito morreu, começou a vir as tensões entre os países que formavam a Iuguslávia, até eclodir a separação de vez. Lula morto, é muito forte a possibilidade das várias correntes do partido – que só concordam sobre Lula – entrarem numa luta pelo poder que cause a saída de vários membros. O que seria um golpe duro na esquerda do país. 

         

         

  3. Aliança PT x PSB
    A discussão em torno da aliança do PT com o PSB (na verdade, é só um acordo) tem se restringido a avaliar o impacto sobre Pernambuco e Minas Gerais. Em Minas Gerais, a retirada de Márcio Lacerda pode não ajudar a candidatura de Pimentel, porém não atrapalha. A questão de Pernambuco, pela qual tentam criar uma grande comoção, pode ser justificada sobre dois aspectos: 1) mesmo sendo  ruim e mal avaliado, o governo Câmara não pode ser considerado uma ameaça à esquerda e, tampouco, ao PT; 2) a candidatura da jovem Marília é uma faca de dois gumes. Assumir o governo estadual nas circunstâncias atuais, com crise, sem maioria etc. poderá “queimar” o futuro da candidata e do PT no Estado. Talvez seja mais prudente ela se candidatar a deputada federal, tentar ser uma puxadora de votos, e reforçar a bancada petista na Câmara. Isso é muito necessário. Além disso, há dois pontos que estão sendo relegados. Primeiro, a necessidade de se conter o risco Ciro Gomes: apesar da aliança com as forças direitistas ter sido frustrada, se algum candidato tucano (Álvaro Dias ou Alckmin) não decolar, Ciro ainda pode, ou poderia, no decorrer da campanha, se tornar o plano B dos golpistas. E seria o único candidato a ameaçar a hegemonia da esquerda em um segundo turno. Em segundo lugar, a aliança com o PSB abre uma perspectiva inédita em São Paulo. Acho até que a questão paulista motivou o acordo. Pelo cenário que se desenha, Márcio França e Dória irão para o segundo turno em SP, e Dória está queimadíssimo, principalmente na capital. Nesse contexto, em um eventual segundo turno, França ficaria em uma situação que teria que se aliar ao PT, pois, com Alckmin ou com Bolsonaro no segundo turno, o opositor dele seria um tucano (Dória) e aliado de Alckmin (seu candidato de primeiro turno). Essa bagunça na eleição paulista possivelmente beneficiará o PT no segundo turno e poder ser o motivo, “inconfessável”, do acordo com o PSB. 

  4. Quem fica indignado ou

    Quem fica indignado ou surpreso com esses movimentos é porque anda lendo o Príncipe errado rs Tarso está lendo o de Expery, pra variar. Não existe na política essa coisa de uma ideia para a qual os partidos de um mesmo espectro vão se juntar para derrotar o campo adversário oposto.Cada candidato quer chegar ao poder e fará de TUDO para isso – nem que tenha que entregar cabeças de aliados fieis. E se ele não conseguir vencer, torcerá pra que o ganhador seja um candidato oposto à sua visão de mundo – pois se ganhar um candidato com a mesma visão de mundo sua e este der certo, lhe tirará força;  e se fracassar no poder, tornará sua próxima tentativa mais difícil. Enfim, a política está para a guerra assim como a catapora pra varicela. 

    E essa eleição, com a tirada de Lula pelo judiciário, é muito pulverizada. Logo, cada palmo de território ganho pode ser a diferença entre ir e não ir ao segundo turno. Além do mais, só lá pro meio de setembro é que a última peça do tabuleiro entrará em cena = o candidato do PT que vai concorrer no caso de Lula ser impedido de ter seu nome na urna.  E assim, todas as possibilidades de segundo turno estão em aberto – desde dois candidatos de esquerda até dois de direita e até mesmo, o que muitos achavam quase impossível, se repetir pela sétima vez  disputa PT x PSDB. 

  5. Se a globosta detesta, pode ser um acerto…

    A principio é preciso avaliar porque os donos Globosta mandam seus empregados criticarem este acordo do PT com o PSB :.

    Criticam por motivos éticos ou porque o PT deu um passo fundamental para monopolizar por completo a oposição aos candidatos golpistas (alckimin,marina, alvaro dias) ?

     

    • Nada na politica ou na vida é

      Nada na politica ou na vida é automatico, se a Globo critica é porque é bom: È simplificar muito. Pode ser um imenso erro estrategico, condicionar toda o futuro da politica nacional a uma questão em Pernambuco, mostra especialmente a pequenez da atual direção do PSB.

