Interpol põe em xeque conduta de Moro e retira Duran do alerta vermelho

 
Jornal GGN – A Interpol eliminou o nome de Rodrigo Tacla Duran da lista de procurados internacionais. Para justificar a retirada do alerta vermelho contra o advogado que trabalhou para a Odebrecht, a agência de investigação internacional apontou que a conduta do juiz Sérgio Moro viola a legislação da Interpol.
 
Ao decidir, a Comissão da Interpol colocou em dúvidas a confiabilidade do julgamento de Moro sobre Durán. “A Comissão considerou toda a informação relevante para determinar se a defesa demonstrou de maneira confiável a probabilidade de que ocorreu a negação flagrante de um julgamento justo”, publicou.
 
“A Comissão considerou que as alegações apresentadas pela defesa que, diante da conduta do juiz responsável por presidir o processo no Brasil, seja suficiente para levantar dúvidas sobre o fato de que pode existir uma violação ao Artigo 2 da Constituição da Interpol”, informou na decisão.
 
O artigo 2 da legislação da agência refere-se à necessidade de que a instituição que busca trazer a cooperação entre as polícias de diferentes países deve trazer como prioridade, sempre, a Declaração Universal de Direitos Humanos.
 
E seguiu sobre os indícios de parcialidade do juiz da Lava Jato no Paraná, Sergio Moro:
 
“A defesa trouxe evidências, que podem ser facilmente verificadas em serviços de buscas abertos, para sustentar a controvérsia de que o juiz [Sergio Moro] falou sobre ele [Duran] publicamente em uma entrevista, quando ao negar movimentos para ele se apresentar como testemunha em outros casos, emitiu uma opnião sobre a veracidade de qualquer informação que ele [Duran] pudesse apresentar.”
 
A entrevista referida foi a participação de Moro no programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 27 de março, em que enquanto Duran estava foragido na Espanha, acusou o magistrado de participar de esquema ilegal com delatores da Lava Jato, recebendo valores indevidos. E durante o programa, o juiz opinou sobre o caso, tentando desmerecer as acusações do advogado.
 
Leia a íntegra da decisão:
 

Foto: Reprodução Twitter

31 comentários

  1. Este é o problema do

    Este é o problema do Moro. 

    Ele fala pra quem concorda com ele. E quem concorda com ele repete. Não se trata de verdade e legalidade. 

    Moro vai dizer que a Interpol não manja de nada. 

    Ah, a vaidade.

  2. Uma coisa é certa. Ao

    Uma coisa é certa. Ao desgraçar o nome da Justiça Federal na Europa o nóia de Curitiba fez, sem querer, um grande favor ao Brasil. As portas para uma verdadeira reforma desta bosta de Judiciário, com o STF com tudo, foram abertas a pontapés.

  3. bom post

    Será que a midia corporativa vai informar? E se informar vai dar o destaque devido?

    Duvido!

    Vai ver que a Interpol está cheia de “petista”…

     

  4. A Interpol Se Fu…

    Nassif: eu se fosse a Interpol me mandava do Brasil. Se o Verdugo se irritar manda a secretária dele, aquela que morre de amores pelo Príncipe de Paris, redigir um de seus Éditos e entrega pro japonês cumprir imediatamente. É capaz até de denunciar a entidade de coparticipação na compra do triplex do Guarujá. Duvida? Os Gogoboys até já preparam o pedido.

    Dizem que ele mandar caçar o que não pode cassar. Os agentes que escaparem de ir à fogueira devem exilar-se, sob pena de serem executados pelo garrote vil. O cara além de ter estilo é fera…

  5. Kkkkkkk ainda vai ter muita coisa
    O pior de tudo é que a maioria das pessoas acha que o Sérgio Moro e o guerreiro da nação.
    A única coisa que eu sei é que na própria lei é bem claro não basta apenas eu chega na delegacia ou na frente de um juiz e dizer que a pessoa X roubou ou matou tem que ter provas e foto com a pessoa no local não comprova que fez engraçado não é na própria lei que fala que tem que ter um documento oficial comprovando.

  6. Coleções

    Parece que o nosso judiciário vai ganhando, processo a processo, reconhecimento internacional. Primeiro foi a extradição solicitada a Portugal de um acusado pela lava-jatinhos. Pedido considerado ilegal pela justiça local.  Agora  o pedido de colocar um outro acusado na lista da interpol viola o regimento interno por falhas processuais do responsável pelo caso no país. Só mesmo o departamento de estado americano continua muito satisfeito com os resultados da incansável luta contra a corrupção do PT.

    Mas um fato não podemos negar, as instituições continuam a funcionar normalmente. Continuam corporativas, a usar a lei contra os inimigos, como já observam algumas agências e instituições internacionais, e, principalmente, altamente ineficientes.

    A eficiência não permite aquele jeitinho malemolente, aquele que modifica datas, prazos e procedimentos dependendo do freguês.

     

  7. Lá e cá

    A Interpol deletou o advogado Duran da sua lista de procurados.E a justiça brasileira que as esquerdas vão tentar enquadrar com o apoio dos golpistas ?

    “O Ministério Público Federal declarou que a ordem de prisão preventiva contra Tacla Duran permanece vigente e válida. Em habeas corpus impetrado pelo foragido, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a ordem de prisão, reconhecendo a sua legalidade. “O Ministério Público Federal continua adotando todas as providências legais cabíveis para que ela seja respeitada e cumprida, inclusive no exterior.”

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