A tentativa fracassada de implicar a campanha de Haddad na Lava Jato

 
Jornal GGN – Próximo do pleito eleitoral de 2016, aos poucos, as pautas vão deixando de lado a esfera federal para assumir o foco nos municípios. Mas se o debate de escândalos, propinas, investigações e Lava Jato podem ser conciliados, os grandes veículos de notícia não perderão essa oportunidade.
 
Notícia desta quarta-feira (29) do Estado de S. Paulo traz o ex-diretor da Andrade Gutierrez, Flávio Gomes Machado Filho, tentando implicar a campanha do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, com o esquema envolvendo o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e a empreiteira.
 
No depoimento, o empresário afirma que Vaccari disse que os R$ 30 milhões do pedido de pagamento era para uma dívida da campanha de Haddad. O ex-tesoureiro teria assim se manifestado também para outras cinco empresas. A Andrade Gutierrez entraria com R$ 5 milhões desse total.
 
A campanha municipal em 2012 arrecadou R$ 42 milhões, mas gastou R$ 67 milhões, como o próprio partido deixou claro. Mas quem assumiu o buraco de R$ 25 milhões foi o comitê nacional da sigla, em 2013. E aí que entra a tentativa de relacionar, agora, o prefeito de São Paulo com a Lava Jato, em uma única ponte: parte desse valor era o que faltava pagar a João Santana, marqueteiro das campanhas de Dilma e Lula e também de Haddad.
 
E apesar de só trazer como suposto material de prova a delação, o conteúdo ainda é frágil. Flávio Gomes Machado Filho afirmou, primeiro, que os R$ 5 milhões que a empreiteira teria que pagar eram para Santana. Depois, “não sabe se a dívida de R$ 30 milhões era com João Santana ou o total da campanha de Haddad, mas a parte da Andrade Gutierrez, os R$ 5 milhões, era de dívida do PT com João Santana”.
 
E então esclarece que a relação, neste ponto, do marqueteiro e de sua esposa, Mônica Moura, com Haddad, na verdade não foi com o prefeito, e sim com o diretório nacional do PT, por meio de Vaccari. O delator conta que “foi o próprio Vaccari” que passou o contato de Mônica, sócia de Santana na Polis, a empresa do casal. 
 
Mas, no final da história e da notícia, a Andrade Gutierrez acabou decidindo que não pagaria os valores e o delator admitiu que “nunca tratou com Haddad a respeito”. 
 
A coordenação de campanha do prefeito de 2012 lembrou que “o valor foi declarado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e repassado ao Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, que faria sua liquidação”.
 
Leia a íntegra do depoimento de Flávio Gomes Machado Filho:

6 comentários

  1. Isso vai gerar farto material

    Isso vai gerar farto material para atacarem Haddad, afinal sabem que bastam insinuações para que políticos do PT sejam julgados culpados.

    É uma pena, um caso raríssimo no Brasil de politico moderno e competente como Haddad seja queimado dessa forma. São Paulo precisava dele como governador, mas ele não se elege para mais nada, enquanto isso o chuchu nada de braçada.

    A jequice paulista é triste…

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