Segunda prévia do IGP-M ganha força e atinge 1,33%

Segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ganhou força e chegou a 1,33% durante o segundo decêndio de junho, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,68%.

Um dos destaques do período ficou com o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que chegou a 1,81%, ante 0,75% no mesmo período de maio. A variação dos Bens Finais passou de 0,33% para 0,78%, influenciado pelo subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,61% para 0,92%.

A variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,20%, em maio, para 1,40% em junho, afetado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,51% para 2,78%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 3,49%, bem acima dos 1,93% vistos em maio. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram soja em grão (de 9,63% para 13,04%), bovinos (de -1,96% para 0,09%) e suínos (de -5,40% para 12,98%). Em sentido oposto, destacam-se minério de ferro (de 4,39% para -1,79%), algodão em caroço (de 3,48% para -4,53%) e cacau (de 6,67% para -2,07%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) chegou a 0,48% no segundo decêndio de junho. No mês anterior, a taxa foi de 0,28%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu de 0,08% em maio para 0,13% em junho. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de variação de 0,80%. No mês anterior, este índice variou 0,45%

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) chegou a 0,35%, abaixo da variação de 0,65% vista no mesmo período do mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice reduziram suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que caiu de 2,65% para 0,81%, influenciado pelo item medicamentos em geral, cuja taxa passou de 7,68% para 0,74%.

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Outros grupos que perderam força foram Alimentação (de 0,70% para 0,04%), Transportes (de -0,11% para -0,17%), Vestuário (de 0,89% para 0,82%), Despesas Diversas (de 1,77% para 1,46%) e Educação, Leitura e Recreação (de -0,02% para -0,03%). As maiores contribuições partiram dos itens hortaliças e legumes (de 1,89% para -6,97%), gasolina (de 0,02% para -0,96%), roupas masculinas (de 0,76% para 0,30%), cigarros (de 4,34% para 2,74%) e passagem aérea (de 2,13% para -6,62%), respectivamente.

Em contrapartida, as categorias que ganharam força no período foram Habitação (de 0,28% para 0,70%) e Comunicação (de 0,17% para 0,23%). Nestas classes de despesa, vale mencionar os itens taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 3,62%) e mensalidade para internet (de 0,33% para 2,71%), respectivamente.

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