Mantega ou ‘como era grande o meu PIB’

Jornal GGN – Mantega se foi depois de 8 anos no cargo mais importante depois do de Presidente da República. E sem voto, só com votos de boa condução. O adeus foi firmado em longa entrevista concedida ao jornal Valor, dando seu lado da moeda, mas as reclamações foram levantadas no off de assessores, sem declarações do ex-ministro. O ex-assessor foi figura importante, na matéria, bem como o temperamento de Dilma Rousseff. Mas o ministro tem seu perfil desenhado pelo jornal, do gosto por cinema até a saída do governo e a forma como a presidente anunciou o fato. Ao assessor, em off obtido pelo jornal, Mantega teria dito que as críticas que recebeu foram injustas, pois seu trabalho tem que ser analisado pelo conjunto, e não por avaliações em anos determinados, a exemplo do PIB. Leia a matéria a seguir.

do Valor

Mantega, o ex

Por Monica Gugliano | Para o Valor, de Brasília

Sergio Amaral/ValorHora do adeus: “No conjunto da obra, quero ver quem teve PIBs mais altos do que eu nesses anos? Quem gerou mais emprego? Quem melhorou mais a renda?”, desabafou Mantega com um ex-assessor do Ministério da Fazenda

Há muitas maneiras e adjetivos para explicar os hábitos, os significados dos gestos e as preferências da corte brasiliense que orbita na Esplanada dos Ministérios. Nesse pedacinho de terreno da capital, um dos gostos mais populares é o exercício do humor ácido, que põe pechas, apelidos e transforma situações reais em cenas de comédia. Um dos campeões nesses retratos, nos últimos quatro anos, foi o site Kibe Loco. Nos vídeos, o humorista Gustavo Mendes imita a presidente Dilma Rousseff. A Dilma personificada pelo comediante achincalha seus colaboradores mais próximos, arrepende-se rapidamente, chama a vítima e, em tom doce, ameniza a bordoada que dera pouco antes.

Se havia alguém entre os ministros do primeiro governo Dilma que poderia ter familiaridade com a força do temperamento da presidente, ele era o economista Guido Mantega, um dos mais assíduos personagens das sátiras do Kibe Loco. Nelas, o ex-ministro da Fazenda sempre aparecia levando uma bronca de Dilma e ficava tão arrasado que caía aos prantos. Sem paciência, a presidente ordenava: “Guido, engole o choro!” O esquete terminava ali, com o grito do bordão. Na vida real, a presidente, quase sempre, acalmava “Guidinho” – como carinhosamente o chama -, submetido às pressões e aos ataques do fogo amigo e inimigo, que são a rotina do ministro da Fazenda, função que o levou a entrar para a história como o mais longevo comandante da economia brasileira.

Ao entregar o cargo nesta semana, Mantega superou em nove meses a marca do ministro Pedro Malan – que ficou oito anos na mesma função no governo de Fernando Henrique Cardoso. O período de Mantega à frente da Fazenda foi marcado por recordes. Do “pibão” ao “pibinho”, dos “juros nunca antes tão baixos na história deste país” à volta das taxas estratosféricas. Da explosão do consumo à inflação em alta, dos superávits às contas no vermelho. “A economia é cíclica. A cada quatro ou cinco anos, aparece uma crise. Pequena ou grande. Tive a felicidade de pegar a maior crise dos últimos 80 anos. Os problemas se multiplicaram, mas também os desafios foram grandes. O Brasil demonstrou que entrou sólido na crise”, disse Mantega ao Valor, pouco antes do Natal. “Um país é como uma pessoa. Se tem uma saúde frágil e pegar uma pneumonia, pode até morrer. Se é saudável, pega a pneumonia e supera sem grandes problemas. Quando veio a pneumonia, o Brasil estava sólido. Foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Fiquei feliz.”

