No processo de separação, ex-mulher acusou Bolsonaro de furtar banco e omitir patrimônio

Jornal GGN – A edição da Veja desta sexta (28) não só confirma como também aprofunda o escândalo revelado pela Folha de S. Paulo, nesta semana, em torno da separação de Jair Bolsonaro e a ex-mulher, Ana Cristina Valle. Veja teve acesso ao processo de divórcio e afirma que nele há provas de que Bolsonaro foi acusado de furtar R$ 1,6 milhão (valores atualizados) da ex-esposa e de omitir seu real patrimônio da Justiça Eleitoral (ele teria declarado apenas 10% do que, de fato, possuia).

Segundo a reportagem, em 2008, Ana Cristina deu entrada no processo de divórcio na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O processo tem 500 páginas. Ana Cristina sustentava que Bolsonaro tinha, à época, uma renda de aproximadamente R$ 100 mil por mês, embora os seus ganhos declarados como deputado e militar da reserva ficassem no patamar dos R$ 30 mil.

À Justiça, ela apresentou uma lista com o verdadeiro patrimônio de Bolsonaro e uma perícia realizada no âmbito do processo de separação confirmou que ele tinha mais do que havia declarado à Justiça Eleitoral na eleição de 2006. Em valores atualizados, o patrimônio seria de mais de R$ 7 milhões, sendo que o deputado declarou na eleição menos de R$ 1 milhão.

No meio da disputa judicial, Bolsonaro teria furtado tudo o que a ex-esposa mantinha num cofre no Banco do Brasil. A soma dos valores em joias, dólares e dinheiro vivo em reais, hoje, daria cerca de R$ 1,6 milhão. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso. O gerente do Banco à época, que também confirmou a história à Veja, foi ouvido no inquérito.

A investigação foi encerrada no ano passado, porque, segundo a Veja, Ana Cristina não prestou depoimento algum, embora tenha sido chamada duas vezes. À revista, ela declarou que fez um “acordo” com Bolsonaro para não mais falar disso, porque seria prejudicial à imagem dos dois. Ela não quis dizer qual foi a natureza do acordo. O funcionário do Banco se diz “amigo” de Bolsonaro e afirmou que o deputado prometeu agir para ela recuar da denúncia.

Leia também:  Religião e militarismo dão o tom da nova sigla de Bolsonaro

Ainda segundo a matéria, após o furto, Ana Cristina deixou o País com o filho que teve com Bolsonaro, rumo à Noruega. Lá permaneceu 2 anos quando, em 2011, Bolsonaro acionou o Itamaraty para localizá-la. Folha publicou o registro da comunicação entre Ana Cristina e o Itamaraty, na qual ela alega que deixou o Brasil porque havia sido “ameaçada de morte” por Bolsonaro.

O deputado, por sua vez, alegou que ela tinha fugido com o menino de 13 anos, e que teria chantageado ele, dizendo que só voltaria quando devolvesse o que foi furtado do cofre.  

“Ana Cristina explicou que a separação do casal aconteceu porque o comportamento de Bolsonaro era ‘explosivo’, o que tornou a convivência ‘insuportável’, em virtude da ‘desmedida agressividade’ do parlamentar”, publicou a Veja.

Desde que a história veio à tona, Ana Cristina vem negando aos fãs de Bolsonaro, afirmando que nunca recebeu ameaças e que ele era um bom pai e ex-marido. Ela tem dito que a imprensa está inventando mentiras para atacar a candidatura de Bolsonaro.

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34 comentários

    • Por que não?

      Não duvide da intelijumência bolsomínia, The Economist já é chamada nas redes sociais de The Ecommunist. 

      Pra quem enxerga comunista até embaixo da cama, Veja é uma sigla para “Vermelho já”…

    •  
       Boa, Jana! No caso do

       

       Boa, Jana! No caso do Bozo, esse autêntico chefe de estado, não para mesmo: o gás procura o espaço mais vazio do corpo – no caso dele, a cabeça -, e ali se aloja, e o nosso capitão, tal qual uma bexiga gasosa, vai, sem parar, avante,, sempre, ascendente…

  1. Baixarias
    Quem viu o Collor encurralando o Lula na campanha em 1989, com acusações de baixo nível, vai evitar ler esse lixo. Vamos elevar o nível dos debates.

  2. Não é por nada não,

    mas, como é que esses processos, que tramitam em alto segredo de justiça, indisponíveis até para advogados, a não ser os da parte, vêm a público e com tamanho estardalhaço?

    Pobre coiso, está sendo sacaneado pelo sistema.

    A casa dele tá caindo.

