A Queda Para o Alto, de Anderson Herzer

Enviado por antonio francisco

Da Revista de História

Em 1982 foi lançado A queda para o alto, livro no qual Anderson Herzer narra sua sofrida trajetória de descoberta da sexualidade dentro de um órgão estatal hostil e violento. O livro virou um sucesso editorial.

O autor nasceu Sandra Mara, no interior do Paraná, em 1962. Teve uma infância dura, e nela todos os seus referenciais afetivos foram se perdendo. Aos 5 anos tomou forma a primeira lembrança que registra no livro: a visão do corpo do pai estendido no caixão, assassinado em uma briga de bar. Pouco tempo depois, sua mãe e sua avó paterna também faleceram. Adotado por um casal de tios, viveu conflitos com a nova família e seus problemas agravaram-se com a chegada da adolescência.

Após viciar-se em álcool, foi compulsoriamente internado pela família adotiva em várias instituições. Até que chegou à Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), responsável por adolescentes infratores. Ali experimentou novas drogas e, em meio aos horrores que vivenciou no contato com os agentes prisionais, aos poucos construiu sua identidade masculina. Assim que ingressou na instituição para menores, Herzer viu duas adolescentes tendo relações sexuais. A respeito de uma delas, constatou a identificação com sua aparência masculina: “era uma garota que mais tarde eu vim a conhecer como ‘um dos machões’ da Unidade. (…) Aquilo não me assustou, embora eu não soubesse de tal existência. De outro lado, sempre soube que desde a minha infância eu tive jeito de menino, chegando inclusive, numa festa familiar, a ser confundido com um garoto. Dentro de mim tinha um grande desejo de ter nascido menino”.

Leia também:  Nassif lança hoje livro ‘Walther Moreira Salles’, no Rio de Janeiro

Leia mais, no link

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/por-dentro-do-documento/para-romper-a-invisibilidade

http://saladelivros.blogspot.com.br/2011/04/resenha-queda-para-o-alto-de-herzer.html

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9 comentários

  1. Uma história comovente e de coragem

    Em 1982,  horas apenas após saber da morte de Herzer, decidi pesquisar a vida dela para montar um trabalho de final de curso, na disciplina Rádio, do curso de Jornalismo do Instituto Metodista de Ensino Superior, em São Bernardo. A fonte, além do próprio Suplicy, foram a então namorada de Herzer, a irmã dela e funcionários da Assembléia Legislativa, local em que ele, Herzer (era assim que Sandra se sentia e queria ser tratada)  trabalhava naquela época. O trabalho foi emocionante, envolvente, um grande aprendizado para quem estava se formando, como eu. Sempre que posso, desde então, falo de Herzer e empresto o livro (primeira edição) para amigos e quem mais queira conhecer a história daquela menina-homem sensível, apaixonada, sofrida, mas muito, muito corajosa. Bela lembrança o aritgo publicado aqui no Nassif.

      

