Aniversário de Maria Lúcia Godoy, celebre com Bachianas nº 5

Há 90 anos nascia Maria Lúcia Godoy. E falar desta grande soprano mineira é lembrar da famosa gravação das Bachianas brasileiras nº 5, de Villa-Lobos. Ela se notabilizou por interpretar o maestro brasileiro, e entrou para o Olimpo das boas lembranças com a belíssima nº 5.

Maria Lúcia começou a trilhar o caminho da música no Rio de Janeiro, estudando com Pasquale Gambardella. Voou alto e fez o aperfeiçoamento na Alemanha, graças a uma bolsa de estudos.

Foi a solista principal do Madrigal Renascentista, regida pelo maestro Isaac Karabtchevsky, com quem foi casada. E o caminho foi percorrido, tornando-se cantora de câmara e solista sinfônica, com recitais em grandes metrópoles do Brasil e do mundo.

A soprano teve algumas participações especiais em filmes. Os Senhores da Terra, Navalha na Carne e Poeta de Sete Faces são alguns deles. No último entoou a Cantiga do Viúvo, música de Villa-Lobos sobre o poema de Drummond.

http://youtu.be/DUWtEmrp9sU height:394]

Maria Lúcia Godoy é uma das maiores cantoras brasileiras de sua geração, aliando a técnica vocal apurada a seus dons de interpretação, que permite seu ir e vir pela obras clássicas elaboradas até as populares. Contam um conto em que Bidu Sayão a teria considerado “sua única sucessora”.

Tem em seu repertório uma profusão de sons. Vai de modinhas imperiais até os consagrados autores contemporâneos, como Edino Krieger, Cláudio Santoro, Ronaldo Miranda, Marlos Nobre, Waldemar Henrique, Hekel Tavares, Tom Jobim, Milton Nascimento, Chico Buarque de Holanda e Wagner Tiso, e tantos  outros —, passando por cançonetas napolitanas e serestas.

Ela interpreta os mais importantes papeis do repertório de ópera, como Lola (Cavalleria Rusticana), Liú (Turandot), Mimi (La Bohème), Rosina (O Barbeiro de Sevilha), Siebel (Fausto), Pamina (Orfeu), Querubino (Bodas de Fígaro), Dorabella (Cosi Fan Tutte), e outras. Interpreta, ainda, obras de grande complexidade, como as canções sinfônicas “Shehérazade”, de Maurice Ravel, com a Orquestra Sinfônica de Houston.

Leia também:  Edileusa Lóz - mais uma vítima dos desvios na pandemia, por Marília Guimarães

É considerada a maior intérprete de Villa-Lobos, tendo gravado as 14 Serestas, a Bachianas nº 5, várias canções e a Suíte para Voz e Violão. Maria Lúcia cantou em homenagem ao translado dos restos mortais de Dom Pedro I ao Brasil, no Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa. E, a convite do presidente Juscelino Kubitschek, foi a voz maviosa na cerimônia de inauguração de Brasília.

http://http://youtu.be/vPvkysq3sI8 height:394

[video:http://http://youtu.be/BF-6iyTb_I4 height:394

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15 comentários

  1. Viva Maria Lúcia Godoy!

    A mais bela cena do cinema brasileiro, ao som da Bachiana nº 5, cantada por Maria Lúcia Godoy. O beijo de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, clássico do cinema moderno, lançado há 50 anos. No enterro de Glauber, em 1981, Maria Lúcia cantou de novo o clássico de Villa-Lobos, ao lado do túmulo do cineasta, depois de um discurso veemente de Darcy Ribeiro.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=IK6qxcoSLUM%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=aKjAovc7YC4%5D

     

    • Jair

      Esse trecho do enterro de Glauber faz parte do otimo documentario Labirinto do Brasil sobre Glauber Rocha. Não sei se viu o filme ? E é engraçado vê-lo andando por Paris, nos anos 70, falando mal da rede de cinemas Gaumont, que controla até hoje uma boa parte do que sai nas salas do cinema francês. 