    Enfim,

    “quem confere o ferro, conferido será ferrado”

     

     

    • boa observação

      Eu conhecia : quem com ferro fere com ferro será CONFERIDO KKKKKKKKKKKKK, MAS A SUA TÁ BOA TBM

  3. cheirinnho de medo

    É impressão minha? ou os veículos de comunicação de massa tão com medo do facismo? O judiciário está de mãos dadas com o autoritarismo, vide prisões de tucanos, proibição do direito de voto a 3 milhões de pobres e nordestinos, e outras ilegalidades, mas a grande mídia? Estão com medo de serem substituídos pela fox? pela time? people? ou querem desqualificar o coizo para empoderar “general de 10 estrelas com o cu na mão”?kkkkkkkkk vai saber…

  4. O funcionário do Banco se diz
    O funcionário do Banco se diz “amigo” de Bolsonaro e afirmou que o deputado prometeu agir para ela recuar da denúncia. Agiu como? Ameaçando de morte?

  5. Madonna adere ao #ele não.

    Um dos maiores nomes da música pop mundial, Madonna aderiu à campanha #EleNão

    28 de setembro de 2018adminTodos os postsÚltimas notíciasFacebookTwitterGoogle+EmailWhatsAppTelegramCompartilhar425

    A cantora Madonna é mais uma estrela internacional a mostrar posição contra a candidatura de Jair Bolsonaro para a presidência da República. Ela postou uma imagem em seu stories nesta sexta-feira (28), com a hashtag #EleNão e pediu o fim do facismo.

    Na imagem, ela aparece com a boca tampada e uma inscrição “liberdade”. Além do #EleNão, ela adicionou #EndFacism (acabe com o fascismo).

    https://blogdacidadania.com.br/2018/09/um-dos-maiores-nomes-da-musica-pop-mundial-madonna-aderiu-a-campanha-elenao/

     

  6. Com post

    E ainda tem pobre votando no Coice!

    Mas o que intriga mesmo, é a Veja publicar essa materia, qual a sua real intenção?

    Resolveu fazer jornalismo? Me parece improvável!

    Tem algo mais?

    Será que ainda têm a esperança de colocar outro no segundo turno que o não o Bolsonaro contrao Hadad?

     

    • Alckmin não têm nenhuma

      Alckmin não têm nenhuma chance. Até um burro de carga consegue ver como o governo dele foi medíocre em todos os sentidos e como ele é “rápido” para aceitar negociatas por baixo dos panos. Eu acho remotamente possível de que o empresariado brasileiro tenha se dado conta do perigo que seria para o país eleger um nazista como Bolsonaro, e portanto eles tentariam apoiar Ciro em um segundo turno entre Ciro e Haddad ao mesmo tempo que sabotam a campanha de Bolsonaro para ele não passar do primeiro turno (o que é ridiculamente fácil dada a mediocridade e a bestialidade do candidato e dos apoiadores dele).

  7. Time after time

    Eu vivi para ver:

    – a esquerda (voltar a) usar a Veja como peça de propaganda

    – a direita chamar a Veja de comunista

    Amada e odiada, as vezes simultaneamente, continua protagonizando desde as denuncias contra o Collor.

    •   Não aqui, ao menos.
       
        De

        Não aqui, ao menos.

       

        De resto, existe uma certa esquerda que acredita até na Lava-Jato.

  8. E o Banco do Brasil nessa história?

    Não tem nada a dizer? Vai se fingir de morto? Fazer cara de paisagem? Como foi o processo? O cara mostrou a carteira de ex-capitão e violou o cofre? Na mão grande? Quero respostas. 

    • ‘Ela disse que Bolsonaro estava mancomunado com o B do Brasil

      ‘Ela disse que Bolsonaro estava mancomunado com o Banco do Brasil’, conta chaveiro do cofre da ex-mulher do presidenciável

      Em depoimento à Polícia, Ana Cristina negou que deputado tivesse sido responsável pelo esvaziamento do cofre

       

      POR BRUNO ABBUD / CAROLINA HERINGER

      28/09/2018 20:36 / atualizado 28/09/2018 21:18O chaveiro Jalmir Araújo de Azevedo, especializado em cofres bancários, na sua casa – Bruno Abbud / Agência O Globo 

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      No fim de outubro de 2007, o chaveiro Jalmir Araújo de Azevedo, especializado em cofres bancários, cumpria expediente em Maricá quando recebeu um telefonema. Deveria socorrer uma cliente na agência do Banco do Brasil da Rua Senador Dantas, no centro do Rio. A cliente, a advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, não conseguia abrir seu cofre com a chave de que dispunha. Quando Jalmir concluiu o serviço, a surpresa foi geral: o cofre estava vazio.

      Segundo o chaveiro, a advogada creditou o sumiço de seus pertences — 200 mil reais em espécie, 600 mil reais em joias e 30 mil dólares, conforme revelou em depoimento na 5ª DP (Mem de Sá), em 26 de outubro de 2007 — a Bolsonaro. A informação foi primeiramente revelada pela revista Veja.

       

      — Quando viu que não tinha nada lá, a mulher do Bolsonaro disse que foi roubada e chamou todo mundo de ladrão. Ela endoideceu e começou a gritar que o Bolsonaro, mancomunado com o Banco do Brasil, foi lá e tirou tudo dela — diz Jalmir.

