A vez do setor elétrico

por Ronaldo Bicalho

Do Canal do Instituto Ilumina

A vez do setor elétrico

Depois do setor de petróleo, a bola da vez das “reformas” é o setor elétrico. No início do mês, o MME, por intermédio de uma nota técnica, sinalizou o que os atuais donos do poder desejam para o setor elétrico brasileiro.

Como o setor elétrico é bastante complexo, tornando a discussão muitas vezes pouco clara, eu sugiro o leitor dar uma olhada nos dois vídeos abaixo, que ajudam ao leitor a entender a encrenca em que estamos metidos.

São apresentações realizadas no início deste mês em um seminário do Instituto Ilumina. Disponíveis no canal do Instituto no YouTube, eles dão a ideia do tamano dos desafios enfrentados pelo setor elétrico brasileiro, tanto no que diz respeito às radicais transformações do setor elétrico no mundo quanto às implicações dramáticas da exaustão do potencial hidráulico brasileiro sobre o futuro do setor. Somados à sucessão de erros cometidos pelos diversos governos, que, a partir dos anos noventa, não conseguem construir um modelo institucional que se sustente no tempo, e ao desastre institucional vivido pelo país, está claramente armada uma nova crise no horizonte. Crise que a nova reforma não consegue nem mesmo vislumbrar, já que está mais interessada em privatizar ativos estatais e dar acesso à eletricidade barata aos grandes grupos industriais, O resto é perfumaria. 

O contexto da crise do setor elétrico

A construção do desastre anunciado

[video:https://www.youtube.com/watch?v=MI5XFojKvks

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3 comentários

  1. O Ronaldo Bicalho vem nos

    O Ronaldo Bicalho vem nos alertando dos problemas do setor elétrico, ao qual sou uma estranha no ninho, mas que através dos textos claros do Ronaldo, tem chamado atenção de todos cidadãos para um setor estratégico nacional. O video esta acessivel.

  2. a…

    “Depois do setor de petróleo, a bola da vez das “PRIVATARIAS” é o setor elétrico….” O que não consigo entender é como somos tão estúpidos. Voltemos nos anos de 1980, este pessoal todo progressista e democrata, prometendo um pais socialmente e soberanamente mais equilibrado. Todos foram ou continuam sendo governo, desde os municipais ao federal, desde então. quem ou o que impediram tais transformações fora a mentira, a farsa, a canalhice? O problema , naquela época, é que os governos militares e a direita no poder, se subjulgavam aos interesses estrangeiros minando nossa soberania e abrindo mão do patrimônio público. Nunca na história deste país fomos tão rapinados, como agora, nestas últimas décadas. Toda desculpa para o aumento da inflação até os anos de 1990, era o aumento do petróleo. Aluguel? Culpa do petróleo. Escola dos filhos? Culpa do petróleo. Pãozinho? Culpa do petróleo. Tomate? Culpa do petróleo. Gasolina e combustiveis mais caros do Mundo? Culpa da importação de petróleo. Então descobrimos ser uma Arabia Saudita nas Américas. E daí? Construimos todas Hidrelétricas no Regime Militar. Depois disto, foram todas quitadas em financiamentos de 30 anos. Tudo nosso !!! A Energia Elétrica mais limpa e barata do Mundo. E daí? Qualquer barraco em qualquer favela do país que tem acesso a este serviço paga pela energia elétrica mais cara do planeta em privatarias de transmissoras e distribuidoras. Agora, se não impedirmos, será também de Geradoras. Onde está o país que estava pronto há 30 anos atrás? Uma única cidade, que não está enterrada em criminalidade, falta de serviços públicos, falta de saneamento e distribuição de água, surgimento de favelas em qualquer canto deste país? Onde estão as políticas sociais de 1980? Vender mais um pedaço do Brasil para pagar as contas da Elite na Casa Grande nos levará aonde? 

  3. .Mais do mesmo.

    No governo Fhc participei de seminário encabeçado pela Coopers&Librandque discutia novo modelo de energia para o Brasil. Achei que o previsível se realizou, ou seja a desestruturação do setor após as medidas liberalizantes tomadas então. Os governos que sucederam procuraram através de tapa buracos manter nosso sistema funcionando. Certo que nosso sistema apesar da profusão de recursos naturais ainda é precário . Não acredito que nenhuma solução de gabinete venha melhora-lo. Só ampla participação social poderá indicar melhores caminhos.

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