Vamos! inicia ciclo de debates por novo projeto de país a partir deste sábado

Da Rede Brasil Atual

Diante da maior crise social, econômica e política dos últimos anos, marcada por golpes contra a democracia, “reformas” promovidas pelo governo Temer que subtraem direitos, aumento da exclusão e do desemprego – o país tem hoje quase 14 milhões de pessoas sem ocupação –, e o abismo entre Brasília e o restante do país, tudo isso resultando em violência que atinge principalmente jovens negros das periferias, mulheres e LGBTs, o Vamos! inicia em São Paulo sua agenda de discussões com intensa participação popular para buscar saídas para o Brasil.

Neste sábado (26), a Frente Povo Sem Medo – organizadora da iniciativa – convida a população em geral a participar do debate público, que contará com as presenças do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulous; o presidente da CUT, Vagner Freitas; a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP), o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ), o jornalista Leonardo Sakamoto; Sônia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e a midiativista Dríade Aguiar.

O primmeiro evento do Vamos! será realizado no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, à partir das 16h. Será o primeiro de uma série de encontros daqui até o fim do ano, em todas as regiões do país, que pretende estimular a participação população na discussão de um projeto de sociedade e de país.

Os encontros são divididos em cinco eixos: democratização dos territórios e meio ambiente; democratização da economia; democratização do poder e da política; um programa negro, feminista e LGBT; democratização da comunicação e da cultura.

“É uma iniciativa de movimentos sociais e lideranças políticas, de se pensar um projeto para o país. É necessário fazer esse debate para pensar os caminhos da esquerda. Existe uma crise profunda, de representatividade na política e também de rumos da esquerda. A proposta de fazer esse debate é vinculada a essa percepção”, disse Boulos à RBA.

5 comentários

  1. Para início está bom. Mas é

    Para início está bom. Mas é necessário ampliar, inserir todos os segmentos sociais.

  2. Sectarismo ou Radicalismo ?

    Penso que é preciso ter clareza de que não existe mais o respeito à Constituição e ao Direito. O Brasil é governado por  quadrilhas a serviço de uma elite econômica colonialista e escravocrata.

    Por isso, a esquerda precisa se unir para informar, mobilizar e organizar o povo. Para que um dia (daqui a 1 ano ou 10 anos, não importa) , o povo posso instituir uma República Democrática.

    Paulo Freire, na obra Pedagogia do Oprimido, distingue com clareza os conceitos de Radicalismo e Sectarismo. A esquerda precisa rever esses conceitos.

  3. O VAMOS! é o velho, são os mesmos líderes que “orientam”

    Nesses dias,fui ver mais sobre o Vamos! Dos nomes que vi é um “coletivo” de lideranças que pensa de um jeito só,nada de gente diferenciada pra debate (verdadeiramente debate) e tentativas de arejamento.É como diz artigo recentíssimo no Outras Palavras,Boaventura de Souza Santos,as esquerdas precisam de criatividade(um artigo que ouso achar elementar,com obvie-dades,nossos líderes pensantes(e toda a gente) parece que “não tem tempo” pra reflexões,autoquestionamentos,ou acham que já encontraram o caminho da verdade e da luz,receitas,clichês,com alguns ou um monte de seguidores de senso crítico duvido-so(senão,teríamos renovações de verdade,novas candidaturas,novas direções em toda a hierarquia).

    • Por uma Frente Democrática, ou Frente Ampla

      e nada de eufemismos como democrático-popular. É preciso ganhar mais extratos da classe média e ignorar filosofia barata de figuras midiátiicas que adoram um público que as aplaudam, basta ser conhecida pelo jargão esquerdizante, progressista (mas reconheço que para o distinto grande público têm seu valor e importância, não em blogs que pretendem estar mais à frente e menos superficiais, instigadores, não espaços onde participantes pensam como uma unanimidade, ou quase). No VAMOS!, p. ex., ou não se convidou ou recusou convite (o que fez muito bem) um André Singer, um intelectual interno do PT mais crítico ao Lulismo e ao PT(e o faz abertamente, publicamente – não creio em críticas e autocríticas a portas fechadas, vícios stalinistas).

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