Na Rússia, centenas são presos em protestos contra corrupção

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Jornal GGN – Na Rússia, centenas de pessoas foram presas durante manifestações contra a corrupção que pediam a renúncia de Dmitry Medvedev, primeiro-ministro russo, neste domingo (26).
 
Alexei Navalny, líder opositor que convocou os protestos, foi detido em Moscou. Navalny, que foi preso antes mesmo do início das manifestações, foi condenado hoje (27) a 15 dias de prisão por desacato à polícia. 
 
“Não reconheço minha culpa. O povo está descontente com a corrupção e, por isso, decidiu participar da manifestação pacífica”, disse Navalny durante audiência na Justiça. 

 
Estima-se que estes protestos foram os maiores desde 2012. Eles ocorrem um ano antes das eleições presidenciais, nas quais Vladimir Putin pode chegar ao seu quarto mandato. 
 
Na sexta-feira, o Kremlin afirmou que os planos de protestos era uma provocação ilegal. Segundo a organização OVD-Info, em torno de 600 pessoas foram presas em Moscou. De acordo com a polícia, cerca de 7 mil pessoas participaram da manifestação na rua Tverskaya e 500 foram detidas. 
 
Hoje, o governo russo acusou os organizadores do protesto de provocar a violência. Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, afirmou que respeita o direito de manifestação, mas rejeitou os protestos de ontem alegando que eles eram ilegais. 
 
A mobilização foi motivada após a publicação de um relatório que acusa Medvedev de acumular uma fortuna superior aos seus ganhos como primeiro-ministro. 
 
A Alemanha criticou a prisão dos manifestantes, e o porta-voz do governo pediu que a Rússia respeite os direitos humanos. A União Europeia (UE) pediu às autoridades russas que libertem os manifestantes que foram detidos e os Os EUA condenaram a detenção de “centenas de manifestantes pacíficos”.
 
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