Mantega recebeu o Valor para esta entrevista em uma sala de reuniões ao lado do gabinete da Fazenda, com uma mesa enorme, cadeiras ergonômicas e um monitor de tela plana. Na hierarquia do poder brasiliense, a Fazenda vem logo depois do Palácio do Planalto. O titular da pasta tem primazia sobre seus colegas. Isto é, se for preciso fazer uma reunião, eles é que vão até o ministério. Ideli Salvatti, por exemplo: o gabinete da Secretaria de Relações Institucionais está a poucos metros de Dilma, mas Ideli só conseguia reunir-se com Mantega na Fazenda. Situações semelhantes ocorriam com outros ministros até que, irritados, passaram a chamá-lo de “Imperador”. Nas viagens com Dilma, era comum alguém perguntar: “O ‘Imperador’ vai também?” Como todos os impérios, o de Mantega também acabou. Mas não nesta semana. Havia um bom tempo que o Imperador da Esplanada tinha passado a ser o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

As transições e saídas do governo na Esplanada chegam a ser cruéis de tão solitárias. Para o titular da Fazenda, são especialmente duras. Em épocas de vacas gordas, à exceção do presidente da República, poucos ministros são tão bajulados e acumulam tanto poder. “Esse cargo traz alegrias, satisfações, mas traz muito desgaste. Quando você está com prestígio, está no céu. Quando você começa a ser criticado, vai para o inferno”, costuma dizer aos amigos, quando brinca: sentar-se na cadeira do gabinete no quinto andar do prédio é como cavalgar um daqueles touros mecânicos que pulam loucamente até ejetar, sem piedade, o incauto peão que se aventurou a montá-lo.

“Não critico Mantega. Até aguentou muito. Foi o operador de uma política econômica fracassada. Merece minha solidariedade”, diz Aécio Neves

Exemplos na história recente não faltam. Primeiro presidente depois da ditadura militar, José Sarney substituiu cinco vezes o titular da economia. No governo de Fernando Collor – que sofreu impeachment e não completou o mandato -, houve dois ministros. Pelo governo do mercurial Itamar Franco, que completou o mandato de Collor e exerceu o cargo por dois anos, a pasta teve seis diferentes titulares. Entre eles estava Fernando Henrique Cardoso, autor do Plano Real. Eleito presidente, Fernando Henrique manteve Pedro Malan na Fazenda durante os oito anos de seu governo.

Mantega chegou à Fazenda depois de ter sido ministro do Planejamento e presidente do BNDES. Talvez não fosse, em 2006, o ministro dos sonhos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Prova disso é que Lula nomeara Antonio Palocci para o cargo, em 2002, quando venceu a eleição presidencial. Palocci e Henrique Meirelles, na presidência do Banco Central, não só traçaram os planos econômicos do primeiro governo como haviam sido os fiadores da vitória do metalúrgico petista. Comprometeram-se com o tripé econômico -controle da inflação, superávit primário e câmbio flutuante -, tranquilizaram o mercado e administraram com sobriedade as contas públicas.

Derrubado pelo escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa – na esteira do mensalão -, Palocci teve que voltar para casa. Lula escolheu para o cargo um velho companheiro: o economista que estivera ao seu lado desde 1989. Nem passou pela cabeça de Mantega recusar. Na época, comentou com pessoas próximas que era uma oportunidade de trabalhar com um amigo e com uma pessoa que sempre admirou muito. “É um dos maiores políticos que já tivemos. Aprendi muito com ele nesse período”, dizia. Mantega sabia que tinha um perfil mais técnico e Lula, político. “Tinha tudo a me ensinar.”

No discurso em que lhe deu posse, em um Palácio do Planalto abarrotado de gente, Lula desejou boa sorte a Mantega e recomendou: “A partir de hoje, quem quiser falar mal da economia, por favor, não fale mal do Palocci. Fale mal do Guido Mantega”.

Falar mal, seja lá de quem for, é um dos esportes preferidos na Esplanada. No entanto, em todos esses anos, até os mais ferrenhos adversários admitem que Mantega cumpriu um papel importante com Lula e Dilma. Mas ressalvam que ele teria entrado em um período de exaustão e os maus resultados da economia comprovaram a necessidade de uma mudança. Mais do que pela grita de empresários, banqueiros, sindicatos e políticos, a campanha eleitoral do ano passado selou a decisão de trocar o ministro.

Em queda nas pesquisas de intenção de votos, acuada pelo escândalo na Petrobras, pela inflação alta e pela estagnação na economia, Dilma entregou a cabeça de Mantega. Não anunciou imediatamente a escolha de Joaquim Levy, mas reduziu a tensão do mercado, dos investidores e do PIB. Resumiu a mudança em uma frase: “Governo novo, equipe nova”.

