Alguém ficou muito nervoso com a influência de LaRouche no Brasil

Sugestão de Rogério Mattos

Da Executive Intelligence Review

Alguém ficou muito nervoso com a influência de LaRouche no Brasil

por Lyndon LaRouche

A revista Veja de 12 de janeiro de 2019 abriu suas páginas para uma longa difamação de Lyndon LaRouche e do Instituto Schiller, camuflado como um ataque a Murilo Resende, então recémnomeado pelo governo Bolsonaro para um cargo mediano no Ministério da Educação. O autor, Eduardo Wolf, PhD em filosofia pela Universidade de São Paulo, denunciou Resende por plagiar um artigo publicado pelo movimento de LaRouche nos idos de 1992, intitulado “Nova Idade Média: a Escola de Frankfurt e o ‘politicamente correto’”. Depois de se ocupar com o assunto do referido plágio, enquanto fazia uma defesa total da Escola de Frankfurt, Wolf foi para a questão em pauta: difamar Lyndon Larouche.

Mas, como se diz, quem tem telhado de vidro não pode jogar pedras. O patético sofisma de Wolf foi ele mesmo plagiado diretamente de um livro de Dennis King, de 1989, que caluniava LaRouche por ser “anti-semita”. Wolf repetidamente faz referência ao suposto anti-semitismo de LaRouche ao se referir a coisas tais como “uma manipulação da psicanálise (judia) de Freud conduzida pelos (judeus) frankfurtianos  (…) uma tese propagada pela (judia) Hannah Arendt. A razão de Wolf colocar por todos os cantos, em parênteses, “judeu” e “judia” é porque em nenhum lugar LaRouche falou algo do tipo – é uma difamação completa de Wolf, e de Dennis King antes dele. King, financiado pela direitista Fundação Smith-Richardson, foi o pioneiro dessa forma de ataque mentiroso a Lyndon LaRouche ao simplesmente dizer que sempre que LaRouche fala “britânico” (i.e., o  “imperialismo britânico”, os “interesses financeiros britânicos”) ele na verdade quer dizer “judeus”.

Leia também:  Parcialidade de Moro e Vaza Jato repercutem no Financial Times

De todo modo, não existe no artigo de Wolf nenhuma crítica factual a LaRouche. Um exemplo disso é sua tentativa sarcástica de desacreditar a campanha do Instituto Schiller “em favor do que se chama o ‘Verdi pitch’, um sistema de afinação que  querem ver reconhecido e adotado oficialmente nas execuções de música clássica”. Talvez Wolf e seus patrocinadores na revista Veja deveriam investigar por que Plácido Domingo, Luciano Pavarotti, Carlo Bergonzi, Renata Tebaldi e muitos outros apoiam o chamado do Instituto Schiller para um retorno ao “Verdi pitch”.

Wolf também denuncia Resende por ser um seguidor do “filósofo” direitista Olavo de Carvalho, que dizem ter uma influência significativa dentro do novo governo Bolsonaro. Wolf também ínsinua maliciosamente que LaRouche, que segundo ele é acusado de “fanatismo, teórico da conspiração e anti-semita” tem o mesmo perfil de Olavo. Novamente, Eduardo Wolf, com PhD e tudo, não fez o dever de casa.

Nos idos de setembro de 2001, logo após o 11/09, Olavo de Carvalho acusou a Rússia e a China pelo ataque terrorista.: “Eu penso que se realmente houve essa participação chinesa, o que é muito possível, então esse é um processo para provocar uma guerra (…). Essa é uma operação de agentes altamente treinados do serviço secreto, essa é uma operação da KGB”. Ele então começou a clamar por grande represália norte-americana mundo afora, e que qualquer jornal ou outros oponentes de sua abordagem deveriam ser sujeitos a um julgamento sumário por “apologia ao crime”. Lyndon LaRouche respondeu em 21 de setembro de 2001:

Leia também:  Menos de 7% dos territórios quilombolas reconhecidos têm títulos de propriedade

“A julgar pela sua diatribe, Olavo de Carvalho provavelmente está pronto para o tratamento de Pasteur para raiva. Isso é como a Revolução Francesa. Temos que olhar para o que está por detrás  desse babujar, vindo tanto da direita quanto da esquerda (…). São os globalistas que querem um choque de civilizações, e eles estão tentando executar um golpe de Estado dentro dos EUA para levar isso a efeito. Existem algumas pessoas que  estão fanaticamente em estado de negação a respeito do componente interno do golpe intencionado nos EUA. Eles demonstram covardia intelectual face às evidências, e preferem ir matar o gato do vizinho. Eles têm medo da realidade e assim querem ir bombardear lá fora gente de pele escura”.

