Setor de serviços fecha o mês com melhora no nível de otimismo

Oito de 13 setores melhoraram nível de confiança no período
 
Jornal GGN – O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,2 ponto entre abril e maio, ao passar de 69,3 para 70,5 pontos, o maior nível desde julho do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desta forma, o indicador de médias móveis trimestrais retoma a trajetória ascendente iniciada em dezembro e interrompida no mês passado, ao avançar 0,6 ponto no mês.
 
A pesquisa mostra que oito das 13 atividades pesquisadas ampliaram o nível de confiança ao longo do período. O resultado foi determinado pela queda do índice que mede o pulso do setor em relação ao momento presente combinada à melhora das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 0,7 ponto no mês, para 66,5, menor da série histórica. Já o  Índice de Expectativas (IE-S) subiu 3 pontos.
 
A queda do ISA-S entre abril e maio foi motivada pela forte retração do  indicador de Volume de Demanda Atual,  que caiu 2,0 pontos. Pela ótica das expectativas (IE-S), houve alta  em seus dois compontentes: o Volume de Demanda Prevista subiu 2,5 pontos, após alta de 3,4 pontos em abril, enquanto a Situação dos Negócios para os próximos meses avançou 3,6 pontos, após alta de 2,7 pontos no mês anterior.
 
O estudo ressalta que, em maio de 2016, a diferença entre o índice de expectativas e o da situação atual alcançou 8,5 pontos, a maior desde setembro de 2009, ocorrida durante a fase de recuperação econômica após a crise. Segundo a FGV, a sustentabilidade da reação até aqui discreta do ICS, agiora, depende de que a melhora das expectativas chegue ao cotidiano da atividade das empresas.
 
“A terceira alta consecutiva da confiança é, sem dúvida, um aspecto positivo para o setor de Serviços. Entretanto, essa reação  está até aqui alimentada apenas pelas expectativas, não tendo sido observados  sinais  de  alteração  no quadro desfavorável  quando das avaliações das empresas sobre as condições presentes do setor. Pela primeira vez, a melhora das expectativas parece afetar positivamente os planos das empresas em relação ao emprego, cujo indicador mostra  movimento de alta, após registrar um mínimo histórico em abril”  avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE, em comunicado.

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