  2. O SENTIMENTO DE CADA UM , E O RESPEITO

    SOU LUIS, CASADO A 23 ANOS ,BATISADO NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL DESDE 1991,. MINHA ESPOSA DEISE TBM BATISADA ORGANISTA DA CONGREGAÇÃO. ATÉ O DIA DE HOJE TODAS AS VEZES QUE ESTAMOS  JUNTOS  PARECE QUE SEMPRE É A PRIMEIRA VEZ DE NOSSAS VIDAS , O NOSSO AMOR FOI ABENÇOADO POR DEUS , SIM PREPADADO POR DEUS E TEMOS OS NOSSOS PROPRIOS RELATOS DO PODER DE DEUS EM NOSSAS VIDAS . TIVEMOS DUAS MENINAS LINDAS , POREM NO ANO DE 2010 MINHA FILHA PRIMOGENITA COM 17 ANOS NOS DISSE QUE IRIA EMBORA PARA SE JUNTAR COM UMA MENINA NORDESTINA DE 15 ANOS , FOI UMA BOMBA  EM NOSSAS VIDAS, EU TENTEI SAIR NA HORA DO MEU DESESPERO NA PANCADA , SEM ENTENDIMENTO ALGUM NA MINHA CABEÇA E DENTRO DOS MEUS PRINCIPIOS, LIGUEI PARA POLICIA E DISSE QUE A SITUAÇÃO JA ESTAVA ARMADA E EU IRIA PRENDE-LA DENTRO DE CASA , E POR MINHA INFELICIDADE O CEL. ESTAVA NO VIVA VÓZ, E A POLICIAL ME DISSE QUE JAMAIS EU PODERIA PRENDE-LA POIS SERIA UM ATO CRIME DE MIM E DE MINHA ESPOSA, E DISSE QUE ELA TERIA A LIBERDADE DE IR E VIR E NADA ADINTARIA DE FAZER ISSO . AMIGOS POR FIM RESUMINDO TUDO ELA FOI EMBORA PARA SOROCABA MORAR COM MINHA FAMILIA , NADA FOI POSSIVEL FAZER PARA MUDAR ESTA SITUAÇÃO . POIS ELA VOLTOU PARA ITAPECERICA DA SERRA SP , ALUGOU UMA CASA DE FUNDOS EM UM BAIRRO BEM PERIGOSO , E ALI FICOU TRABALHANDO E VIVENDO , POIS ELA COMEÇOU A NOS VISITAR E NÓS NAQUELA LUTA METRALAHANDO A CEBECINHA DELA E DEUS NOS COLOCOU UM CONFORTO EM NOSSO CORAÇÃO , E ASSIM FOI  E COMEÇAMOS A PARTICIPAR MAIS DE SUA VIDA INFELIZMENTE AMOROSA, MAS O NOSSO AMOR FALA MAIS ALTO , E ELA TRABALHANDO EM UMA PADARIA NESTE BAIRRO  COM O NOME DE CALU , O PATRÃO FAZENDO ELA DE CAPAXO E UM CERTO DIA ELA NOS LIGOU CHORANDO E DIZENDO QUE ESTAVA  PASSANDO  MUITO MAL E O PATRÃO MANDANDO ELA FICAR TRABALHANDO . POIS MINHA ESPOSA FOI ATÉ O LOCAL E A TIROU DO ESTABNELECIMENTO E A TROUXE PARA NOSSA CASA, DESTE DIA EM DIANTE TUDO MUDOU PARA AQUELA MENINA , COM O NOSSO CORAÇÃO PARTIDISSIMO CHORAMOS JUNTOS E SABENDO QUE TINHAMOS CONDIÇÕES DE PODER RESGATA-LA DAQUELA SITUAÇÃO, MINHA ESPOSA ME CHAMOU SENTOU NA CAMA CHORANDO E ME DISSE , AMOR NÓS TEMOS ESTA CHACARA LINDA QUE DEUS NOS DEU , COM 5 ,IL MTS QUADRADOS E NOSSA FILHA MORANDO EM UMA FAVELA , EU NÃO SEI MAIS ESTOU SENTINDO ALGO DE DEUS QUE ME MANDA FALAR A VC , FALA BEM ENTÃO OQUE ACONTECEU ? EU QUERIA QUE A NOSSA FILHA SAISSE DAQUELE LUGAR E VIESSE PERTO DE NÓS , E EU SEI QUE A MINHA ESPOSA QUE EU TANTO AMO ESTAVA SE ACABANDO EM  E AMARGO CORAÇÃO JA TINHA MUITOS ANOS , E EU DISSE PARA ; VAMOS AFAZER ISSO MEU AMOR , DAREMOS UM  TERRENO PARA ELA FAZER A CASA DELA COM A AMIGA DELA , AMIGOS SENHORAS , SENHORES E IRMÃOS. HOJE TENHO MUITA COISA A DIZER A TODOS VCS , CORTEI ESTE TESTEMUNHO BEM MAIS DA METADE , MAS HOJE CONVIVEMOS TODOS JUNTOS MAS DE UMA MANEIRA DIFERENTE , NÓS AJUDAMOS COM TUDO OQUE UM SER HUMANO P´RECISA , NÓS NÃO ACEITAMOS A SITUAÇÃO , DE MANEIRA ALGUMA , MAS VIVEMOS UM A UM ,RESPEITANDO UM AOS OUTROS, ENTÃO A MORAL DE TUDO É O RESPEITO  POR TER UM MEBRO DA FAMILIA  QUE NÃO O  FAZ FELIZ , DEPOIMENTO DE LUIS AUGUSTO 

    • O Senhor ainda precisa

      O Senhor ainda precisa aprender a respeitar e entender sua filha. Ela não os faz infeliz, ela se faz feliz sendo sincera com ela mesma, nasceu assim. Paz

  3. O livro que mais me marcou

    Li quando tinha uns 12 anos de idade e ele moldou meus valores e a defesa irrestrita dos direitos humanos e o respeito a forma de viver do próximo.

    É um livro triste, mas imperdível.

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