Coronel Marcelo Costa Câmara é o serviço de inteligência “paralelo” de Bolsonaro, diz revista

Entre as informações que ele teria levantado, estariam as denúncias de irregularidades na aquisição de respiradores pelo governador de Wilson Witzel no Rio de Janeiro

Foto: Marcos Corrêa-PR / Edição Veja

Jornal GGN – O coronel do Exército e assessor especial do gabinete pessoal de Jair Bolsonaro, Marcelo Costa Câmara, seria o responsável pelo serviço de inteligência “paralelo” do governo. Por ele é que supostamente são apuradas as informações de interesse do mandatário, incluindo dossiês e relatórios, segundo a revista Veja.

“Pessoas próximas ao presidente costumam se referir ao coronel Câmara como ‘o cara da inteligência’. ‘Ele só cuida disso. Todas as denúncias que chegam, de dossiês a relatórios de informação, vêm dele’, conta um auxiliar de Bolsonaro”, trouxe a matéria.

Mas ao questioná-lo qual é a sua função dentro do governo, ele responde que é assessor especial que “faz trabalhos pessoais”, que ele chama de “compliance”. Nega atuar com assuntos de inteligência ou apurar informações para o mandatário.

Segundo a publicação, Marcelo Câmara foi escolhido para produzir os dossiês e levantar investigações, que teriam sustentado a queda “de ministros e de diretores de estatais” e sobre “esquemas de corrupção que operavam em órgãos do governo e fulminaram adversários políticos”.

Entre as informações que ele teria levantado, estaria a de que o ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, criticou o mandatário em um evento em São Paulo, e pouco depois ele teria sido demitido.

Ainda, a reportagem acusa o mandatário ter recebido informações antecipadas, por “mensagens de WhatsApp”, sobre as denúncias de irregularidades na aquisição de respiradores pelo governador de Wilson Witzel no Rio de Janeiro.

No vídeo da polêmica reunião ministerial, o presidente admitiu que não confia nos serviços oficiais de inteligência e que o único que “funcionava” era o seu, “particular”.

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