O anúncio público de que entrara no período de aviso-prévio foi traumático para Mantega. E incomum. No Brasil, presidentes da República não têm por hábito rifar seus colaboradores dessa maneira. Mas Dilma e “Guidinho”, de certa forma, já haviam combinado a mudança. Aos auxiliares próximos, espantados com o estilo Dilma de avisar a demissão do ministro, Mantega explicou que não pretendia ficar mais um mandato. Já estava no governo havia 12 anos. “Tem um limite, até físico. É salutar substituir pessoas”, disse a eles. Se dependesse de sua família, teria saído em 2006. Comentou que sua mulher, a psicanalista Eliane Berger Mantega, tolerou quando, no segundo mandato de Lula, ele afirmou: “Só mais quatro anos”. Com a eleição de Dilma, em 2010, argumentou: “Vou ficar mais um ano, só para o governo se adaptar”. Mantega não costuma abandonar o barco quando está navegando em águas revoltas, afirmam os ex-assessores. “Acabei ficando mais do que o tempo normal”, desabafou.

Dois mandatos teriam sido uma dose boa. Três estava passando da conta, admitiu reservadamente. Dirigindo-se aos mais inconformados, acrescentou que a dinâmica da campanha eleitoral é específica: os opositores sempre querem comprometer e atacar o adversário. “O candidato tem que ganhar a eleição. Dilma já sabia que eu ia sair. Talvez, por isso, já aproveitou e falou. Não fui demitido, continuamos plenamente trabalhando.”

Mesmo com a decisão de deixar o governo tomada, Mantega não gostou da forma como Dilma agiu. Nunca chegara a ter com a presidente a intimidade que tem com Lula, mas tampouco seria correto afirmar que Dilma e ele não eram próximos. Formaram uma aliança estratégica quando ele estava no Planejamento e ela, na Casa Civil contra o controle de gastos defendido com unhas e dentes por Henrique Meirelles. Em 2010, ao vencer a eleição, Dilma não escondia a preferência por Nelson Barbosa para a Fazenda. Barbosa fora o principal assessor econômico dela durante a campanha eleitoral. Lula, entretanto, insistiu na manutenção de Mantega. Pouco depois de eleita e ainda antes de tomar posse, Dilma viajou com Mantega a Seul. Na capital da Coreia do Sul, acompanhariam Lula na reunião do G-20. Na longa viagem se acertaram e ele desembarcou do outro lado do mundo com a vaga garantida.

Mantega ficou com o cargo. Barbosa virou secretário-executivo, o segundo na hierarquia do Ministério. Conviveram por algum tempo. Até que Barbosa preferiu sair. Para alguns analistas econômicos, teria sido uma vitória do ministro. Para os críticos, o pedido de demissão de Barbosa serviu para reforçar a tese de que Mantega nunca passara de um executor das ordens e das ideias econômicas da presidente. Seria dela o argumento de que um pouco de inflação, desde que estimulasse o crescimento, não faria mal. Também ela teria bancado a contabilidade criativa – expressão com que economistas se referem aos truques contábeis implementados pelo governo para afirmar que cumpre as metas fiscais – e, por fim, a decisão de acabar com a meta de superávit para 2014. E, assim, foi indo a economia brasileira: crescimento quase zero, inflação aumentado e problemas em todos os setores.

“Não critico Mantega. Ele até aguentou muito. Foi o operador de uma política econômica fracassada. Mas ele merece minha solidariedade”, diz o senador tucano Aécio Neves, candidato derrotado à Presidência da República nas eleições do ano passado.

Em meio a tanta turbulência, Mantega, que já estava decidido a sair, aprontou a carta de demissão ao saber que Levy iria substituí-lo. A própria Dilma ligou a “Guidinho” e pediu que ficasse até o fim do governo. Acabou concordando. Dizem os amigos que ele não é homem de guardar rancores. Nascido em Gênova e com 65 anos, os gestos e o tom de voz do ex-ministro pouco têm a ver com seus expansivos conterrâneos. Os funcionários mais próximos o elogiam – com sinceridade. Admiram sua capacidade e dedicação ao trabalho e sua gentileza no trato diário. Elogiam sua resiliência e seu bom humor, mesmo diante de gafes e de duríssimas críticas nacionais e internacionais, como quando o jornal britânico “Financial Times”, a “bíblia” do mercado mundial, disse que ele deveria ser demitido.

