China quer que os EUA paguem o custo da guerra comercial tornando as terras raras ainda mais raras

A China responde por mais de 80% do suprimento global de terras raras e as exportações já estão caindo

da Associação dos Engenheiros da Petrobrás – AEPET

China quer que os EUA paguem o custo da guerra comercial tornando as terras raras ainda mais raras

A associação de terras raras da China advertiu que o conflito comercial com os EUA

prejudicará as empresas e os consumidores americanos, uma vez que confirmou sua disposição de “proteger” os elementos mais valorizados.

Elementos de terras raras são críticos para a indústria de alta tecnologia na fabricação de tudo, desde telefones celulares a jatos de combate modernos.

A Associação da Indústria de Terras Raras da China (ACREI), composta por quase 300 mineiros, processadores e fabricantes, realizou uma reunião especial no início desta semana, apenas alguns dias depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atingir Pequim com um novo lote de tarifas.

Em um comunicado divulgado na quarta-feira, a associação chamou a política de tarifas de Washington de “intimidação comercial” com o objetivo de suprimir o desenvolvimento da China. “Expressamos nossa firme oposição”, disse, acrescentando que as empresas chinesas de terras raras devem expandir ativamente os mercados interno e externo.

Embora a ACREI tenha reconhecido que não há vencedores em uma guerra comercial, ela alertou que os cidadãos e empresas americanas serão vítimas do conflito entre as duas maiores economias do mundo.

“O custo das tarifas impostas pelos Estados Unidos deve ser suportado pelo mercado dos EUA e pelos consumidores”, diz o comunicado.

Os comentários da associação de terras raras acrescentam rumores anteriores de Pequim de que isso poderia impor restrições às exportações dos materiais. Os temores foram provocados pela visita do presidente chinês Xi Jinping a uma instalação de terras raras em Jiangxi, em maio, depois da qual a mídia local informou que o governo chinês está pronto para a proibição de exportação.

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Esse movimento pode ser doloroso para os EUA, que dependem principalmente da China para o fornecimento dos materiais necessários para a produção de dispositivos de alta tecnologia e para uso militar. Em uma aparente tentativa de garantir o suprimento dos elementos vitais, o Pentágono pediu aos mineradores norte-americanos no mês passado que relatassem suas capacidades de produção e elaborassem planos para desenvolver o setor.

A China responde por mais de 80% do suprimento global de terras raras e as exportações já estão caindo. Em junho, exportou 3.966 toneladas de materiais, 26,8% menos que no mesmo período do ano passado.

Original: https://www.rt.com/business/466051-producers-weaponize-rare-earths/

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3 comentários

  1. Faz todo sentido os EUA se os EUA arcarem com o custo da guerra comercial, já que não apenas eles começaram essa guerra com são eles que a mantém. A rigor só agora é que se pode começar a chamar de guerra porque, até pouco tempo atrás o nome certo seria “ataque unilateral dos EUA contra a China”.

    Mas enquanto Trump – ou qualquer pessoa naquele cargo – trouxer Bolsonaro, Moro, Dallagnol e golpistas na coleirinha, “o que dé prá nóis fazê, nóis faiz, talquei?”, poderia afirmar um sorridente Bolsonaro.

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    • Pois é… . E nessa gangorra, entram na equação podem entrar como brinde as terras raras existentes em
      território brasileiro.

  2. As terras raras, são raras só no nome. Se a China parar de exportar vai aumentar o preço e viabilizar a produção no BR. Podemos ocupar 100% desta necessidade por décadas. Como a extração é com sal os riscos ambientais são bem inferiores que a produção de ouro. Goiás e Tocantins serão os maiores beneficiados

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