A espionagem americana falhou na invasão da Criméia

Sugerido por JNS

Da  Business Insider e WSJ

A Rússia econtrou a fórmula para proteger as suas comunicações da espionagem americana e desapontou a Casa Branca ao despistar a vigilância da NSA durante a fase de preparação da invasão da Criméia.

Michael Kelley | 24 Março 2014

Obama

Obama no Amsterdam Airport Schiphol no dia 24/03/2014 ( REUTERS / Peter Dejong / Pool )

A administração Obama ficou ‘muito nervosa’ com a recém-adquirida habilidade russa para proteger as suas comunicações da espionagem americana, quando reunia as tropas perto da fronteira da Ucrânia, entregou um oficial dos EUA ao The Wall Street Journal. ‘Este é um território inexplorado’, acrescentou o funcionário.

O jornal relata que as autoridades americanas não descobriram como a Rússia escondeu os seus planos da espionagem das comunicações digitais e eletrônicas que são, rotineiramente, realizadas pela Agência Nacional de Segurança. Os líderes russos ou ‘evitaram deliberadamente comunicados sobre a invasão ou simplesmente encontraram uma maneira de enviá-los sem a detecção pelos EUA’, escreve o WSJ.

Também não está claro se a nova camuflagem do Kremlin é parte de uma habilidade aduirida para neutralizar a capacidade de dissuasão dos EUA sobre a Rússia.

‘Todas as operações militares de combate dependem de contribuições da NSA’, disse Robert Caruso, consultor da Marinha dos EUA, ao Business Insider, mencionando documentos, potencialmente, acessados ​​por Edward Snowden. ‘[O Departamento de Defesa] depende da NSA e da Defense Information Systems Agency para proteger todas as suas redes e de outros.’

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Algumas autoridades duvidam que os EUA pudessem ter feito algo muito diferente quando as forças especiais da Rússia iniciaram a lenta ocupação da  estratégica península do Mar Negro. No entanto a incapacidade de perceber a evolução das operações virou uma fonte de preocupação.

As agências de espionagem e militares dos EUA estão, agora, concentrando a cobertura por satélites e expandindo a  interceptação das comunicações na região, de acordo com informações de agências noticiosas.

‘Satélites militares dos EUA espionaram tropas russas reunidas a pouca distância da Criméia, no mês passado, mas os analistas de inteligência ficaram surpresos, porque não tinham interceptado quaisquer comunicações reveladoras sobre os detalhes do planejamento dos líderes russos, comandantes militares e soldados convocados para a invasão.’

A alardeada vigilância global da América é uma ferramenta vital para os serviços de inteligência dos Estados Unidos par ser, especialmente, usada como um sistema de alerta preventivo e como uma forma de corroborar outras provas. Na Criméia, porém, funcionários da inteligência dos Estados Unidos estão concluindo que os planejadores russos poderiam ter obtido um salto tecnológico para burlar a espionagem dos países do Ocidente,

Alguns oficiais militares e de inteligência dos EUA dizem que os planejadores da guerra da Rússia poderiam ter usado o conhecimento sobre as técnicas americanas de vigilância para mudar os métodos de comunicação antes da iminente invasão. As autoridades norte-americanas ainda não determinaram como a Rússia escondeu os planos militares dos equipamentos de espionagem dos EUA que captam as comunicações digitais e eletrônicas.”

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Fonte: Business Insider e WSJ

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2 comentários

  1. Ah ! Jornalistas…………..

       Vcs., caros comunicadores sociais, já ouviram falar em “planos de contingência” ? Parece que NÃO.

       Portanto entendam que comunicações não são uma necessidade premente, em determinados tipos de ações militares, pois  seus planos já são de há muito treinados e parte da doutrina, sendo especificos para cada situação.

        Foi desnecessário o envios de tropas russas a Criméia, elas já lá estavam, aliás desde o século XVIII, e desde 1992 muito mais poderosas que as parcamente armadas  forças ucranianas, portanto para desencadear o processo de ocupação da peninsula, bastou: 1. o envio do código do plano ou 2. uma equipe de contato através de Kerch.

         Claro que varios “planos de contingência” foram previamente delineados pelos russos, é muito facil “separar” a Criméia do resto da Ucrania ( 2 rodovias + 1 linha férrea ) por terra, por ar: 3 aeroportos ( 2 com unidades militares russas residentes da Frota do Mar Negro ( 7058o AvB MA – Morskaya Aviatisiya – aviação naval) em Gvardeyskoye na Criméia – próximo a Simferopol, por mar: as linhas de “ferrys” são mais importantes da Russia para a Criméia ( Kerch e Feodósia) do que de Odessa para Sebastopol.

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