Brasil tem pouco a comemorar no próximo Dia Mundial do Meio Ambiente

País contabiliza níveis recordes no desmatamento da Amazônia, e falta de água pode levar a apagões de energia elétrica nos próximos meses

José Cruz - Agência Brasil

Jornal GGN – O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado globalmente no próximo dia 05 de junho, mas o Brasil tem pouco o que celebrar: em abril deste ano, o país registrou o maior índice de desmatamento de sua história, ao mesmo tempo que vê outros problemas avançando com velocidade.

Dados da plataforma Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já contabilizam um total de 36.226,09 km² em avisos de desmatamento somente na área da Amazônia Legal. Fatores como a destruição dos mananciais, a derrubada das florestas e, também a seca dos rios comprometem tanto a economia como a vida humana.

“A mudança no regime de chuvas está ligada às mudanças climáticas, muita chuva de uma vez só ou, como agora, a maior seca dos últimos anos na região sudeste, a maior consumidora de energia do país. Não preservamos nossas nascentes e florestas e agora estamos sofrendo com a seca. Isso não é azar, como apontam as autoridades do governo, isso é consequência da ação do ser humano”, disse o diretor executivo da Cátedra Escolhas Economia e Meio Ambiente, Sérgio Leitão, em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

Tal pronunciamento fica evidente com o aviso emitido pelo Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) na última sexta-feira (29), de que uma emergência hídrica pode levar o país a sofrer com apagões. A situação é especialmente crítica em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná — e essa condição vai se estender de julho a setembro de 2021. Esse é o primeiro alerta desse tipo em 111 anos e leva apreensão à população, às indústrias e à entidades do meio ambiente.

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