Financiamento imobiliário cai quase 50% nos sete meses de 2016

Jornal GGN  – Nos primeiros sete meses de 2016, o crédito imobiliário teve uma queda de 47,9% em relação ao mesmo período de 2015, totalizando R$ 26,4 bilhões. No mês de julho, os financiamentos imobiliários concedidos pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) chegaram a R$ 3,8 bilhões, uma redução de 10,6% em relação ao mês anterior e de 35,9% em comparação com julho do ano passado.

Os dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que, no acumulado de 12 meses (entre agosto de 2015 e julho de 2016), houve uma diminuição de 48,7% em relação ao total apurado nos 12 meses anteriores, somando R$ 51,3 bilhões.

Com o aumento das desistências de compra de imóveis pelos consumidores, as incorporadoras imobiliárias querem que os bancos antecipem o financiamento para o momento da venda na planta. Tal prática é comum entre os bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, porém os bancos privados acreditam que a antecipação dos financiamentos aumenta seus riscos.

Do Estadão

Em sete meses, financiamento imobiliário cai quase 50%

Em julho, crédito para aquisição e construção de imóveis somou R$ 3,8 bilhões, queda de 10% em comparação com o mês anterior, segundo Abecip

Os financiamentos imobiliários concedidos pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 3,8 bilhões em julho, queda de 10,6% frente ao anotado no mês anterior (R$ 4,3 bilhões). Em relação a igual período do ano passado (R$ 6,0 bilhões), houve diminuição de 35,9%. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, 26, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Entre janeiro e julho deste ano, os financiamentos imobiliários totalizaram R$ 26,4 bilhões, valor 47,9% menor do que o apurado no mesmo intervalo de 2015.

Em 12 meses (agosto de 2015 a julho de 2016), foram destinados R$ 51,3 bilhões à aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do SBPE, registrando retração de 48,7% em relação ao montante apurado nos 12 meses precedentes.

Imóveis financiados. No mês passado, 17,3 mil imóveis foram financiados nas modalidades de aquisição e construção, com retração de 12,1% sobre junho. Já na comparação com julho do ano passado, as concessões foram 38,1% menores. Nos sete primeiros meses deste ano, foram financiados 117,8 mil imóveis, recuo de 48,3% ante a mesma etapa de 2015.

No acumulados de 12 meses, até julho, o crédito imobiliário viabilizou a aquisição e a construção de 231,4 mil imóveis, redução de 49,6% relativamente aos 12 meses precedentes.

Poupança. Em julho, os saques nas cadernetas de poupança continuaram superando os depósitos, como observado em todos os meses deste ano, destacou a Abecip. A novidade é que a perda de recursos em julho ocorreu em volume menor (-R$ 911 milhões) que o registrado nos demais meses do ano.

Na avaliação da Abecip, a Selic de 14,25% ao ano definida desde julho do ano passado vem deslocando investidores para aplicações financeiras prefixadas. Com isso, a captação líquida acumulada da poupança entre janeiro e julho de 2016 ficou negativa em R$ 35,6 bilhões. Apesar de negativo, esse valor é inferior ao observado em igual intervalo de 2015 (-R$ 38,5 bilhões).

“O saldo da poupança SBPE reflete as saídas líquidas registradas ao longo de 2016. Nos últimos dois meses, entretanto, houve redução do nível de perdas, de tal modo que o saldo nominal da poupança SBPE atingiu o melhor resultado desde abril, encerrando julho em R$ 495,6 bilhões. Contudo, este montante ainda é inferior em 1,8% ao de julho de 2015”, destaca a entidade em nota.

 

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1 comentário

  1. Esses financiamentos

    Esses financiamentos imobiliários brasileiros são inviáveis. Resumindo bastante, o financiador exige que o emprestador pague duas ou três vezes o valor financiado no final (vocês recebem uma casa mas pagam três em juros) e ainda por cima não financiam o valor total do imóvel, o que força o emprestador a ter que empenhar todas as reservas dele e assim começar o financiamento pagando uma prestação alta e <i>sem reservas</i>. É praticamente pedir para o emprestador quebrar e desistir do financiamento.

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