‘A senhora é uma simples servidora. Não está aqui para questionar’, diz Nabhan Garcia a geógrafa

Secretário do Ministério da Agricultura responde a funcionária do Incra que o questionou sobre a paralisação de processos de regularização fundiária e a falta de estrutura para os agentes da estatal

Jornal GGN – “A senhora parece não conhecer de hierarquia. Como uma servidora simples, não dá vir aqui questionar a instituição”. A frase foi dita pelo secretário especial de regularização fundiária do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, à geógrafa e funcionária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Ivone Rigo.

Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, Ivone estava participando de uma audiência na cidade de Marabá (PA) quando questionou o secretário sobre a paralisação de processos de regularização fundiária e a falta de estrutura para fiscalização de agentes da estatal.

Nabhan disse que Ivone estava “passando dos seus limites”, que não deveria indagar “a instituição e a supervisão que coordena o Incra”, tampouco apontar falhas do governo. “A senhora deveria se colocar no seu devido lugar e não vir pressionar o governo. A senhora não está aqui para pressionar o governo. A senhora é uma funcionária do governo, não está aqui para pressionar”, disse o secretário.

A audiência ocorreu em 10 de fevereiro na cidade paraense, quando o secretário ordenou a abertura de um processo contra Ivone para “apuração do comportamento nada de ético”, de acordo com ofício encaminhado à Superintendência Regional do Sul do Pará e assinado pelo superintendente regional substituto, João Itaguary.

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14 comentários

  1. Bem, se o nobre secretário não queria ser arguido, pra que uma audiência pública.
    Poderia trancar-se no banheiro e decidir sozinho os rumos de sua secretaria.
    Assim deveria argumentar a defesa da servidora.

  2. Isso tem sido uma constante: o pessoal que está administrando a coisa pública pensa como se fosse administração privada, como se fosse dono ou pelo menos empregado do do dono. Qualquer coisa menos atinar com o caráter público e democrático das instituições estatais. É Dória, Bolsonaros, Dallagnol, Guedes… essa confusão está permeando todos as nossas relações, a nossa visões de mundo. Loucos é pouco para o que nos tornamos.

    Tá vendo no que dá absorver a propaganda capitalista sem se questionar? É profundo o dano que o tal de “empreendedorismo” causa em quem tem miolo mole… Hierarrquia faz todo sentido na iniciatiav privada: as empresas privadas têm dono. Mas no que é público?!

    Demência…

  3. Outro estropício a enlamear as instituições federais. Aliás, muito mais do que estropício: calhorda, já que desrespeitou a servidora, impôs regras não republicanas e foi grosseiro e imbecil. Houvesse lei e ordem neste país, esse arataca já estaria defenestrado de onde nunca devia ter estado. Nojo.

  4. ‘A senhora é uma simples servidora. Não está aqui para questionar’
    Coloquei no tradutor online e veio assim:
    “A senhora é uma simples parasita. Parasitas não pensam, não questionam, não exigem explicação, não tem direito a voz, a opinião, a nada. Parasitas somente chupinham o dinheiro público e, no máximo, agradecem por poder beber da sabedoria que eu, na condição de secrotário, emano. Recolha-se a sua condição de parasita, volte para a lama de onde saiu e não venha aqui encher o saco.”

  5. Se o secretário não queria ser questionado, deveria isolar-se em seu banheiro para discutir sozinho a regulamentação fundiária.
    Audiência pública, por mais que o secretário desconheça, tem gente questionando.

  6. Secretário, claro, é um imbecil. Um incapaz. Está no local errado.
    Deve ser pelo fato de não saber o que é ética, nem serviço público e correlacionar os termos.

  7. Esse sujeito está totalmente errado. Antes de funcionária pública ela é uma cidadã brasileira e para tal o sujeito tem obrigação de dar satisfação dos seus atos e dos processos em andamento, enquanto gestor do patrimônio público. Cabe no caso uma ação do MP contra ele para apurar os motivos de sonegar informações e satisfações aos que pagam seu salário: o povo. Esses elementos tem que ser expurgados da máquina pública.

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