Dirigentes sindicais protestam na Embaixada do Brasil no Chile, por Tebni Pino

Dirigentes sindicais protestam na Embaixada do Brasil no Chile

por Tebni Pino

do Chile – Especial para o Jornal GGN

Dezenas de dirigentes sindicais filiados à Central Unitária de Trabalhadores (CUT), protestaram ao meio-dia desta quarta-feira, 11 de abril, contra a prisão de Lula e as consequências que os fatos poderiam ter no restante da América Latina, conforme declarou o presidente da Confederación de Trabajadores Metalúrgicos (Contramet), Fabián Caballero.

O dirigente, que entregou uma carta de protesto ao embaixador, disse que “a prisáo de Lula é um atentado à democracia pois se persegue a um líder não só brasileiro, mas de todo o cone sul. Um líder que surge desde dentro das lutas sindicais no seu país e que nos representa como trabalhadores”.

Insistiu que a preocupação vem acompanhada de golpes nos parlamentos, no judiciário, na mídia. “Trata-se de adormecer a consciência dos setores mais pobres de nossos países, nos fazendo acreditar que na direita ainda há setores democráticos ou setores progressistas”.

Porém, e tal como vem se analisando no Chile, a maior preocupação dos dirigentes sociais tem a ver com as ameaças que surgem desde o seio das forças armadas na conjuntura política brasileira, adiantando que desde a CUT estao disponíveis para iniciar “um protesto político e social contínuo até ver liberado o companheiro Lula da Silva que é o único que poderá levar adiante um programa transformador que venha dar contas das justas e sentidas aspirações dos trabalhadores brasileiros”.

O protesto, que foi acompanhado de perto mas sem intervenção da polícia uniformizada, teve música, discursos em frente da embaixada, e o compromisso de novas manifestações pois, como ficou claro entre os manifestantes, “Lula é um exemplo no só para seu país, mas para todos os trabalhadores da América Latina”.

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