Isso nos traz de volta para a questão real levantado pelo lamentável sofisma de Wolf: alguém, e não só dentro do Brasil, anda ficando muito nervoso com a influência de LaRouche nesse país. Tem isso a ver com todas as questões estratégicas urgentes que Wolf se esquece de mencionar sobre LaRouche: seu chamado à reorganização do falido sistema financeiro transatlântico; um novo sistema de crédito para financiar projetos de infraestrutura de alta tecnologia, como os da Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota; a ênfase em ciência e tecnologia avançada, incluindo fusão e a exploração espacial; e um acordo das Quatro Potências, EUA, China, Rússia e Índia, para lançar tal política?

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  TV GGN: porque a mídia embarcou na Lava Jato

7 comentários

  1. Lyndon LaRouche

    Acompanhava os artigos do Lyndon LaRouche e sua visão é bem superior a visão dos Olavistas como a do diplomata Ernesto Araújo. Lyndon LaRouche SEMPRE apontou o lado sombrio do capital pelo capital e do distanciamento dos lucros da economia real e do desenvolvimento tecnológico. A sociedade americana se afogou no consumo, numa tendência de comportamento insustentável.

    Lyndon LaRouche realmente acusa os banqueiros Ingleses e Holandeses pelo estado atual de coisas. Tudo

    Todos sabem que ocorreram várias explosões de bolhas, por isso os endinheirados estão comprando ativos reais, para depois iniciar outro ciclo de empobrecimento do mundo em favor dos 0,0001%.

    Olavo de Carvalho é limitado demais da conta.

  2. Este artigo é muito estranho

    Espero que Wolf venha se defender, não conheço LaRouche,  mas pelas circurstâncias atuais sou obrigado a escutar o que Olavo anda falando.  Mas  o texto vem  como sendo de autoria de LaRouche, mas LaRouche fala na terceira pessoa sobre La Rouche, o que talvez seja a síndrome de Edson Arantes do Nascimento.

    De qualquer forma um Frankfurtiano, deve ter escrito muito mais do que consta neste artigo e os argumentos de LaRouche sobre LaRouche parecem um tanto forçados. Chamar de plágio a menção ao  antisemitismo é um tanto forçado, e dizer que as idéias de LaRouche não são similares a de Olavo, porque um dia LaRouche discordou num único ponto de Olavo, me parece ser uma jogada retórica, a la Olavo. 

    De qualquer forma esta briga entre Olavo e LaRouche  talvez nos traga  muito pouco.

     

    • Frederico, se você viu a

      Frederico, se você viu a referência, o texto não é de LaRouche, mas da Executive Intelligence Review. É uma nota da revista fundada por LaRouche (que não atua mais, está com quase 100 anos) contra um artigo que entenderam ser calunioso, publicado na revista Veja. Em relação ao Olavo de Carvalho, é um ponto entre os demais criticados no texto, como o livro do Dennis King.

      Talvez o mais importante seja o último parágrafo, a menção às propostas econômicas defendidas por LaRouche. São propostas históricas ainda hoje defendidas por sua organização política. Se uma leitura superficil do texto acaba por produzir um comentário completamente equivocado, o desconhecidmento dessas propostas faz de qualquer crítica, como a de Woolf, ser superficial ou até mesmo mal intencionada.

    • Seis por meia dúzia

      O cara quer nos vender a troca do Olavo de Carvalho por LaRouche (who?!?). E por meio da boa e velha paulada na USP (caríssima ao Olavo e seus seguidores…).

      Sinceramente, deplorável o espaço concedido neste site para um texto desse nível (abaixo da linha da miséria intelectual).

  3. para iniciantes: sempre que você ler a palavra “globalistas” traduza para neo-conservadores, neo-liberais ou capital transnacional.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome