Demanda das empresas por crédito recua 11,6% em abril

Retração apurada ao longo do ano chega a 8,1% ante o visto em 2015

Jornal GGN – A demanda das empresas por crédito caiu 11,6% em abril na comparação com o mês imediatamente anterior. segundo dados divulgados pela consultoria Serasa Experian. Já em relação a abril de 2015, a demanda das empresas por crédito cedeu 4,2%. Por sua vez, no acumulado do primeiro quadrimestre de 2016, a demanda das empresas por crédito recuou 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A maior retração da demanda por crédito no mês ocorreu nas micro e pequenas empresas, com uma retração de 12% em relação a março. Nas grandes empresas o recuo mensal foi de 0,8%, ao passo que nas médias empresas, a demanda por crédito caiu 2,0% em abril de 2016.

No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, as médias empresas lideram o recuo da demanda por crédito (-18%), seguidas pelas grandes empresas (-14,2%). Já nas micro e pequenas empresas, a demanda por crédito encerrou o primeiro quadrimestre com queda de 7,6%.

Todas as áreas da economia reduziram suas demandas na comparação com o registrado em março: Indústria (-11,4%); Comércio (-10,8%) e Serviços (-12,4%). Durante o primeiro quadrimestre de 2016, a indústria foi o setor que apresentou a maior retração em sua busca por crédito: -10,1% em relação aos primeiros quatro meses iniciais do ano passado. No comércio a retração no primeiro quadrimestre foi de 8,9% ao passo que no setor de serviços o tombo foi de 6,9%.

A avaliação regional mostra que a demanda caiu em todas as regiões: Sudeste (-8%); Nordeste (-9,4%), Norte (-14,6%), Sul (-16,8%) e Centro-Oeste (-17,5%). No acumulado do primeiro quadrimestre, a demanda empresarial por crédito recua em todas as regiões do país: Sudeste (-8,3%); Centro-Oeste (-7,9%); Nordeste (-7,5%); Norte (-10,2%) e Sul (-3,7%).

De acordo com os economistas da consultoria, “o aprofundamento da recessão econômica, o grau deprimido da confiança empresarial e as elevadas taxas de juros dos empréstimos são fatores que não favorecem a expansão da demanda das empresas por crédito”.

 

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