Sistema elétrico brasileiro está operando no limite

Especialistas dizem que existe o risco de faltar energia nos horários de pico ao final do ano; governo deve começar racionamento em órgãos públicos

Agência Brasil

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira (25/08) um decreto exigindo que órgãos públicos federais reduzam seu uso de energia entre 10% e 20%, dois meses após o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, vir a público reduzir os riscos de racionamento.

A gravidade do quadro no Brasil foi confirmada pela última nota técnica do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), onde afirma que o país precisa aumentar a oferta de energia em 5,5 GWmed para garantir o suprimento de eletricidade a partir de setembro de 2021 – esse valor supera o que a hidrelétrica de Itaipu tem gerado diariamente (pouco mais de 4 GW).

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Na última terça-feira, o consumo de energia elétrica no Brasil foi de aproximadamente 73 GWmed de energia. Ou seja, será necessário tomar medidas para garantir um adicional de cerca de 7% de energia.

Para especialistas entrevistados pelo jornal O Globo, as medidas que o governo federal tem anunciado para evitar racionamento podem aumentar o risco de apagão durante o segundo semestre, como a redução na vazão das hidrelétricas, flexibilização nas margens de segurança na transmissão de energia e os incentivos para a indústria reduzir o consumo durante os horários de pico.

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