A espantosa transformação de Jair Messias num animal monstruoso, por Sebastião Nunes

Porque sinto que, de provocação em provocação, de deboche em deboche, o genocida/ecocida Jair Messias chegará a um ponto tal de loucura que será derrubado, de uma forma ou de outra, pela própria insensibilidade.

A espantosa transformação de Jair Messias num animal monstruoso

por Sebastião Nunes

Os amigos pensaram, pensaram, pensaram – e nada decidiram. Picaram-se na veia, cheiraram, chuparam enormes baseados, engoliram, mastigaram – e nada. Sancho Pança olhou em volta e a única coisa que lhe chamou a atenção foi a nojenta figura do maior canalha do Brasil contemporâneo, Bolsonaro que, deitado de comprido, pastava como ruminante, de vez em quando babando e bufando.

“Estará ficando louco?”, pensou Sancho, mas logo concluiu que não: Jair Messias já era naturalmente louco, e mais louco não poderia ficar. Voltou a olhar para os amigos, que continuavam na mesma, tranquilos e na deles.

Sancho então decidiu ir em frente. No que deu um passo, olhou de novo para Jair Messias e soltou um berro:

– Gente, me acudam que estou vendo coisa!

Mais que depressa os amigos se aproximaram:

– O que foi, Sancho? – perguntou Sérgio Sant’Anna. – O que foi que você viu?

Nem precisou de resposta: bastou olhar para onde Sancho olhava para perceber que algo de muito estranho acontecia com Bolsonaro.

A METAMORFOSE DO GENOCIDA

Largando seus afazeres ligados ao ócio criativo, abandonando os instrumentos de que tinham lançado mão para se iluminarem, os amigos, assustados e amparados uns nos outros, viram desenrolar diante de seus incrédulos olhos a seguinte transformação inesperada, que descrevo como um políptico quadro a quadro, pois trata-se de uma única figura monstruosa, decomposta por mim em suas partes asquerosas.

Primeiro:

O focinho de Jair Messias se encompridou desmedida e aleatoriamente, de modo a se tornar parecido, mas não fielmente, com o de um jacaré. Escamoso e viscoso, de cor terrosa com pintas marrons, amarelas e pretas, narinas avantajadas, apontava para a frente, como se fosse uma arma das que costumeiramente empunhava.

Segundo:

Lenta, mas incessantemente, seus braços e pernas engrossaram e se cobriram de pelos escuros e densos, deixando de parecer humanos e se dobrando para o lado de dentro, como os de quadrúpedes, sendo que as mãos se tornaram garras afiadas com unhas salientes, enquanto as pernas, rompendo os farrapos de calças que vestia, se transformavam em troncos nodosos e cabeludos, terminados em garras similares às das novas mãos, ou patas, com unhas rombudas e sujas.

Terceiro:

O tronco, até então ereto, se dobrou aos poucos, assumindo a postura de animais que se locomovem de quatro, ao mesmo tempo em que a coluna se enrijecia, não sem antes dela irromperem pequenas protuberâncias a modo de corcovas ou gibas, não uma ou duas como em camelos e dromedários, mas diversas, e tantas, que entre uma e outra só restava o que poderia se chamar de oco, ou vão, ou depressão, ou grota miúda, até a giba seguinte, e assim sucessivamente até o singular rabo.

Quarto:

Da bunda, agora alevantada e alteada pela nova posição paralela ao chão, surgia, em movimento que se poderia chamar ondulatório ou serpentino, embora não houvesse contração muscular de expansão ou retração, alguma coisa tipo rabo, mas um rabo dos mais estranhos que já se viram, por multicolorido e apelativo (a modo de penas de arara ou pavão), a chamar para si, egoisticamente, o controle sobre o corpo.

Quinto:

Os olhos saltavam das órbitas, agigantados, raiados de sangue e inseridos em fundas cavidades de grossas bordas, à maneira das dos grandes macacos, encimados por sobrancelhas nada parecidas com qualquer outra já vista em animais terrestres, dotadas de pelos ásperos e emaranhados.

Sexto:

A boca se abria, desmesurada, alargada, de fortes mandíbulas, intermédias entre as de felinos (por natureza carnívoros) e as de porcos (capazes de tudo moer e triturar).

Sétimo:

Sexualmente, não se definia. Seios enormes, murchos, despencados e cabeludos, dos quais gotejavam fluidos sanguinolentos, apontavam para baixo, enquanto dois pênis gigantescos e repletos de bossas disformes voltavam-se, em curva, para o próprio ânus, como pretendendo se enrabar a si próprio.

Boquiabertos, Adão Ventura, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Luís Gonzaga Vieira, Manoel Lobato, Otávio Ramos, Sancho Pança e Sérgio Sant’Anna, atônitos, suando, de olhos esbugalhados, entreolharam-se mudos: “Que diabo de transformação é essa?”

Para representar a monstruosa criatura seria preciso recorrer aos bestiários medievais, aos monstros de Plínio, o Velho, em sua História Natural, ou, quem sabe, ao Livro dos Seres Imaginários, de Jorge Luis Borges.

No próximo episódio, veremos o que mais sucedeu ao monstruoso genocida Bolsonaro em sua extraordinária transformação física e, oportunamente, mental.

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