IGP-DI desacelera e atinge 0,79% em fevereiro

Preços ao produtor e ao consumidor perdem força no mês, segundo FGV
 
Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerrou o mês de fevereiro em alta de 0,79%, abaixo da variação de 1,53% vista em janeiro, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mesmo período de 2015, a variação foi de 0,53%. A taxa acumulada em 2016, até fevereiro, é de 2,33%. Em 12 meses, o IGP-DI acumulou alta de 11,93%.
 
Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 0,84%, abaixo do total de 1,63% de janeiro. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 1,46%, ante 1,94% no mês anterior, devido ao desempenho do subgrupo bens de investimento, cuja taxa passou de 1,64% para 0,34%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 1,07%, ante 1,43% no mês anterior.
 
O índice do grupo Bens Intermediários registrou deflação de -0,20%, revertendo o avanço de 1,34% visto no mês anterior. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja variação passou de 2,05% para -0,01%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 0,06%. No mês anterior, a variação foi de 1,63%.
 
No estágio das Matérias-Primas Brutas, a  variação passou de 1,60%, em janeiro, para 1,35% em fevereiro. Os destaques no sentido descendente foram soja em grão (de 2,29% para -4,17%), suínos (de -2,02% para -12,58%) e milho em grão (de 15,16% para 11,03%).Em sentido ascendente, destacam-se leite in natura (de -0,52% para 3,41%), laranja (de -5,94% para 1,18%) e minério de ferro (de -2,75%para -1,25%).
 
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,76% em fevereiro, ante 1,78% no mês anterior. O núcleo do IPC registrou taxa de 0,76%, ante 0,89%, apurada no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 39 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 20 apresentaram taxas abaixo de 0,42%, linha de corte inferior, e 19 registraram variações acima de 1,28%, linha de corte superior. 
 
Seis das oito classes de despesa que formam o índice reduziram suas taxas de variação. A contribuição de maior magnitude para o recuo da taxa do IPC partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de 5,08% para 0,44%, por conta do comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 10,31% para 0,00%.
 
Outros grupos que perderam força no período foram Alimentação (de 2,25% para 1,07%); Habitação (de 1,21% para 0,39%); Transportes (de 2,08% para 1,13%); Vestuário (de 0,19% para 0,04%); e
Despesas Diversas (de 1,64% para 1,58%). Os itens que afetaram tais classes de despesa foram hortaliças e legumes (de 18,63% para -0,31%), tarifa de eletricidade residencial (de 2,69% para -2,44%), tarifa de ônibus urbano (de 6,62% para 1,50%), roupas (de 0,11% para -0,11%) e cartório (de 5,91% para 1,94%), respectivamente.
 
Em contrapartida, os grupos que ampliaram suas taxas de variação foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,59% para 0,69%) e Comunicação (de 0,72% para 0,83%). Nestas classes de despesa, os destaques foram artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,16% para 1,00%) e tarifa de telefone móvel (0,00% para 1,14%), respectivamente.
 
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) atingiu 0,54% em fevereiro, ficando acima do resultado do mês anterior, de 0,39%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços mostrou variação de 0,51%. No mês anterior, a taxa foi de 0,53%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,56%. No mês anterior, este índice variou 0,27%.

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