BNDES e Finep investem R$ 3,5 bi nos setores de química e mineração

Jornal GGN – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram, nesta terça-feira (2), que vão destinar R$ 3,58 bilhões para a inovação, nos setores de química e mineração.

Desse total, R$ 2,4 bilhões irão para o PADIQ (Plano de Apoio ao Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química) e R$ 1,18 bilhão para o Inova Mineral (Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação no Setor de Mineração e Transformação Mineral).

Já foram selecionados os planos de negócio que vão receber as verbas destinadas ao PADIQ. O lançamento do edital do Inovar Mineral deverá ser realizado esta semana.

Os programas vão financiar investimentos em inovação para projetos sustentáveis, para redução de emissão de poluentes, eficiência energética, recuperação e conversão de resíduos agrícolas e subprodutos industriais em produtos químicos com aplicação em bens de consumo, como tintas, cosméticos e peças de plásticos.

Os planos de negócio selecionados para o PADIQ incluem investimentos em pesquisa e desenvolvimento para: substituir produtos alergênicos ou carcinogênicos em aplicações que incluem artigos infantis como mamadeiras e chupetas; desenvolver fibras de carbono para os setores aeroespacial, automobilístico, industrial e energético; e até para formular fragrâncias a partir de frutas, flores e plantas brasileiras.

O programa recebeu 62 planos de negócios. Desses, 27 foram selecionados em seis linhas temáticas. A carteira que mais recebeu apoio foi a de químicos a partir de fontes renováveis, que ficou com 70% dos recursos. Outros 11% foram para fibras de carbono, 10% para insumos para higiene pessoal e de cosméticos, 5% para aditivos químicos para alimentação animal, 3% para aditivos químicos para exploração e produção de petróleo e 1% para derivados de silício.

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Já o Inova Mineral está interessado em projetos para desenvolver tecnologias de produção de materiais usados nos empreendimentos de energia solar e eólica, assim como em acumuladores de energia, essenciais para o desenvolvimento do mercado de carros elétricos, por exemplo. “Tais materiais, à base de silício, lítio e terras raras, são determinantes para a evolução desses setores, que trarão impactos ambientalmente positivos”, disse o BNDES em nota.

“O avanço tecnológico em baterias de íon de lítio, por exemplo, tem permitido o desenvolvimento de acumuladores de energia menores e mais eficientes para armazenamento de eletricidade gerada por paineis solares instalados em residências e prédios comerciais”.

O programa também quer apoiar o desenvolvimento de tecnologias para a recuperação e reaproveitamento de resíduos da mineração, métodos mais sustentáveis de deposição e monitoramento e controle de riscos ambientais e de barragens.

Poderão participar do processo de seleção empresas brasileiras e Instituições Científicas Tecnológicas (ICTs). Os Planos de Negócio deverão ter valor mínimo de R$ 5 milhões, prazo de execução de até 60 meses, e deverão ser desenvolvidos no território nacional. O prazo para apresentação de Planos de Negócios começa em 1 de setembro de 2016.

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