      Abraço.

      • Vi, Maria Luisa. É muito

        Vi, Maria Luisa. É muito interessante e didático sobre essa grande figura da cultura brasileira, tão inteligentre, louco e criativo. Mas mais interessantes são os filmes do próprio Glauber, como curta sobre o do velório e enterro de Di Cavalcanti, em que propõe um Kuarup, uma festa e não a tristeza, como no filme de Silvio Tendler, no próprio enterro do Glauber. Abraços.

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=TzkjlWFa8so%5D

         

  2. Oh! Minas Gerais

     

    MARIA LÚCIA GODOY

    “Foi-se o ferro de Itabira? O ouro não se destrói: Está na voz da mineira Maria Lúcia Godoy”     Drummond

    Maria Lúcia é natural de Mesquita, cidade da zona rural que integra a Região Metropolitana do Vale do Aço – MG

    “A luz tem sido, ao longo da História da Arte, um dos mais instigantes aspectos explorados pelos artistas. Em seus trabalhos, Rui de Paula estuda as gradações luminosas com grande maestria. Assim, a claridade brasileira, que caracteriza tanto nosso país, se incorpora de maneira natural e absoluta nas telas desse artista, fazendo de seu trabalho, um marco na pintura de Minas Gerais, onde ainda vive e trabalha” – Yara Tupinambá

    Das experiências de Rui de Paula em exposições internacionais, merecem destaque:

    – Grimm Galeria de Arte – Kadar/Iraque – 1988

    – Colombo Arte Gallerie – Place Du Sablon – Bruxelas, Bélgica – 1994

    – Lloyd’s Art Center – Fort Collins, Colorado/USA 2003

    – Martha Ellen Gallery – Windsor, Colorado/USA 2003

    – Óscar Galeria de Arte – Lisboa/Portugal 2008

    As informações e as imagens acima foram publicadas no site do outro arteiro e raizeiro – pintor tarado pelas nossas raízes – o José Rosário de Dionísio, MG, o autor das fotos abaixo, sobre o encontro de bandas de música na sua cidade que integra o Colar Metropolitano do Vale do Aço.

    O blog bonito do José Rosário taquí ó:

    http://joserosarioart.blogspot.com.br/2011/06/rui-de-paula.html

  3. Vieni Sul Mar

     

    (tradução) 

     

    [video:http://youtu.be/qjPpFe4dzbo width:600 height:450]

     

    Vai, acorde garota, a lua

    Estende um raio assim caro sobre o mar,

    Vem a mim, te espera o escuro

    Fiel barco do teu marinheiro.

     

    Mas tu dormes, e não pensas ao teu fiel,

    Mas não dorme quem vive de amor.

    Eu de noite vôo até ti na praia

    E de dia vôo até ti com o coração.

     

    Vem ao mar,

    Vem a vogar,

    Sentirás o êxtase

    Do teu marinheiro.

     

    Adeus portanto, descanse, e amanha

    Quando o alvorecer a acordar-te virá,

    Em lugares distantes distantes

    O infeliz timoneiro será.

     

    Mas tu dormes, e não pensas ao teu fiel,

    Mas não dorme quem vive de amor.

    Eu de noite vôo até ti na praia

    E de dia vôo até ti com o coração.

     

    Vem ao mar,

    Vem a vogar,

    Sentirás o êxtase

    Do teu marinheiro.

     

    Desde aquele dia que te conheci,

    Oh garota deste meu coração,

    Esperança e paz por ti perdi

    Porque te amo de um imenso amor.

     

    Entre as belas tu és a mais bela,

    Entre as rosas tu és a mais delicada,

    Tu do céu és brilhante estrela

    E na terra és beleza divina.

     

    Vem ao mar,

    Vem a vogar,

    Sentirás o êxtase

    Do teu marinheiro.

     

    Vem ao mar,

    Vem a vogar,

    Sentirás o êxtase

    Do teu marinheiro.

