“Imenso desserviço ao País esse debate moralista inútil, já deu”, diz Pedro Serrano

Por Pedro Serrano

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Haddad, Ciro, Amoedo, Alckmin, Boulos e Bolsonaro não são corruptos, não estão na política para enriquecer, os abutres da fisiologia estão concorrendo ao legislativo. Temos de parar de um ficar criminalizando o outro e a mídia todos e avançar para o debate que interessa ao povo que, por sua vez, esta fora do jogo de poder e tem vida para levar e contas para pagar.

Um imenso desserviço ao País esse debate moralista inútil, já deu. Como cidadão quero saber de plano para retomada do crescimento e dos serviços publicos, politica fiscal e orçamentaria ,segurança publica, direitos humanos etc , além de saber da mundividência dos candidatos.

Alias parece que o jogo midiático é esse mesmo, uma campanha fumaça, com candidatos sem compromisso com propostas, para ficar mais facil influencias sombrias posteriores.

O unico momento em que nós, povo , temos poder de fato é agora, temos de exerce-lo em nosso favor. Não devemos entrar nesse mi mi mi moralista totalmente safado.

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6 comentários

  1. Lula livre
    A campanha da mídia pela ‘moralidade’ traz o discurso fascista embutido. Seria a luta do bem contra o mal. Causa-me espécie observar Ciro Gomes com este discurso. Ele não cansa de repetir o mantra de sua pureza e apoio a lava-jato, fortalecendo a narrativa da mídia golpista.
    #HaddadNoGovernoLulaNoPoder

  2. A Dilma deveria pedir reparo

    A Dilma deveria pedir reparo pelo fato do Bonner ter dito seu nome como investigada no momento em que ela esta em campanha em MG para se eleger senadora…

  3. 100% de acordo! Mas

    100% de acordo! Mas infelizmente o debate político no Brasil fica limitado a “quem rouba e quem não rouba’. Sorte nossa que a condenação by Moro que prendeu Lula é tão inepta que o ex-presidente é considerado “menos ladrão’ que quase todos os políticos, incluindo Temer, Aécio e muito tucano metido a besta.

    Junta isso com o fato dos governos petistas terem virado um mar de rosas em comparação com o do vampirão, pronto, Lula tornou-se tão favorito que seu “ungido” segundo a Globo já tornou-se competitivo em poucos dias como candidato.

    Mas de fato, mesmo que o PT volte ao governo será preciso aprimorar o debate político. O Brasil precisa se livrar desse mimimi udenista de uma vez por todas. Enterremos o cadaver do Lacerda! Para ontem!

  4. Um bojo só para tanta diversidade?

    Assim como há muitos outros motivos para a corrupção além do enriquecimento ilícito pecuniário, de dinheiro, o própro termo “corrupção” tomado em sua ascepção, digamos, popular – desviar dinheiro público para bolsos privados – torna o debate limitado e inócuo.

    Como exemplo da primeira afirmativa temos que alguém encarregado da execução do orçamento público – governadores, prefeitos ou presidente da república, chefes, enfim, do Executivo – pode favorecer a iniciativa privada não pelo dinheiro que seria-lhe depositado numa conta em paraíso fiscal e sim para o que popularmente se conhece como “ficar bem na fita” dentre os poderosos. Subestimar o poder desse sentimento, o desejo por uma “medalha” de honra ao mérito por ser “Amigo dos Ricos” (o mesmo viralatismo que leva pessoas a trabalharem mais pelos interesses de países estrangeiros do que os do próprio país), torna qualquer observação sobre corrupção inócua, incompleta.

    E o próprio termo, “corrupção”, para além de significar desvio de verba pública para fins privados – para o próprio bolso ou  para o bolso de quem oferece medalha e pertencimento ao “Clube dos Ricos” – é também uma forma limitada de ver a questão. Corrupção de sistemas democráticos pode ser entendida como mobilizar recursos políticos para atendimento não a todas as pessoas e menos ainda às mais vulneráveis e sim a restritos – e comumente já privilegiados – grupos privados, a algum sub-grupo social.

    Não sei sobre Marina Silva além da sua ligação com Eduardo Gianetti da Fonseca e André Lara Rezende, substitutos “oficiais” de Maria Alice Setúbal. Esses senhores são notórios corruptores da ideia de democracia – já que costumam promover a ideia de que “só a iniciativa privada salva” e, claro, ao fazer tão “heróico” salvamento, nada mais natural que ganhem poder político ou eventualmente econômico com isso. Esse mesmo perigo ocorre com Jair Bolsonaro e seu “casamento” com Paulo Guedes.

    Agora sobre Geraldo Alckmin… com certeza corrompe todas as possibilidades de democracia, de um estado prioritariamente vertido para atendimento ao povo, seja em episódios como os da Dersa, do Metrô, do monotrilho, da Sabesp, da Fundação Pe. Anchieta. A atuação de vários subordinados seus foi tão intensa que empresas internacionais como a Alstone a Siemens cansadas de serem extorquidas e até com temor de serem pegas, decidiram que não mais pagariam propina.

    Enfim, colocar Ciro Gomes e Fernando Haddad – desses, por enquanto, não há notícia de concessão de privilégios a sub-grupos sociais – no mesmo “bojo” que Jair Bolsonaro, Marina Silva e, pior, que Geraldo Alckmin no quesito “corrupção” me parece falta de cautela.

  5. Que me desculpem, mas a

    Que me desculpem, mas a leitura me causou certa estranheza. O tom dele é mais pessoal (com exceção ao trecho em que ele fala de “nós, povo”, e tem um sabor levemente retórico) e talvez seja assim e ser lido. Parece circunscrito a quem o lê, a quem o segue e a quem ele segue na rede social. Não apenas um desabafo, mas um “dá pra fazer de outro jeito, parem com essa bobagem”. Claro, também, é que o tom pessoal possui fins coletivos.

    Está faltando um Grande Dicionário Mitológico dos Discursos sobre Economia, Política e Sociedade, sabe? Talvez uma espécie de Enciclopédia dos Clichês. Pegar aquelas frases como “PT roubou o Brasil” e quetais, “direitos humanos é (sic) pra bandidos” e desmontar tudo, lógica e argumentativamente (há fatos pra isto). 

    Se entendi bem este mal-estar do Pablo… olha, quando converso com um “oponente”, eu te digo, como é cansativo: vc tem que desmontar a confusão dos dados colados (assim que são as notícias, fragmentadas, e a explicação do mundo é “quase” o resultado desta colagem dos fragmentos) pra tentar falar a respeito (como se dominasse todos os fatos, tsc…) e daí, explicitar seu ponto de vista. 

    Boa parte da mídia não vai esclarecer. O mimimi moralista é o fio da navalha entre o ético e o político. Desprezá-lo é perigoso; a direita sabe manobrar como ninguém; com desinformação midiática (concordo neste aspecto com o Pablo) sobre questões públicas, propostas claras e reais… enfim, até mesmo um liberal autêntico (não estes arremedos neo-nada) arrepiaria os cabelos (liberdade e racionalidade estão intimamente ligadas). 

    Pablo toca num ponto importantíssimo: as eleições legislativas. Só observar partidos como o (P)MDB e o (extinto) PFL: partidos com interesse mais nas eleições legislativas do que em chapas majoritárias, até mesmo preferindo compô-las por meio de alianças (Meirelles é exceção à regra, mas, tal como o vampiro evita o alho…). Que adianta votar num candidato com a finalidade de tirar o rastro do Temer e votar em um parlamentar que não dará sustentação ao partido (não acredito que boa parte das pessoas pensem a respeito). Afinal,foi isto que levou ao fim do governo da Dilma.

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