Setor de construção tem menor nível de confiança em maio

Expectativas recuam, mas dados sobre situação mostram avanço discreto

Jornal GGN – Depois de subir 2,5 pontos percentuais nos últimos três meses, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, caiu 1,1 ponto em junho de 2016, atingindo 68 pontos, de acordo com pesquisa elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A queda do indicador foi afetada pela acomodação das expectativas. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,4 ponto no mês.

Ao longo do período, o Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 3 pontos, alcançando um total de 74,9 pontos. Ambos os quesitos que integram o índice-síntese recuaram, em especial, o que mede o otimismo com a a situação dos negócios nos próximos seis meses seguintes, que variou -3,3 pontos na margem.

Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST) registrou um crescimento de 0,8 ponto, para um total de 61,7 pontos, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas. O quesito que mais contribuiu para a alta do ISA-CST é o que mensura o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios, com crescimento de 3,7 pontos em relação a maio. O ritmo de melhora foi atenuado pela queda de 2,2 pontos do indicador que capta a situação atual da carteira de contratos.

O levantamento ressalta que a indefinição dos indicadores que retratam as expectativas do setor de Construção reflete o cenário nacional ainda dominado por incertezas. Tal percepção pode ser ilustrada pelo resultado da Sondagem de Investimentos do IBRE do segundo trimestre de 2016, em que a proporção de empresas afirmando que a execução do planos de investimentos nos 12 meses é incerta aumentou fortemente em relação ao final do ano passado.

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“O otimismo setorial com os negócios nos próximos meses arrefeceu, levando à queda na confiança. Possivelmente estamos vendo uma correção do excesso observado no mês passado. De todo modo, vale notar que os empresários continuam ainda mais confiantes do que estavam no início do ano. Outro ponto de destaque é a percepção de que a situação atual dos negócios deixou de piorar em junho. A carteira de contratos das empresas, no entanto, mantém-se no patamar mais baixo já registrado pela pesquisa”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, em nota.

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