     

    [video:http://youtu.be/nHUkvIJI_dU width:600 height:450]

  4. Oh! Vieni Gerais

     

    Vieni Sul Mar

    É uma canção tradicional italiana que recebeu considerável atenção dos cantores mais populares das gerações mais antigas no mundo da música clássica, incluindo Enrico Caruso, Tito Schipa, Giuseppe di Stéfano e Mario Lanza. Apareceu em vários filmes em meados do século XX, incluindo um com os Três Patetas, em 1945, quando foi cantada por Gino Corrado.  
    A abertura da canção e seu desenvolvimento são encantadores. O texto de Vieni Sul Mar (Venha para o mar) conta a história de um marinheiro fisgado pelo amor, que roga à sua namorada para sair com ele para o mar e “sentir o êxtase do seu marinheiro!” 

    É uma canção tradicional clássica, mas ainda muito popular que atinge a um público amplo, incluindo apreciadores de ópera. Não se sabe com precisão quando ela foi composta, supondo-se que seja anterior a 1900 ou até mesmo do período da Renascença, 1400-1599. 

    Oh! Minas Gerais

    A canção Oh, Minas Gerais! tida por alguns como o hino oficial do Estado, é originária da valsa italiana “Vieni Sul Mar” com letra adaptada por José Duduca de Moraes, cantor e autor de mais de 200 músicas. A obra italiana chegou ao Brasil através das companhias líricas que apresentavam-se no país no fim do século XIX e início doséculo XX e teve sua primeira versão brasileira escrita por Eduardo das Neves em homenagem ao couraçado brasileiro batizado com o nome do Estado de Minas Gerais. Eduardo Sebastião das Neves, cujo apelido era Nego Dudu (RJ1874 — RJ11/11/1919) foi um palhaço,poetacantorcompositor e violonista brasileiro. É pai do músico Cândido das Neves

    O primeiro registro em áudio, já contava com a letra adaptada por José Duduca de Moraes data de 1942. A ela, seguiram-se muitas outras gravações, incluindo a de Francisco Alves (o Chico Viola) nos anos 40, com a tradução da letra original “As Ondas do Mar”,  que teve também uma adaptação e gravação de Manézinho Araujo e De Morais, já com o Oh, Minas Gerais!. Tonico e Tinoco,  Milton Nascimento, muitos outros cantores brasileiros e vários corais mineiros também gravaram a canção, Oh, Minas Gerais!

    Oh! Minas Gerais é cantada em serestas e, qualquer grupo de mineirinho come quieto que se reúne em volta de um violão, um acordeão, um piano ou qualquer instrumento mnusical, canta esta música. A mineirada costuma chorar nessa hora, porque a música toca fundo o coração das pessoas. E o parceiro sabe, nóis, os mineiros, somos uns bichos meio bestas, pra chorar não custa nadica de nada. 

    Então, vamos fazer duas coisas:

    Primeiro: o parceiro entra no Youtube e chama o Pavarotti, o Andréa Boccelli, o Enrico Caruso, uma dupla chamada BZN, chama o Francisco Alves, e escuta Vieni Sul Mar.

    Segundo: dê uma espiada na letra do refrão do Oh, Minas Gerais!, solte a voz e dana a cantar e vê se ela não é de cortar o coração e fazer o neguinho chorar…

    Texto: http://leliocesar.blogspot.com.br/2012/05/cultura-in-util.html

    [video:http://youtu.be/mZKHK_wuU8Y width:600 height:450]

    • Multimidiático Guru

       

      Minhas reverências ao amado Mestre Russo!

      Meu Parça, você, que é contemporâneo do Noé – da arca, aquelas coisa, sabe como? – com certeza, lembra do fossilizado telegrama?

      Não tínhamos a facilidade de introduzir imagens coloridas e não tínhamos a profusão de arquivos que são disponibilizados na Internet – viva a WEB.

      Fico, muitíssimo à vontade, para copiar e colar, sem vergonha e sem medo de ser feliz, algo que, penso, vai dar uma vibração além do som, considerando-se que não, nunca, jamais farei uso comercial das ilustrações aos posts que intervenho.

