Futebol insosso

Nassif:

Acabo de assistir ao retumbante jogo de estréia da seleção brasileira na África do Sul, jogo que deve ter causado inúmeros infartos em torcedores de norte a sul do país, só que de tédio.

Até agora esta Copa pode ser classificada como a Copa do tédio, tal a quantidade de jogos em que a mesmice prevalece, parecendo que houve um acerto prévio entre técnicos e jogadores para evitar os gols – deve ser a Copa com o mais baixo número de gols na primeira rodada; tem um dos oito grupos que, mantido o ritmo apresentado até o momento, zero gols, precisará ser decidido na purrinha.  

Nisto se transformou a competição ao longo do tempo, a busca pelo resultado positivo, sendo mero detalhe o futebol como espetáculo.

A seleção de Dunga não foi diferente da maioria, cumprindo o seu papel ao vencer, “pelo mínimo”, numa exibição de causar bocejos a qualquer torcedor, um grupelho de onze que enfrentaria sérias dificuldades para vencer nos jogos que ocorrem todas as noites nos campos do Aterro do Flamengo.      

Não vi o jogo pelos aguçados olhos do Galvão Bueno, pois meu masoquismo não chega a tanto, mas faço idéia dos comentários daquela turma sobre a pelada contra a Coréia do Norte (lá no antro, não é a seleção brasileira, mas a “nossa seleção”), ainda mais depois que Dunga os deixou ao relento debaixo de um frio danado.  

E assim, continuaremos todos na expectativa de uma improvável mudança de conceito, isto é, a busca concreta pelos gols,  para que possamos assistir a jogos de futebol durante esta competição.

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