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segunda-feira, setembro 21, 2020
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    ABI: Bolsonaro ataca jornalistas: até quando?

    Os ataques aos profissionais de imprensa sem que, até agora, tenha ocorrido alguma reação, tem provocado questionamentos na própria categoria.

    da ABI – Associação Brasileira de Imprensa

    Bolsonaro ataca jornalistas: até quando?

    Ainda não foi desta vez“, constata o articulista Janio de Freitas, em sua coluna dominical publicada na Folha de S. Paulo, ao comentar a falta de reação dos profissionais de imprensa aos ataques e insultos feitos pelo presidente da República. Não deixa de ser um questionamento sobre a falta de reação dos ataques de Jair Bolsonaro, normalmente ocorridos nos plantões na porta do Palácio Alvorada, em Brasília, onde há sempre uma claque bolsonarista. Mas não apenas lá.

    Os ataques aos profissionais de imprensa sem que, até agora, tenha ocorrido alguma reação, tem provocado questionamentos na própria categoria. Até quando aguentarão calados? O próprio Janio de Freitas admite que “não está eliminada a possibilidade, um dia qualquer, de que um repórter não aceite ver sua mãe em frase de moleques, e reaja à altura“. Se ocorrer, qual será a reação? O que fazer para que não se chegue a este ponto de ruptura? Quais os riscos de alguns mais fanáticos partirem para agressões a profissionais de imprensa no exercício diário dos seus trabalhos?

    Trata-se de um debate eminente que a categoria precisa travar, junto com entidades que representem não apenas os profissionais de imprensa, mas também aquelas que reúnem os órgãos de comunicação. Não só. A própria sociedade precisa estar atenta a estes ataques do presidente. Bem como todas as demais instituições que compõem o Estado Democrático de Direito.

    Nesse sentido, a Associação Brasileira de Imprensa – ABI, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional das Editoras de Revistas (ANER) estão acertando um encontro para definir rumos na defesa do jornalismo e, principalmente, da integridade física dos jornalistas.

    Leia também:  Tribunal Penal Internacional arquiva acusações contra Bolsonaro

    Como mostrou o estudo “Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil“, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, relembrado também no artigo de Janio de Freiras, estes ataques tiveram um crescimento exponencial no último ano. Sozinho o presidente foi responsável por 58% deles.

    O jornalismo livre, como se sabe, é pilar fundamental do Estado Democrático de Direito. A imprensa livre não é um benefício à categoria em si, mas uma conquista da própria sociedade que tem o direito de receber as informações de diversos canais, com diferentes enfoques.  Só assim o cidadão poderá refletir sobre o que ocorre à sua volta e tomar as decisões no momento da escolha dos governantes, através do voto.

    A Liberdade de Expressão e, dentro dela a Liberdade de Imprensa, são preceitos constitucionais que se sobrepõem a diversos outros, tal como tem sido reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal. Reafirmações não apenas no sentido de que a imprensa é livre para noticiar. Livre, também, para criticar, em especial os chamados agentes públicos.

    Tal como definiu Carlos Ayres Britto, no famoso julgamento da ADPF 130, em novembro de 2009, em uma decisão que sempre é relembrada pelos demais ministros, como foi o caso de Rosa Weber na Reclamação Nº 16.434, em 30 de junho de 2014, ao levantar a censura que o judiciário capixaba havia imposto à revista eletrônica Século Diário., do Espírito Santo. Extrai-se da sua decisão o texto originalmente de Ayres Britto:

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    “O exercício concreto da liberdade de imprensa assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, ainda que em tom áspero ou contundente, especialmente contra as autoridades e os agentes do Estado. A crítica jornalística, pela sua relação de inerência com o interesse público, não é aprioristicamente suscetível de censura, mesmo que legislativa ou judicialmente intentada. O próprio das atividades de imprensa é operar como formadora de opinião pública, espaço natural do pensamento crítico e “real alternativa à versão oficial dos fatos” (grifos do voto de Rosas Weber).