No primeiro discurso que fez como ministro da Fazenda, ao tomar posse em 2006, a uma numerosa plateia, Mantega afirmou: “É sabido que, quando o presidente Lula tomou posse, temia-se pelo futuro do Brasil. O risco-país avolumava-se, o câmbio explodia e a inflação resistia em patamares de 12,5% ao ano. A taxa básica de juros estava em 23%. Mergulhado na letargia, o Brasil não crescia, ou crescia numa média inferior a 2% ao ano”.

Oito anos depois, o crescimento do PIB, até a semana passada, foi de 0,2% e a herança da política fiscal deixada por Mantega e pelo ex-secretário do Tesouro, Arno Augustin, de acordo com analistas políticos, continuará pressionando a inflação durante 2015.

Nos últimos dias no cargo, Mantega conversou muito com auxiliares próximos e amigos. Eles queriam saber se Mantega se sentia desconfortável com a nomeação do ortodoxo Levy para sucedê-lo. Ele jura que não. Mas, educadamente, não esconde suas divergências com o atual ministro, que, de tanto cortar despesas no primeiro mandato de Lula, ficou conhecido como “Mãos de Tesoura”. “Esta crise, agora, pegou todo mundo, Estados Unidos, Europa. Exigiu criatividade, coragem para tomar medidas. Seria muito fácil deixar o mercado resolver. Tem gente que acha que o mercado resolve. Mas justamente crise o mercado não resolve. A crise é do mercado. O mercado fica de ponta-cabeça, diferentemente do que funcionaria no período normal. É quando o Estado tem que ter outro comportamento, os agentes públicos têm que ter outro comportamento”, afirma Mantega.

Keynesiano, o hoje ex-ministro sempre reclamou daqueles que se limitam a pregar o ajuste fiscal como forma de resolver todos os problemas na economia. “É claro que é muito mais fácil só deixar acontecer. Só que, em geral, o resultado é pior.”

Enquanto arrumava seus documentos e pertences no gabinete, limpando as gavetas, o titular da Fazenda, então demissionário, produziu para a equipe de Levy um documento com medidas para conter os gastos públicos. Com o título de “Programa de Consolidação Fiscal e Retomada do Crescimento Econômico”, o texto sugeria a volta da Cide – contribuição que regula o preço dos combustíveis -, a cobrança do PIS-Cofins sobre importados e o aumento de impostos para cosméticos e bebidas. Propunha, ainda, um controle mais rigoroso no pagamento de seguro-desemprego, pensão por morte, abono salarial e auxílio-doença.

Mantega é cinéfilo e ávido leitor de biografias e histórias, em especial, sobre a Segunda Guerra. É um admirador de Abraham Lincoln, o 16º presidente americano, que liderou os Estados Unidos durante a Guerra Civil, preservando a união do país. Aprecia os relatos de estratégias de guerra, os detalhes das grandes batalhas. Talvez seja por isso que preparou um documento com mais de cem páginas e gráficos detalhados para mostrar como foi a economia brasileira sob seu comando.

O ex-ministro, que afirma ter imenso orgulho por ter participado do governo que mais mudou a face social do Brasil, vai falar sobre crescimento. “Em 2006, o Brasil cresceu 4%. Em 2007, foi 6%. Em 2008, as taxas ainda se mantiveram. Quando veio a crise, fomos muito rápidos para conter os efeitos. Em 2010, conseguimos a maior taxa de crescimento no meio de uma crise. Quando as dificuldades se mantêm… um ano, dois anos, é uma coisa. Quando duram cinco, seis anos, à medida que o tempo vai passando, os problemas ficam mais crônicos e mais difíceis. Para todo mundo. Apesar disso, conseguimos gerar mais de 20 milhões de empregos nesse período”, diz Mantega, que se prepara para voltar a lecionar na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo.

Poucos dias antes de sair do governo, conversando com um assessor sobre a elaboração do relatório, Mantega se permitiu um desabafo sobre as pesadas críticas que o atingiram: “Se estou aqui há 9 anos e se o governo nosso tem 12 anos, não dá para pegar um ano. Digo que sou um dos ministros que mais tiveram PIB alto neste país. Tem que pegar todos os anos. Não adianta pegar o pior. Isolar 2009 e dizer que o PIB foi negativo ou pegar 2014 e dizer que o PIB foi pequeno. E os outros anos? Vamos esquecer, vamos jogar no lixo? Não. No conjunto da obra quero ver quem teve PIBs mais altos do que eu nesses anos? Quem gerou mais emprego? Quem melhorou mais a renda? Em 12 anos de nosso governo, a renda per capita subiu 3%. Nosso PIB é o sétimo maior do mundo. Eu dei uma contribuição para isso. Então, não venham me colocar essas pechas. Elas não me atingem.”

