O repórter do Estadão preso na Líbia

Do Estadão.com.br

Repórter do ‘Estado’ está preso na Líbia

Estadão.com

O repórter Andrei Netto, correspondente do Estado em Paris que estava na Líbia cobrindo os confrontos entre rebeldes e forças do regime de Muamar Kadafi, está preso a oeste da capital Trípoli. A embaixada brasileira está tomando as providências para liberá-lo.

O Estado havia perdido todo contato direto com Netto. Até domingo, o Estado recebia informações indiretas de que seu repórter estava bem, escondido na região de Zawiya – cenário de violentos confrontos entre Kadafi e os insurgentes, a 30 quilômetros de Trípoli. A comunicação direta com a redação – por meio de telefonemas e e-mails – havia sido propositadamente cortada por segurança, afirmavam fontes líbias.

O governo brasileiro, a Embaixada da Líbia no Brasil, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a ONU e vários veículos de comunicação do Brasil e do mundo estão colaborando no sentido de garantir a integridade física e segurança do repórter.

Do Estadão

Repórter do ‘Estado’ preso na Líbia está sendo libertado, diz embaixada

Contato direto com Andrei Netto, enviado especial ao país, havia sido perdido há uma semana

10 de março de 2011 | 9h 21

O Estado de S. Paulo

O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Omar Abdullah Al-Zubaidi, informou nesta quinta-feira, 10, aos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP) que o correspondente do Estado em Paris Andrei Netto, preso na Líbia durante a cobertura dos confrontos entre rebeldes e forças do regime de Muamar Kadafi, está sendo libertado. 

A conversa aconteceu há pouco, por telefone, durante a reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que é presidida por Paim. “Todas as autoridades da Líbia estão tomando as providências para que ele seja libertado”, afirmou o senador Paim, repetindo as palavras que ouviu por telefone do embaixador.

Segundo os senadores, o embaixador disse que ele foi preso por não ter preenchido corretamente os documentos para entrar no país. A conversa com o embaixador se deu minutos depois da comissão ter aprovado uma moção de solidariedade do Senado ao Grupo Estado de São Paulo pela apreensão provocada com o desaparecimento do jornalista.

O Estado havia perdido todo contato direto com Netto. Até domingo, o jornal recebia informações indiretas de que seu repórter estava bem, escondido na região de Zawiya – cenário de violentos confrontos entre Kadafi e os insurgentes, a 30 quilômetros de Trípoli. A comunicação direta com a redação – por meio de telefonemas e e-mails – havia sido propositadamente cortada por segurança, afirmavam fontes líbias.

Desde a última semana, O Estado tem acionado diversas entidades internacionais, como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR), a ONU e a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), além do governo brasileiro, a Embaixada da Líbia no Brasil,e vários veículos de comunicação nacionais e internacionais no sentido de garantir a integridade física e segurança do repórter. 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome