No apagar das luzes do governo Temer, Ibama cancela multa de Bolsonaro

 
Jornal GGN – Jair Bolsonaro teve uma multa de R$ 10 mil do Ibama cancelada, com ajuda da Advocacia Geral da União ainda sob Michel Temer, segundo confirmou a Folha na quarta-feira (10). A AGU argumentou junto à Superintendência do Ibama no Rio que Bolsonaro, flagrado em área que não deveria ter presença humana em Angra dos Reis, em 2012, não teve direito à ampla defesa. O parecer fez o processo voltar à estaca zero.
 
“No ato que fundamentou o recuo, o procurador federal Felipe Fossi Machado, da AGU, afirmou que as decisões da primeira e da segunda instância do Ibama ‘não analisam os argumentos das peças defensivas [de Bolsonaro] e não fundamentam os respectivos indeferimentos'”, afirma a Folha.
 
Bolsonaro foi avisado do cancelamento no dia 4 de janeiro. Desde que foi eleito presidente, o capitão da reserva vem criticando o Ibama e citando o próprio processo como exemplo de supostos excessos cometidos pelos fiscais ambientais.
 
Apesar da decisão, Bolsonaro não está livre de punição, pois o crime ambiental no qual foi denunciado leva 12 anos para prescrever, ou seja, apenas em 2024.
 
O ex-deputado federal foi flagrado, em janeiro de 2012, uma quarta-feira em que deveria estar no gabinete, navegando em um bote inflável dentro da Estação Ecológica de Tamoios, categoria protegida de presença humana.
 
Abordado por um agente, ele se recusou a fornecer documentos de identidade e ainda ligou para o então ministro da Pesca do governo Dilma Rousseff para tentar escapar da autuação. Não conseguiu.
 
Quando o processo iniciou, a defesa de Bolsonaro ainda sustentou que ele estava em uma agenda parlamentar na data em que o processo foi notificado – que não é a mesma data do flagra feito pelo fiscal.
 
O hoje ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, saiu em defesa do chefe. “Ele não foi multado por pescar. Ele foi multado porque estava com uma vara de pesca. O fiscal presumiu que ele estava pescando. Então, veja bem, o exemplo que você deu já mostra como a questão ideológica permeia a atuação estatal nesses casos.”

8 comentários

  1. Intriga dos Kummunistas

    Nassif: certo o ministro. O caso do daBala é de mera “presunção”. A começar pelo governo. O fiscal (que deve estar lascado, à esta altura) presumiu que viu o Hôme num barco. Presumiu que havia junto uma varinha de pescar. Presumiu que a área onde ele estava é reserva marinha. Com estas tres presunções deduziu que o Messias estaria pescando. E como bom Kummunista lascou-lhe uma multa, como manda a Lei. Porém o zeloso operador do MeioAmbiente disse que ele, seu chefe, não estaria pesacando. Apenas usava o local para treinar “andar sobre as águas”, como descrito na Bíblia. E escolheu uma reserva para fugir do olhar bisbilhoteiro dos zelotes repórteres, ávidos pro crucificá-lo no madeiro. Os Perdigueiros do Judiciário endossarão a tese jurídica e os VerdeSauvas (variedade da AttaLeavigataCaesernarium, cujos soldados têm cabeça brilhante e lisa), cumprindo a Constituição, farão um reunião na PraiaVermelha para referendar a questão. Se necessário, os Safados do Congresso editarão (a toque de caixa) um Leizeca. E como é criminal, beneficia o bandido reatroativamente.

    Tanto bateboca para um caso que já está resolvido…

  2. TNC

    Ta bom, santa. Mas se fosse o Lula, o filho do Lula, o irmão do Lula, o compadre do Lula, o amigo do amigo do Lula… Teria tido uma multa em dobro e ainda faria a primeira de todos os jornais mostrando como Lula é corrupto e não respeita as leis de seu Pais. 

  3. Que baboseira

    Ricardo Salles, saiu em defesa do chefe. “Ele não foi multado por pescar. Ele foi multado porque estava com uma vara de pesca. O fiscal presumiu que ele estava pescando. Então, veja bem, o exemplo que você deu já mostra como a questão ideológica permeia a atuação estatal nesses casos.”

    • Quando eu era pequenino lá em Barbacena…

      Certod dia, encontrei o Sr. Valdemir, de manhã bem cedo, com uma foice nas costas, indo na direção do campo. Perguntei a ele:

      – Está indo trabalhar, seu Waldemir?

      Ele respondeu:

      – Não, tô indo prá festa.

      Schin na rapaziada!

  4. A vara fake
     

    Xovê se eu entendi.

    O cara foi multado porque estava de barco, aparentemente pescando, numa área onde a presença humana era proibida.

    Ele alegou em sua defesa que não estava ali nem no dia e nem na hora da multa.

    Então, das duas uma: ou o lugar é fake ou o bolsonaro da foto é fake.

    Existe ainda a hipótese divina: Ele estava lá, mas estava no seu gabinete cumprindo agenda parlamentar.

    Ele é onipresente ou pode ter um gêmeo.

    O que que o  chiveta do ministro da Dilma tinha que estar sacaneando o cabra?

    Mesmo assim fica difícil explicar.

    Ele estava lá , na foto.

    Não estava lá de fato

    O lugar existe na foto e de fato.

    As hipóteses

    Ele não se identificou para a autoridade local – porque não estava lá ou estava lá mas não era ele.

    Ele não se identificou para a autoridade local – porque não era ele mas estava lá.

    Ele telefonou para o ministro da Dilma, mas não era ele, porque ele não estava lá, ele estava no gabinete

    A autoridade local não viu nada e se viu não era ele.

    Bom, a lógica do discurso do coiso é a lógica do seu próprio modo de ser.

    O cabra é cínico, mentiroso e confuso.

    Ou não é ele.

    Tinha que cancelar a multa mesmo.

    Multa, que multa?

     

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