      • A estratégia do Lula pra mim

        A estratégia do Lula pra mim é esta = ao fazer esse pacto com o PSB, ele tenta ganhar em duas pontas = ou um candidato do PT consegue ser eleito presidente ( o que é possível tamanho a pulverização do quadro e Bolsonaro no segundo turno, servindo como uma espécie de Le Pen x Macron ) ; e se isso não for possível, impossibilita que o candidato mais parecido com o programa do PT ganhe, no caso Ciro Gomes. Afinal, se Ciro ganhar, pro PT pode haver o risco de, dando o governo dele certo eocnomicamente, o PT  ver uma parcela de seus eleitores ir pra Ciro e assim perder força política ( fenômeno que aconteceu com o PSDB perdendo parte de seu eleitorado durante o êxito de Lula, principalmente no segundo mandato ). Acho muita ingenuidade gente que prega que haja entre os partidos de esquerda uma chapa única pelo Brasil. Partido político pensa em ter o poder e ponto. 

        • Beleza

          Concordo com você: partido político pensa em poder.

          Mas, então, a gente tem que combinar uma coisa: ninguém tá lutando contra um golpe de Estado nem pela democracia brasileira. E não precisamos ir pras ruas lutar por nada, vamos cada um cuidar dos nossos pequenos problemas pessoais.

          Só pede pra cúpula petista soltar um comunicado com essa mensagem e pros trouxas que ficam aqui se esgoelando nos comentários pararem de satanizar quem critica as “estratégias” petistas…

          • Ao contrário = as pessoas

            Ao contrário = as pessoas precisam mais do que nunca ir pras ruas pra lutar e se fazer ouvidas, pois os partidos políticos nunca estiveram tão desconectados com as demandas populares. Aliás, o melhor exemplo do que deveria ser feito agora vem  do próprio PT = um partido que foi criado de cima pra baixo, com verdadeira base popular. As reformas que o país precisa – principalmente a do judiciário – não serão feitas por nenhum partido atual. O problema é que essa junção de pessoas precisam de líder ou líderes que sirvam como um imã. No cenário atual, não há nenhum que tenha força pra isso. 

  6. PE de lutas.

    Essa turma que critica a posição do PT de PE não tem a mínima ideia do que acontece no estado. É muito fácil falar de barriga cheia. Vão falar para milhões de miseráveis sem ter o que comer, sem escola, sem casa para morar, sem emprego sem esperanças esperar mais 4 anos de um governador que destruiu tudo que Dilma e Lula fizeram. Se a eleição de Marília quase certa é ruim para o PT imaginem um governador golpista que governa de braços dados com a elite do estado. 

  7. Preocupação com a base???

    Mais sintomas da degeneração do partido. Se bem que estes já são até crônicos, tantos foram os casos de sufocamento de candidaturas estaduais, ao longo dos últimos anos, em nome da “realpolitik” dos acordos de gabinete.

    O PT não está interessado na militância de base ou em respeitar as decisões desta base, ou em permitir que novas lideranças floresçam e cresçam renovando o partido. Esse partido que representou durante mutios anos a esperança de ruptura com o sistema não existe mais. Infelizmente o que o pt quer hoje são seguidores fanáticos e acríticos, reunidos em torno de mantras repetidos à exaustão, diante do mais leve grau de discenso. Quem não segue a linha da direção é “cego que não vê a floresta”, é “traidor”, “quinta coluna” e por aí vai. É uma espécie de stalinismo de sarjeta, uma caricatura degenerada do original, misturada à íntima convivência e ao pleno domínio do “modo de fazer” política no Brasil: financiamento eleitoral, marketagem de alto coturno e campanhas milionárias.  

    O projeto de retornar ao poder, que insiste em se manter bovinamente dentro da (des)ordem golpista, é a única coisa que importa. O partido hoje, tenta apenas grantir seu lugarzinho ao sol nesta podridão que é o sistema político brasileiro. Não há sinal de ruptura. Nem mesmo a campanha de “libertação” de Lula é capaz de dar o mais leve passo fora da ordem estritamente delimitada pelo golpismo. 

    Não nos iludamos, nada vai mudar! Qualquer partido sério diante do cataclisma que sofreu, faria um gigantesco esforço de se renovar, de fazer uma balanço histórico de sua experiência no poder, e de como foi de lá expulso a pontapés, de realizar uam profunda autocrítica e sobretudo de renovar suas lideranças.

    Não vai acontecer. 

    A mensagem é: esse modelo deu certo e vamos voltar ao poder com ele. Ame-nos ou deixe-nos. 

     

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