Hoje, Brasilianas.org exibe entrevista exclusiva com Mangabeira Unger

Para Ministro, empreendedorismo no Brasil é boicotado pela ausência de oportunidades
Mangabeira Unger faz corpo a corpo viajando de norte a sul do país para criar estratégia de desenvolvimento encomendada pelo governo federal 
 
 
Em entrevista exclusiva concedida ao Brasilianas.org, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, faz uma análise do Brasil e de seus desafios, abordando as ideias-chaves que defende para um novo projeto de desenvolvimento do país, encomendado pela presidência da república. Essa edição irá ao ar nesta segunda-feira (14), a partir das 20h00, na TV Brasil
 
Para o ministro, a estratégia para a criação de um planejamento sustentável em âmbito nacional só pode ganhar eficácia “quando toca o chão da realidade das regiões do país”. Por isso, desde que assumiu a pasta da Secretaria de Assuntos Estratégicos, tem viajado de norte a sul para desenhar um quadro seguro da sociedade brasileira atual. 
 
Sua análise preliminar é que o Brasil é hoje um país com grande carga criativa empreendedora e cultural. “Há um assombroso dinamismo brasileiro que, em grande parte, carece de instrumentos e de oportunidade”, disse Unger durante as gravações.  
 
Na entrevista ele adiantou que um dos atributos da nova política de desenvolvimento estratégico do governo federal é reconhecer os setores sociais que são as vanguardas emergentes em cada região. 
 
“Nossa tarefa é organizar um arcabouço de políticas públicas e de instituições que ajude a fortalecer e a disseminar as práticas produtivas avançadas”, pontuou observando em seguida que é relativamente fácil no mundo estabelecer uma espécie de imitação do Vale do Silício, região localizada na Califórnia, Estados Unidos, onde foram implantadas empresas que desenvolvem inovação científica e tecnológica de ponta.  Por outro lado, o que o governo pretende com o novo projeto estratégico é organizar um sistema de produtivismo includente, capaz de disseminar os ganhos do desenvolvimento aos grandes setores da economia, atingindo todas as classes sociais por todas as regiões do Brasil. 
 
“Isso só será possível por meio da inovação institucional, fomentando entre os governos e as empresas formas de parceria descentralizadas, pluralistas, participativas e experimentais”, completou. 
 
Carioca, professor e filósofo, Mangabeira Unger se tornou um dos mais jovens professores da Universidade de Harvard, em 1971. Ao longo de sua carreira como docente desenvolveu obras no campo da filosofia, teoria social e direito. Durante o primeiro mandato do governo Lula, o pensador surgiu como um dos grandes críticos das políticas públicas postas em prática naquele momento, levando o ex-presidente a convidá-lo para participar do governo como ministro de assuntos estratégicos, cargo que ocupou de 2007 a 2009. No início de 20015, a presidente Dilma Rousseff convidou o professor para retomar o cargo na secretaria, criada para ajudar o governo a planejar e aliar políticas de curto e longo prazo.
 
Quando: Hoje, segunda-feira (14), gravado.
Horário: 20h00 às 21h00
Saiba como sintonizar a TV Brasil: Clique aqui.
 
Obs: Como este programa foi gravado, não abriremos espaço para o recebimento de perguntas, como fazemos em todas as edições ao vivo.
 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

21 comentários

  1. “Projeto de desenvolvimento

    “Projeto de desenvolvimento para o país encomendado pela Presidência da República”. 

    Ok, tentamos dar algum crédito. Mas aí o Mangabeira diz: “que é relativamente fácil no mundo estabelecer uma espécie de imitação do Vale do Silício”

    É, não tem como dar certo mesmo.

  2. O empreendorismo tem grandes

    O empreendorismo tem grandes inimigos naturais no Brasil e não é só a esquerda, são as corporações de todos os tipos, especialmente aquelas que vivem do Estado, ambientalistas, indigenistas, movimentos sociais de todos os tipos, burocratas, procuradores, policiais, fiscais, o incrivel é que ainda existam empreendedores no Brasil em um abiente tão hostil.

    • extorsão institucionalizada

      Sem esquecer a legislação trabalhista e a jurisprudencia que viveu as ultimas decadas para extroquir o pobre do empresarios que lhe caia nas garras.

      A primeira coisa que é proposto para avitima no tribunal é fazer um acordo diante do absurdo requerido pelo advogado do pobrezinho do empregado, vitima do patrão desalmado.

      • Caro debatedor Conde de

        Caro debatedor Conde de Rochester ,

         de fato, essa é uma das primeiras coisas  propostas no “tribunal”. Trata-se do incentivo à  conciliação.

        Todavia, não termina aí. É também uma das últimas coisas que se propõe.

        Nesse sentido, sua observação foi infeliz porque v. equivoca-se na crítica.

        A crítica deveria ser direciona  contra a lei e não contra o “tribunal” ou o juiz, o advogado, o empregado ou o empregador.

        Ora, o tribunal é OBRIGADO a fazer isso. Compreende?

        Relembrando: o Estado é democrático e de direito…

        • jurisprudencia

          A letra fria da lei conta com a interpretação dos meretissimos juizes.

          É assim que se institui a jursprudencia dos tribunais.

          Qualquer empresario neste pais tupiniquim sabe de que jurisprudencia estou a me referir… Pois, pois.

          Sem entrar no merito da extraordinaria legislação trabalhista brasileira dos idos do seculo passado.

