PF conclui inquérito e indicia 8 pessoas por tragédia em Mariana

 
Jornal GGN – Em Minas Gerais, a Polícia Federal divulgou que o inquérito sobre o rompimento da barragem da Samarco em Mariana foi concluído. De acordo com a PF, oito pessoas foram indiciadas por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural. A Vale, a consultoria VogBR e a própria Samarco também foram indiciadas.
 
O rompimento da barragem do Fundão, considerado o maior desastre ambiental do país, ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, e destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, deixando 19 mortos. Também foram afetadas cidades ao longo da bacia do Rio Doce. 
 
Com o inquérito concluído, a Polícia Federal apontou diversos fatores que causaram o rompimento, como a falta de drenagem da água, falha no monitoramento da estrutura, equipamentos defeituosos e elevada saturação dos rejeitos de minério. O inquérito diz que a barragem estava sem responsável técnico desde 2012 e que foram devastados 1.176,44 hectares de mata, sendo 774,23 hectares de áreas de preservação permanente.

 
Ontem (8), o Comitê Interfederativo, criado para acompanhar o cumprimento do acordo firmado pela mineradora para recuperar os danos, deu prazo de 10 dias para que a empresa detalhe como irá conter os rejeitos de minério que ainda escoam pela bacia do Rio Doce.
 
Do G1
 
 
Em janeiro, polícia já havia comunicado sete dos indiciamentos. Três empresas também são responsabilizadas por crimes ambientais.
 
A Polícia Federal em Minas Gerais informou, nesta quinta-feira (9), que concluiu o inquérito sobre o rompimento da barragem de Fundão em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e a consequente contaminação do Rio Doce e da área costeira, no Espírito Santo. Segundo a corporação, oito pessoas e a Samarco, a Vale e a consultoria VogBR foram indiciadas por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural.

As investigações foram finalizadas após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir pelacompetência federal para o julgamento do caso, após todos os procedimentos terem ficado suspensos por mais de dois meses, conforme informou a PF.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Federal apontou vários fatores como causa do rompimento da barragem, dentre eles falta de drenagem de água, falha no monitoramento da estrutura, equipamentos com defeito e elevada saturação dos rejeitos de minério. Ainda segundo a PF, Fundão estava sem responsável técnico desde 2012.

Ainda segundo o inquérito, foram devastados 1.176,44 hectares de mata, sendo 774,23 hectares de áreas de preservação permanente.

As empresas Samarco, Vale e VogBR disseram que ainda não tiveram acesso ao inquérito e, por isso, não vão comentar.

Em janeiro, antes da conclusão do inquérito, aSamarco, a Vale (dona da Samarco), a empresa VogBR – consultoria responsável pela declaração de estabilidade da barragem – e sete executivos e técnicos já havim sido indiciados. Dentre eles,  o diretor-presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi. Agora, com a conclusão, uma oitava pessoa seria  responsabilizada.

Os nomes ainda não foram divulgados. O delegado responsável pelo caso vai conceder coletiva na tarde desta quinta-feira (8).

Indiciamentos
Em janeiro, a Polícia Federal informou que, além do então presidente sa Samarco, também haviam sido indiciados o coordenador de monitoramento das barragens, a gerente de geotecnia, o gerente geral de projetos e responsável técnico pela barragem de Fundão, o gerente geral de operações, o diretor de operações, e o engenheiro da VogBR – consultoria responsável pela declaração de estabilidade da barragem, emitida em laudo de julho de 2015.

De acordo com a Polícia Federal, eles foram indiciados por causar poluição em níveis que “resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”, como previsto no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais.

Desastre ambiental
A barragem de Fundão se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e afetando Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, além das cidades de Barra Longa e Rio Doce.

Os rejeitos também atingiram mais de 40 cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. O desastre ambiental, considerado o maior e sem precedentes no Brasil, deixou 19 mortos.

 

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