    No caso de Bolsonaro, as reações não são sequer às críticas, mas ao simples noticiário de fatos que ele não consegue contestar. Reage com brutalidade ao não conseguir desmentir e, menos ainda, explicar as notícias provenientes de seu governo e da sua equipe. Não dá respostas, como bem explicou Janio de Freitas. Provavelmente por não ter o que responder. Por isso, parte para o ataque aos meios de comunicação e aos jornalistas, muitas vezes o insultando. Fica a pergunta: até quando? (abaixo o artigo de Janio Freitas cujo original está em: Bolsonaro insulta jornalistas em vez de dar respostas sobre seu governo).

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    6 comentários

    1. A falta de reação talvez ajude-nos a clarear o termo “presstitute”, a grande mídia é e sempre foi estruturada como pilar de criação de visão de mundo e manipulação social para manter o status quo. Seu papel é o de servir audiência para anunciantes. Aguardar uma reação é esperar da grande mídia realizar um papel que não é o dela – jornalismo! Quando pararmos de passar a mão na cabeça de comportamentos e profissões imorais e vocalizarmos com clareza o que elas são – começaremos a diferenciar os verdadeiros jornalistas (a maioria foi pra mídia independente) dos presstitutes.

    2. Como já comentado, é urgentemente necessário que um repórter treplique uma resposta malcriada ou negativa de respondê-la, em ALTO, PÚBLICO E BOM SOM, que ele não é “comandante de quartel”, mas REPRESENTANTE do povo e para este e seus meios de comunicação DEVE SATISFAÇÕES PÚBLICAS.
      Quando um ou mais repórteres “ensinarem-lhe” isso publicamente, ele terá que mudar seu comportamento.
      Ainda que seja escondendo-se de entrevistas publicamente (à semelhança da fuga dos debates após reabilitado).
      O problema é que a maioria dos repórteres são amestrados ou teme perder seu emprego.
      E os bozistas aplaudem, defendem e justificam qualquer bozice…

    3. Acho que não hã registro na história mundial de um presidente que tenha se utilizado da mãe de um jornalista para ofendê-lo ou se defender de algum ato.( Acho que nem Hitler tampouco Trumph, os mais indicados para fazer isso o fizeram!
      ) O Brasil e sua elite mundialmente reconhecida como burra está sendo achincalhado pelo presidente que elegeu! Cabe agora aos burros corrigirem a desgraça que fizeram! Será difícil porque os burros são resistentes! Seguem os pastores que os controlam através do capim!

    4. Na realidade, é o comportamento de covardes. Lula e Dilma sempre demonstraram cortesia com a imprensa e o que não faltou foram ataques com tanta agressividade que, nao raro, se aproximava de uma afronta.
      Bolsonaro apenas imita Figueiredo, o general do prende&arrebenta e que preferia cheiro de cavalo ao do povo, mas toda esta valentia esconder atrás de daqueles que comandam a repressão e que assustam bastante. Assim é o fascismo mas agora é tarde, pois Anibal cruzou os Alpes e Ines está morta, tudo graças a covardia e falta de respeito dos órgãos representativos aos governantes verdadeiramente democratas.

    5. A resposta é fácil: enquanto não lhe derem tratamento tratamento mais cerimonioso e adequado.
      Em vez de perguntarem: Presidente, o senhor já fez cocô hoje….deveriam perguntar…….Vossa Majestade, já fez cocô hoje. Ele então responderia com toda a classe e simpatia e sem xingar a mãe de ninguém………sim, eu já caguei hoje.

    6. Como vcs reporteres brasileiro,deixaram temmer acabar com sindicatos ano passado,vcs reporters ficaram calados,ou foram pagos pra isso.ai agora esse governo golpistas querem acabar com vcs reporteres…isso é medíocre!!!dêem a volta por cima,conquistem o povo brasileiro,nao se vendam..isso é so o começo…boa noite.

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