A hipótese de atentado no Líbano começa a aparecer, por Rogério Maestri

No primeiro momento da mega explosão em Beirute as pessoas comuns pensaram numa ação militar, porém ela foi afastada, por cautela, por todos os intervenientes políticos naquela região

REUTERS - HANNAH MCKAY

No primeiro momento da mega explosão em Beirute as pessoas comuns pensaram numa ação militar, porém ela foi afastada, por cautela, por todos os intervenientes políticos naquela região, pois seria algo traumático demais para a política da região, entretanto a medida que o tempo passa aparece os primeiros indícios de um ataque contra algum objetivo supostamente militar naquela região.

O jornalista judeu norte-americano, Richard Silverstein, que se autodenomina um “sionista progressista (crítico)” escreveu em seu blog Tikun Olam (תיקון עולם) um artigo intitulado “BREAKING: Israel Bombed Beirut”. Nesse artigo o jornalista por sua conta e risco publica uma fonte confidencial israelense altamente informada lhe tinha dito que Israel causou a explosão no porto de Beirute.

Há várias possibilidades nessa informação, que alguém contou a verdade, que o jornalista mentiu ou que o jornalista recebeu uma falsa informação para quebrar a sua credibilidade, qualquer uma dessas é viável, porém levantado o véu da suspeição aparecem outras informações intrigantes que deixam a hipótese de um atentado algo viável, a primeira delas é um depoimento do ex-agente da CIA, Robert Baer, em que ele diz literalmente àquela emissora que: “It was clearly a military explosive. It was not fertilizer like ammonium nitrate. I’m quite sure of that.”. A afirmação é baseada pela cor da fumaça, que segundo ele deveria ser amarelada se fosse nitrato de amônia. Ao mesmo tempo há um ato falho de Trump que chamou a explosão de atentado e as palavras do Presidente do Líbano que um dia depois da explosão começou a aceitar que poderia ser um atentado.

Não estou aqui dizendo que foi ou não um atentado, mas sim que a probabilidade de um atentado é real. Provavelmente pela quantidade de imagens gravadas e posteriores análises do solo e dos destroços, se o governo Libanês tiver vontade de descobrir a verdade é possível descobrir com toda a certeza que tipo de explosivo que foi utilizado, porém devido ao estado econômico do Líbano, se for atribuído ao desleixo das autoridade portuárias, não houver uma punição exemplar dos prováveis culpados e o Líbano conseguir recursos de forma rápida para a reconstrução da sua capital, podemos pensar que um grupo está vendendo seu silêncio.

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