          • Vampiro brasileiro

            Eh pra se safar desta jurisprudencia os grandes tubarões criaram a terceirização e estão dando gargalhadas dos sindicatos presididos por oportunistas, como sempre a corda rompe do lado mais fraco, e quem não pode terceirizar fica com o pepinão na mão.

            Legislação trabalhista. Mas… hem????

          • Debatedor Conde,
            não é bem

            Debatedor Conde,

            não é bem assim não meu caro.

            Explico. De forma muito simples, sem o juridiquês.

            A letra fria da lei é abstrata e anterior ao caso concreto. No caso concreto há fatos  que não, necessariamente, serão   a favor do empregado. Note. Dependerá do caso concreto.

            Com um pedido em mãos ( a petição)  – que relata esse caso concreto – o magistrado vai analisá-lo  e chegar a um conclusão isto é,  a uma decisão, uma sentença judicial. 

            Essa decisão, se se tornar recorrente, pode vir a fomar uma jurisprudência. ( várias decisões de casos concretos parecidos)

            Portanto, note que a sua análise sobre as interpretações dos meretíssimo juizes está flagrantemente equivocada. 

            Outro equívoco de sua parte é dizer que a legislação trabalhista brasileira é “extraordinária” dos idos do século passado”.

            Ledo engano.

            Ela é ordinária ,  constantemente atualizada e tem origem no século retrasado. Antes disso, vale lembrar, alguns seres humanos, eram assustadoramente  tratados com mulas, cavalos, éguas, enfim, semoventes( escravos)  que  reproduzirem como “animais irrracionais” para aumentar o Capital. Aliás, pode-se confundí-los com o próprio  Capital, no Brasil e em boa parte do mundo ocidental, dito “civilizado”.

            Atualmente, dou-lhe um exemplo:

            Boa parte  da legislação que se aplica aos contratos das  empregadas domésticas brasileiras  é , praticamente,  deste século. Hoje mesmo deu no jornal algo em torno de sua regulamentação. 

            Portanto, dizer que a legislação trabalhista brasileira é “dos idos de século passado” é um equívoco elementar. 

            Nesse sentido, é preciso ter cuidado com as generalizações, meu caro debatedor Conde pois v. será presa fácil num debate qualquer.

            O assunto requer profundo conhecimento do que vem a ser a regulamentação trabalhista no Brasil e no mundo ao longo de toda a história da primeira revolução industrial, divisão de trabalho – de século anteriores  e não, necessariamente, do século  “passado” , chegando até os dias atuais. 

             

          • Pimenta no outro…

            Bla…bla…bla. Meu amigo. Como todos os que sugam o sangue de quem produz neste pais.

            Vc ja teve um pobrezinho de um ex funcionario te processando no egregio tribunal do trabalho?

            Jurisprudenvia pra mim é o que me extorquiram em nome desta legislação atualissima de que vc se refere

          • Respondendo a sua

            Respondendo a sua pergunta:

            Sim, já tive pessoas me processando e, como diz o senso comum,  “perdi”. Tive de pagar. 

            Aliás, antes mesmo da audiência eu paguei a parte que era “incontroversa”.

            Repare, portanto, que não se trata de “blá blá blá”. 

            Mas percebo que v. insiste em não querer compreender as regras do jogo nessa seara. Note bem, não se trata da “minha opinião apenas. Estou lhe dizendo como são as regras do jogo neste particular, de formar amoral, objetiva, sem juizo de valor.

            Por essa mesma razão e sobretudo na questão trabalhista,  não me refiro às pessoas qualificando-as com  “pobrezinho” tampouco como “riquinho”. Prefiro tratar como seres humanos capazes, incapazes, empregados ou empregadores ( e não patrão) sujeitos de direitos e obrigações, vinculados por um contrato  etc.

            Por outro lado, é claro que  eu entendo e compreendo e até mesmo concordo com você quando diz:

            Jurisprudenvia pra mim é o que me extorquiram em nome desta legislação atualissima de que vc se refere.

            Ora, essa é a sua opinião. Ademais,  parece-me que  não será mudada com qualquer argumento, mesmo que o argumento seja devidamente fundamentado. Então, o que fazer especificamente contrário à sua opinião que não muda mesmo diante de uma regra? Nada.

            Resta-me apenas  lhe informar que está flagrantemente equivocado. E numa situação qualquer,   na qual  você se envolva com o poder judiciário, com este pensamento, certamente, vai “perder” todas as suas ações. O que também não é problema. Trata-se do “preço” que você mesmo quer pagar para manter a sua “própria opinião”.

             

            Desejo-lhe boa  sorte.

             

             

             

             

  3. será uma exclusiva terminal

    será uma exclusiva terminal GGN-NASSIF:

    Mangabeira Unger! o último rugido magabeira ruge! magabeira urge! – de dentro do acabado finito governo Dilma –

    de Nosso Leão de Harvard!

    e depois,

    a glória no panteão memorial nacional

    ao lado imorredouro de Nossa Águia de Haia.

    • e André Singer, sem panos quentes,nem tergiversações

      Sugiro no Brasilianas ou nova entrevista se já houve. ( No tema político, André Singer, em meia hora,entrevistado em programa de quintas-feiras, na Globonews: curto, claríssimo, superobjetivo, sem papas na língua, sem panos quentes,nem tergiversações – há aplicativo pra rever – torcer o nariz pra grande mídia é ignorar que há brechas, pra uma possível minoria… válida, e que as procura, claro. (Mas eu e muita gente não quer, por algum motivo, ter tal aplicativo )

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome