Sem eleições internas, Temer define Meirelles para tentar sucessão


Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN – Não houve eleições internas e tampouco seguiu o inicialmente planejado pelo próprio presidente Michel Temer. Mas com os altos índices de reprovação, alvo de inquéritos e para avançar em articulações pré-campanha eleitoral, o mandatário deu a palavra final hoje de que era melhor abrir mão de uma candidatura, para trabalhar no nome de Henrique Meirelles.
 
Antes de realizar o evento de última hora com a cúpula e caciques do MDB, Temer teria conversado com seu marqueteiro Elsinho Mouco, ainda na manhã de hoje, para fazer o gesto de mostrar a desistência e o apoio a Meirelles como pré-candidato à disputa ao Planalto.
 
A informação é do blog de Andréia Sadi, que apurou que o próprio marqueteiro, um dos principais aliados da possível campanha e candidatura do emedebista, agora estaria pedindo para que Temer retire, o quanto antes, a sua intenção de se candidatar.
 
O motivo seria supostamente as investigações no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) que miram Temer e, inclusive, seus familiares, por suposto recebimento de propina. O presidente também é alvo de outros inquéritos, como o dos Portos e da Odebrecht, no Supremo.
 
Após a definição da estratégia pelo mandatário, o MDB se reuniu em Brasília nesta terça. Não realizaram eleições internas do partido. Foi apenas um aviso: Henrique Meirelles anunciou que é o nome da sigla para a corrida eleitoral.
 
O evento foi chamado de “Encontro com o Futuro”. Em discurso, Michel Temer disse que membros do partido “chamam” Meirelles para ser o “presidente do Brasil”. “Eu quero concluir dizendo que foi para isso, Meirelles, para essas palavras que foram ditas aqui, que nós chamamos você, e chamamos para ser presidente do Brasil”, afirmou.
 
A cerimônia contou com a presença do ex-ministro da Fazenda, Temer e diversos caciques do MDB. “Ficarei orgulhosíssimo se um dia, no plano pessoal e institucional, se um dia o Meirelles for proclamado pelo voto popular presidente da República Federativa do Brasil”, concliu o emedebista.
 

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