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8 Comentários

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Elisberto Araújo

- 2015-01-06 00:48:02

Reconhecimento

Não concordo como a forma dessa reportagem foi realizada, pois o ex-Ministro Guido mantega, soube conduzir a economia até bem pouco tempo, sendo venerado, inclusive com a possibilidade de sair-se candidato ao Governo do estado de São Paulo... e competência ele tem. 

Não é a toa que contribuiu para se fazer essa revolução social de elevação do povo mais humilde ascendendo-a de classe social... Isso não cabe somente a Ministra Tereza campelo...

Não é a toa que a média do PIB brasileiro durante o seu período é um dos mais elevedos da história desse país...

Não fosse a toada do PIG dia sim, dia não, não fosse o descompromisso da elite brasileira em não investir, talvez o Ministro ainda se mantivesse no cargo...

Agora, pecou por não ter feito a taxação das grandes fortunas, que espero que agora seja feito...

Pecou por não ter lançado medidas contra a sonegação e a elisão fiscal... que espero que agora seja feito.

Estava certo, quando fazia prognósticos por vezes erráticos (não gosto desse termo por me lembrar de uma certa presidenciável), mas estava na sua função de lançar bases otimistas para o povo brasileiro, que enfrentava a mais série crise econômica desde 1929.

Enfim... reconhecer é preciso e não sejamos injustos.

altamiro souza

- 2015-01-05 15:32:12

isso não é entrevista. é uma


isso não é entrevista.

é uma sucessão de fofocas e desejos.

mantega cumpriu os objetivos de incusão

social desse governo nesse tempo todo.

só merece apoio!

Maria Luisa

- 2015-01-05 15:14:54

Ele merece

Guido Mantega sai de cabeça erguida, e é isso. Sustentou-se em cima do touro mecânico todos esses anos com galhardia e sem alardes, falsos planos e tanta coisa mais que nos fizeram ver. Siga em paz, Guido.

Ja o Nassif, até na chamada do Post, continua implicando com ex-minsitro !  

 

 

 

Clever Mendes de Oliveira

- 2015-01-05 14:44:50

Somente a ingratidão essa pantera foi dele companheira

 

Luis Nassif,

Não cabia ao Jornal GGN copiar matéria do jornal Valor Econômico e ao mesmo tempo criticar a qualidade da reportagem.

Para azar do ex-ministro Guido Mantega a saída dele foi reportada em matéria de segunda categoria.

Em uma matéria tão ruim assim também não cabia um questionamento importante e que seria saber o que ocorreu no terceiro trimestre de 2013, que reverteu o relançamento da economia brasileira.

Então fica a imagem de quem saiu pela porta dos fundos. É ruim para Mantega, mas evidentemente quando o terceiro trimestre de 2013 for estudado e se chegar a uma conclusão mais realista sobre o que teria ocorrido ali, muito provavelmente a história passará a falar de outro Guido Mantega que desmontou com paciência e parcimônia a bolha que ele criara para eleger a Dilma Rousseff e que preparou o país para a nova situação de retomada da economia americana e seus efeitos no mundo. Efeitos que todos que acompanharam a economia americana na década de 90 sabiam que se reproduziriam vinte anos depois.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 05/01/2015

Conde de Rochester

- 2015-01-05 14:28:20

Ciclos economicos

Chega a assustar que diante destes oceanos todos que discorrem graficamente teorias economicas e filosofias politicas, pouco ou quase nada se le a respeito das essencias e dos fundamentos daquilo que se pretende demonstrar.

As politicas econômicas que vigoram no mundo são uma mistura de Keynes e Hayek, porem o que verdadeiramente predomina, são os interesses daqueles que detem o poder, a ganancia a prepotência e a indiferença geralmente é o que orienta o homem, desde que o mundo é mundo.

Com Lula com o PT com a Dilma não foi diferente.

Os avanços que vivem apregoando, nada mais foram do que avanços inevitaveis, viriam de um jeito ou de outro, são movimentos naturais das relações humanas e a historia é rica em demonstrar isto.

O grande equivoco dos mandatarios e dos detentores do verdadeiro poder é acreditar que a estabilidade viria como consequencia das manobras que utilizam com o intuito de manterem o poder. Jamais, persistira a tão sonhada estabilidade enquanto os fundamentos da economia forem desprezados em favor de se manter e aumentar previllegios.

Falar em distribuição e igualdade de riqueza é heresia que se pune invariavelmente. A igualdade é uma busca que não se realizara pela razão de que a humanidade não é homogenea, a diferença é um atributo natural do ser humano neste mundo.

Acontece que o que predomina, nas relações humanas é a ganancia e a indiferença com o infurtunio, gerado pela ganancia.

Na maioria absoluta das pessoas o que se destaca é a resignação, o homem comum se contentaria com condições minimas de sobrevivencia que lhes proporcionasse alguma dignidade e conforto, mas, até isto lhes é negado.

De um lado estão os barões da elite economica, escravos de uma ganancia que dificilmente se satisfaz, de outro os oportunistas que legislam em proveito proprio.

O baixo investimento em infraestrutura é uma das primeiras razões citadas por economistas, como um dos fatores da instabilidade. Além disso, apesar do aumento do gasto público com educação, os indicadores de qualidade dos alunos brasileiros não melhoraram. Um terceiro fator menos óbvio é a má gestão de parte das empresas brasileiras e os motivos do mal resultado cronico da atividade economica.

Há ainda a legislação trabalhista. Muitas empresas preferem contratar amigos ou familiares menos qualificados para determinadas vagas para limitar o risco de roubos na empresa ou de serem processados na Justiça trabalhista. A proteção do governo aos setores pouco produtivos ajuda na sobrevivência das empresas pouco eficientes, porem é totalmente insuficiente em manter o cenario favoravel de prosperidade e crescimento que fundamentasse a macroeconomia.

A CLT é uma excrescência jurídica porque institucionalizou a extorsão. Criando uma geração de incompetentes porque para tornar um empregado eficiente são necessários confiança e tempo. Coisa que a jurisprudência da justiça do trabalho impede de acontecer. Mesmo porque ou talvez por isto mesmo, justificando esta excrescência é a própria historia desta justiça, começando com a construção supervalorizada do imenso edifício em São Paulo, onde o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto se locupletou, infelizmente o efeito colateral desta pratica criminosa envolvendo os bens públicos e a corrupção continua nos tribunais daquele imenso edifício que lembra o Taj Mahal na India, a cada dia patrocinando a extorsão contra os pequenos empresários. A jurisprudência ali é de cara contra o infeliz empresário que lhes caia nas garras.

As grandes empresas escapam e se defendem como podem, terceirizando a mão de obra, coisa impossível para as pequenas e médias empresas que são responsáveis por 65% do PIB no Brasil.

Um modelo de desenvolvimento excludente: o não franqueamento de direitos, a concentração do poder sobre os meios de produção, o trato patrimonialista da coisa pública e a lógica econômica rentista do estamento burocrático e agregados explicam a lentidão do desenvolvimento e a falta de vontade em mudar a situação.

Uma série de fatores explicam a fraca produtividade brasileira. O baixo investimento em infraestrutura é uma das primeiras razões citadas por economistas.  A educação lógicamente é a principal delas. Toda a base, toda a estrutura financeira no Brasil esta estabelecida em solo extremamente frágil.

O Governo não criou mecanismos para as empresas sobreviverem ao mercado sem pagarem impostos abusivos, se focou em carteiras assinadas por construção civil e indústria automobilística, e o resto? não existem outras áreas? Carga tributária mil...só quem tem empresa sabe do que falo.

Quem tem empresa e não tem benefícios fiscais, está em apuros.      

Criar leis que beneficiem aumentos de salários sem a contrapartida na produção pode ser tudo, e geralmente é oportunismo politico, menos projetos sérios para o bem do Pais. Não tem política monetária nem política fiscal que sejam capazes de enfrentar esse problema. E assim o informalismo apareceu e se mantem, porque é impossível repartir o bolo das benesses destas leis oportunistas com todos.

POr esta razão entra governo, sai governo e a ladainha é sempre a mesma. é tanto o entulho a ser retirado que chega a desanimar. No mundo acontece a mesma coisa e para consolar o infortunio gerado e que maltrata tanta gente autojustificam que a economia vive inevitavelmente de ciclos, ora virtuosos, ora desfavoraveis, então para os menos favorecidos o que sobra é apertar mais ainda o cinto e para os felizardos manter a riqueza acumulada de qualquer jeito.

