Crise contribui para o aumento de submetralhadoras caseiras entre criminosos brasileiros

Reportagem da BBC News Brasil aponta para o aumento de participação de armamento caseiro entre o total de equipamentos apreendidos pelas polícias nos estados

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Jornal GGN – Um levantamento realizado pelo portal BBC News Brasil com a colaboração da agência de jornalismo Volt Data Lab e de pesquisadores do Instituto Sou da Paz revela aumento da circulação de submetralhadoras artesanais (portanto ilegais) no Brasil.

Entre janeiro de 2013 e outubro de 2017 a polícia apreendeu, em média, 2,6 mil se submetralhadoras em todo o país, cerca de 15% delas de fabricação caseira. Submetralhadoras são as armas com capacidade de 30 ou mais disparos por rajada. Os equipamentos ilegais são produzidos para atender criminosos, no mercado paralelo.

Os dados sobre o aumento de apreensão desse tipo de armamento foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Os dados foram solicitados aos 27 Estados, mas apenas 12 forneceram informações sobre a apreensão de armas e, 8 deles, discriminam o tipo de produto (se industrial ou artesanal). Ainda segundo a reportagem , Minas Gerais, São Paulo e Paraná lideram o ranking de ocorrências de armas apreendidas, isso entre os 8 estados que forneceram dados.

Segundo especialistas entrevistados pela BBC News Brasil, a crise econômica estão entre os fatores que levaram os criminosos a buscar armas no mercado paralelo. O uso de submetralhadoras no Brasil é restrito apenas às forças de segurança, além disso são armas caras. A título de exemplo, em 2012, a Polícia Militar de São Paulo comprou 6 mil submetralhadoras Taurus SMT-4O por cerca de R$ 5 mil a unidade.

“Eles [criminosos] migraram para esse tipo de arma artesanal que tem também um poder de fogo grande, porém o valor é bem menor que, por exemplo, uma (pistola) Akidal Ghost ou então uma Dersa. No mercado paralelo vai pagar em torno de R$ 12 mil, enquanto que uma submetralhadora de fabricação artesanal, o crime vai pagar R$ 5 mil. Então financeiramente para eles é mais interessante adquirir esse tipo de equipamento”, explicou o delegado mineiro Emerson Morais. Segundo ele, até 2014, eram poucas as armas artesanais apreendidas em Minas Gerais.

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Para ler a reportagem da BBC na íntegra, clique aqui.

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