Bolsa encerra operações em queda de 1,72%

Dólar volta a subir e fecha com ganho de 0,44%, a R$ 3,395

Jornal GGN – O sentimento de aversão ao risco predominou sobre os negócios na Bovespa nesta segunda-feira, com os mercados repercutindo pelo segundo dia a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em queda de 1,72%, aos 49.245 pontos e com um volume negociado de R$ 5,376 bilhões. Apesar da queda, o índice acumula ganhos de 1,6% no mês e de 13,6% no ano.

Nos mercados estrangeiros, ainda refletindo as incertezas quanto ao referendo que aprovou a saída do Reino Unido da União Européia (Brexit), as bolsas, com exceção da Ásia, recuam majoritariamente.

Em termos acionários, a queda registrada na bolsa foi puxada pelas ações da Petrobras, dos bancos e da mineradora Vale. A maior queda do dia foi registrada pelas ações ordinárias da Petrobras(PETR3), que despencaram 5,51%, a R$ 10,80, enquanto as ações preferenciais (PETR4) caíram 5,08%, a R$ 8,78. O desempenho das ações foi afetado pela queda do petróleo no mercado internacional e pela notícia de que o governo pode adotar um modelo de gestão compartilhada na venda de parte da subsidiária BR Distribuidora.

Já as ações ordinárias da Vale (VALE3) perderam 2,7%, a R$ 14,80, e as ações preferenciais da Vale (VALE5) caíram 1,72%, a R$ 11,99. As ações voltaram a ser afetadas pelo clima de pessimismo quanto à saída do Reino Unido da UE, apesar da alta nos preços do minério de ferro na China.

No câmbio, a cotação do dólar comercial registrou seu segundo ganho consecutivo e fechou em alta de 0,44%, a R$ 3,395 na venda. Apesar do avanço, a moeda acumula desvalorização de 6,03% no mês e de 14,02% no ano.

No exterior, os investidores ainda repercutiam a votação pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e seus impactos na economia do mundo. Existe o temor de que a medida afete o humor dos investidores e comprometa a recuperação econômica global.

Contudo, analistas dizem que as ligações comerciais existentes entre Reino Unido e América Latina são reduzidas, e as turbulências podem servir como gatilho para novos estímulos – e diversos bancos centrais, como o brasileiro, sinalizaram que estão prontos para agir.

Para terça-feira, os agentes aguardam a publicação do relatório trimestral de inflação, resultado primário do governo central, sondagem da indústria e do índice de preços ao produtor no Brasil; PIB (Produto Interno Bruto), índice de preços de casas e de confiança do consumidor nos Estados Unidos, entre outros dados.

 

(com Reuters)

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