 

Vladimir

- 2015-01-05 14:06:10

Acredito que o maior legado

Acredito que o maior legado que o ministro Guido Mantega deixará será o de ser governo. O ministro,diferentemente daqueles que defendem a ortodoxia na economia,sempre postou-se como um player do governo,procurando adequar a economia as políticas de governo.O seu perfil,discreto,diga-se de passagem,contrasta em muito com aqueles que se acham mais que o presidente ou presidenta eleitos.

Deixará saudades mas sai com o dever cumprido.

Obrigado,Guido Mantega

 

Eduardo Lima

- 2015-01-05 13:03:24

REFORMAS URGENTES! ANO NOVO, BRASIL NOVO!

O país precisa de reformas estruturais em vários setores, com objetivo de diminuir as desigualdades e tornar as ações do Estado acessíveis a todos e não apenas a alguns endinheirados. Listamos abaixo nossas sugestões e links para textos que tratam delas. Convidamos e recomendamos a leitura:

Informação Independente: o Governo precisa substituir os “atravessadores da informação”, ou seja, a mídia tradicional, como canal para informar o povo. Fortalecer a internet, investir nos jornais e boletins de classe, jornais de igrejas, associações, etc. Enfim, pulverizar os meios de se dirigir ao Brasil. O texto abaixo reflete sobre o tema. Recomendo a leitura!

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR2.html


Saúde: diminuir as filas de espera e melhorar o atendimento. Não há problemas mais urgentes que estes. A criação de grandes centrais de exames e consultas especializadas nas regiões metropolitanas vai atender melhor a demanda. O texto abaixo reflete sobre o tema.

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR3.html


Educação: Cursinhos Pré-ENEM públicos, PROUNI para o ensino médio, Pós, Mestrado e Doutorado à distância, Mestrado e Doutorado à noite, para os trabalhadores. A Classe C deve poder dar a seus filhos a melhor educação com o menor custo. O texto abaixo reflete sobre o tema. Recomendo a leitura!

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR4.html

 

BANDEIRAS DA DIREITA. Algumas delas encontram eco nos medos e anseios da Classe C, que precisa ser reconquistada pelo governo, especialmente a do Centro-Sul do país. O governo pode se apossar de algumas delas como já fez antes? Como fazê-lo? É importante debater a questão? É o que o texto do link abaixo procura fazer: refletir a respeito.

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR5.html

 

LEI DE IMPRENSA JÁ!

A reforma mais urgente para o Brasil é a reforma dos meios de comunicação. A versão tupiniquim da Ley de Medios dos hermanos argentinos. Como deve ser essa reforma? Em nossa opinião, deve ser radical. Desconcentrar a posse da mídia, realizar concorrências públicas para concessão, exigir conteúdo local ou regional em 60% da grade, garantir o imediato direito de resposta, punir rigorosamente as falsas reportagens e acusações, etc. E você? O que acha? Nossa reflexão sobre o tema está no texto do link abaixo:

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR7.html

 

REFORMA JUDICIAL: O que mais precisa de reforma neste país, depois da mídia, é a “justiça”. É preciso reduzir o número de recursos, acelerar os processos judiciais, eliminar as manobras jurídicas, confinar os juízes a seus papéis, restringir sua ação aos autos. Juízes, promotores e procuradores devem ser punidos severamente se atuarem de forma seletiva, atrasarem ou impedirem investigações. Toda essa sensação de impunidade, discriminação e seletividade que emanam da “justiça” brasileira atinge em cheio a Classe C e mudar isso é um dos passos que mais vai garantir a reconquista dessa parcela da população pelo governo. É sobre isso a nossa reflexão desta semana no link abaixo.

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR6.html

 

A REFORMA CRUCIAL: Reforma Política. Como deve ser? A nosso ver, radical. Poucos partidos, financiamento público. Não ao voto distrital em qualquer de suas formas. Voto nos partidos, com as vagas no legislativo atreladas à eleição majoritária. Listas partidárias e fidelidade. Fim da reeleição ilimitada para o legislativo, etc... O texto do link abaixo reflete sobre o tema:

http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR8.html

Assis Ribeiro

- 2015-01-05 12:48:05

Depois de tantas

Depois de tantas cacetadas...

... conseguiram derrubar Mantega....

... Agora a verdade sobre ele começa a ser restaurada.

Triste Brasil bovino.

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