      Recuperando-se de um diagnóstico de chikungunya, o chaveiro foi encontrado por ÉPOCA em sua casa em São Gonçalo. Ele conta que foi o responsável pela instalação e manutenção de 2.224 cofres abrigados no 6º andar do prédio do banco no centro do Rio.

      — Aquilo lá quem montou tudo foi eu.

      Jalmir reclama que até hoje não foi pago pelo serviço, que segundo ele teria custado, à época, 300 reais.

      — Abri o cofre dela e ela (Ana Cristina) não me pagou. Até hoje não recebi. Teria que me pagar, mas fez um escarcéu e foi embora. Fiquei no prejuízo. Vai ter que me pagar com juro e correção, fora o desaforo. Ela esculhambou todo mundo lá.

      Jalmir conta que costumava aparecer no banco toda semana para socorrer clientes que haviam perdido as chaves de cofres. Em duas dessas ocasiões, diz ter visto Bolsonaro dentro da sala dos cofres ou de saída do banco.

      O serviço de armazenamento de pertences na agência bancária foi contratado por Ana Cristina em 2005, de acordo com uma ação de indenização por danos materiais e morais que ela moveu contra o Banco do Brasil em 2009.

       

      ação, julgada improcedente, a juíza Lindalva Soares Silva, da 11ª Vara Cível, ressaltou que “em momento algum a autora especificou nos autos quais eram os pertences lá guardados”.

      O cofre só pode ser aberto com uso simultâneo de duas chaves, uma delas em poder do banco, a outra em poder do locatário. Na ocasião em que arrombou o cofre de Ana Cristina, o chaveiro Jalmir constatou que a chave da ex-mulher de Bolsonaro não correspondia ao cofre 2140, do qual ela alegava ser locatária.

      INVESTIGAÇÃO

      Em depoimento à Polícia Civil, Gelson Gomes da Silva, Caixa Executivo da agência do Banco do Brasil onde a mulher de Bolsonaro tinha o cofre e responsável por dar acesso aos titulares dos cofres na agência, afirmou que ao perceber que não havia nada dentro da caixa metálica, Ana disse que isso seria “coisa de seu ex-marido”.

      Em seu depoimento à polícia, Ana Cristina não atribuiu o furto a Bolsonaro. A ex-mulher do deputado apenas narrou como descobriu que não havia mais nada no cofre e relatou que o banco lhe informou que não poderia se responsabilizar pelos seus bens.

      Depois de tomar conhecimento de que seu cofre estava vazio, Ana Cristina registrou o caso na delegacia em outubro de 2007 e a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o crime de furto. Ela voltou a ser intimada a depor dois anos depois, em março e maio de 2009, mas não compareceu à delegacia.

      A polícia oficiou o Banco do Brasil três vezes, uma em 2009 e duas em 2015, solicitando toda a documentação referente ao cofre de Ana Cristina, mas a solicitação nunca foi atendida pela instituição financeira.

      Em seu depoimento, Gelson afirmou que na ocasião em que Ana Cristina foi ao banco e notou o cofre vazio, constatou que o cofre não estava mais em seu nome, mas não encontrou o cadastro da mesma, com indicação de que o contrato havia se encerrado no mês anterior.

      Em maio de 2009, Alberto de Aguiar Carraz, que era escrituário na agência, prestou depoimento nas investigações do caso. Ele foi uma das testemunhas do arrombamento do cofre. Carraz relatou que em 2007 cobriu as férias de Gelson e, nesse período, segundo ele, Ana Cristina teria ido até o banco e encerrado o contrato de locação de um cofre cujo número não se recordava. O escrituário disse ainda que o termo de encerramento do contrato, no entanto, não havia sido encontrado, embora todo o restante do procedimento estivesse arquivado corretamente.

      Em julho de 2016, Carraz foi preso acusado de ter furtado cofres de clientes da mesma agência bancária. Ele está solto, mas ainda responde a processos pelos crimes.

       

      Depois de quase dez anos de investigação, o caso acabou sendo arquivado em maio de 2017 sem que tivesse sido solucionado. O pedido de arquivamento foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio, sob alegação de que o crime de furto qualificado que era investigado já estava prescrito.

      Candidata a deputada federal pelo Podemos do Rio, Ana Cristina foi convidada pessoalmente pelo senador Romário para disputar as eleições de outubro. O encontro entre ambos aconteceu em abril no escritório do senador na Barra da Tijuca.

      — A gente estava em uma reunião de captação de recursos, tentando buscar emendas parlamentares com o senador Romário, e levei a Ana comigo para me assessorar. Ele conheceu ela e fez o convite, perguntou que tipo de ajuda ela precisava para ganhar a eleição. Ela pediu uma oportunidade no partido — diz o vereador de Resende Renan Marassi, para quem Ana Cristina trabalhou como chefe de gabinete antes de se lançar candidata.

      stest 

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