      Você, um Guru que, efusivamente, “diz como diz o dito e coletou, durante toda a sua vida, as pérolas ouvidas deste povo sabido, de pessoas que usam os dizeres por décadas, ouvidas de antepassados, ou mesmo de passagem, e assumidos pela vida afora”, não vai apelar contra as licenciosidades patéticas e poéticas do seu admirador virtual – ou vai?

      Vou, logo, avisando: se ficar “mordido”, o nobre Comandante será, por mim, desafiado ao duelo mortal que será, teatralmente, apresentado na praça principal de São Bernardo das Éguas Russas, localizada na frente da igreja da foto, onde você receberá a extrema-unção do sonolento padre da comarca – aquele padreco preguiçoso, contador de piadas e amante do jogo de cartas.

      Garanto que a “coisa vai ficar russa pro seu lado”, Cearazinho Invocado.

      E, mais, não vamos usar espadachim – muito bichoso, pro meu gosto.

      Vamos na base da peixeira mesmo – aquela que, por ser politicamente, incorreta, eu adoro.

      Em tempo: se você “der prá trás” e não aceitar o desafio, terá que testemunhar, no Cartório local, que “tremeu nas bases e medou”.

      Como bom mineiro – “dou um boi prá não entrar e uma boiada prá não sair da briga” – também sou condescendente e, prá não perder a viagem, vamos procurar um boteco fuleiro prá tomar umas margosas e jogar conversa fora.

      Se contares histórias sobre o Patativa do Assaré, voltarei a ser seu amigo e, aí, poderemos também falar do Jakson do Pandeiro, do João do Vale e do Gonzagão, deixando as véinhas que você adora de lado – “assim você me mata” – pelo amor de Deus!

      Se passar uma “novinha” montada em uma bicicletinha desengonçada ou em uma égua russa desbotada ou a pé, vou convidá-la prá tomar umas cachaças – pode ser “dá rúim”, mesmo, que vocês produzem por aí – e, para impressioná-la, vou pedir umas 200 gramas de salame que fica empoeirado e dependurado no fundo do boteco por anos a fio.

      Montado na égua russa…

      See you later!

      Fui!

  5. ‘Quem te conhece não esquece jamais!’

     

    A melodia de ‘Oh, Minas Gerais’ foi sampleada da valsa italiana ‘Vieni Sul Mar’

    A composição do hino – não oficial – ‘Oh! Minas Gerais’ é de José Duduca de Moraes

    [video:http://youtu.be/CVZduG_i8yw width:600 height:450]

    A letrista Maria Lúcia Godoy revela-se inteira moiçola da roça em ‘Serenata em Minas Gerais’

    “Abria a janela e olhava

    O longe azul das montanhas

    Sino da Igreja de Lourdes

    Batia a Ave Maria

    Fazia em nome do Padre

    O horizonte incandescia

    E minha alma se escondia

    No ouro do sol morrente

    Um cheiro bom de guisado

    Se evolava da cozinha

    E minha mãe me chamava

    Na mesa posta, as terrinas

    Feijão grosso, angu, torresmo

    Lombinho de porco assado

    Couve picada fininha

    De sobremesa, arroz doce

    De cidra e queijo de Minas

    Pra completar, cafezinho

    Quente e ralo, assim convinha”

    “Na cabeceira da mesa

    Meu pai, voz grossa e macia

    E a conversa se fazia

    Sobre tudo se falava

    Meus irmãos tumultuavam

    Cinco homens, cinco meninas

    Minha mãe olhava tudo

    De vez em quando sorria

    Na neve do jasmineiro

    A noite se embranquecia

    Amigos vinham chegando

    Violões apareciam

    Já nascia a madrugada

    Mas dormir ninguém queria”

    [video:http://youtu.be/zOhbSWR2XN4 width:600 height:450]

    O café cheirosinho e gostoso foi pintado pelo caipirão Rui de Paula

     

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