Milhares de pessoas em todo mundo aderem Greve Global pelo clima nesta sexta

No Brasil protestos, abraçados sobretudo por estudantes, estão previstos para acontecer em 38 cidades, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro

Foto: Observatório do Clima

Jornal GGN – Puxada pela Coalizão pelo Clima, frente composta por 70 organizações ambientalistas, coletivos, movimentos sociais, centrais sindicais e ativistas do mundo inteiro, acontece nesta sexta-feira (20) a terceira Greve Global pelo Clima, também chamada de Greve pelo Futuro. Os atos de hoje são esperados em mais de 150 países, inclusive no Brasil.

Na Austrália, as informações são de que mais de 300 mil manifestantes foram às ruas em 110 cidades. Na Alemanha, atos foram registrados em vários pontos. Em Berlim, por exemplo, ciclistas tomaram as ruas da cidade e cerca de 10 mil pessoas são esperadas em um ato em frente ao portão de Brandemburgo.

No Brasil, estão programados protestos em 38 cidades, incluindo nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro (agenda no final da matéria).

A manifestação acontece próximo da Cúpula de Ações Climáticas da ONU, que ocorrerá na próxima semana, a partir do dia 23, em Nova York. O objetivo é exigir ações concretas contra as mudanças climáticas.

“Estamos lutando por nós, pelos nossos amigos, pela nossa família e pelo rapaz que mora na nossa rua. Lutamos porque é essa a nossa obrigação”, explica Katie Eder, ativista de 19 anos responsável por três organizações dedicadas ao meio ambiente e ao impacto social.

Uma das vozes que inspiram os atos é da ativista sueca Greta Thunberg, de apenas 16 anos. Há cerca de um ano, a estudante iniciou um protesto solitário em frente ao Parlamento sueco com um cartaz propondo uma greve escolar pelo clima.

A jovem acabou se tornando um ícone na luta contra as mudanças climáticas motivando a paralisação em mais de 3,5 mil cidades de 161 países. A maior delas aconteceu em 15 de março reunindo 1,6 milhão de estudantes no mundo inteiro.

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Nesta sexta-feira (20), Greta lidera a passeata em Nova York, cidade-sede das Nações Unidas. Segundo informações de jornais locais, autoridades permitiram que todas as crianças, cerca 1,1 milhão, deixassem de comparecer às aulas para aderir à greve pelo clima.

Na quarta-feira (18), Greta entregou um relatório do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas da ONU para membros do Congresso americano. O documento fala da necessidade de ações imediatas para evitar o aumento das temperaturas globais até 2030.

Por conta do ativismo ambiental, Greta foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz e, nesta semana, recebeu o prêmio de direitos humanos Embaixador da Consciência, concedido pela ONG Anistia Internacional.

*Com informações da DW/Agência Brasil/Brasil de Fato

 

 

Agenda Greve Global pelo Clima, 20 de setembro.

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