AL à frente da produção de biocombustíveis

Dayana Aquino

Da Redação ADV

Países latino-americanos devem tomar frente da produção de biocombustíveis em um cenário futuro de crescente demanda pelo energético “verde”. No mesmo compasso, as crescentes economias asiáticas deveram figurar entre os principais consumidores.

O dado é de estudo sobre o tema, intitulado “Etanol e biodiesel como recursos energéticos alternativos: perspectivas da América Latina e da Ásia”, publicado na Revista Brasileira de Política Internacional, de autoria de pesquisadores do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB).

O estudo conclui que para alcançar o potencial real dessa bioenergia, são necessárias adequações das políticas específicas do setor. Os pesquisadores consideram urgente a necessidade dos países dispensarem uma atenção maior à área de pesquisa, colocando o custo e a disponibilidade de insumos e tecnologia como prioridades.

Além disso, deverá havero o esforço para transformar os biocombustíveis em commodity, o que deve ampliar a renda dos países envolvidos no processo produtivo. “Sem os subsídios, os biocombustíveis não podem competir com o petróleo e seus derivados na maioria dos países”, diz o documento.

Brasil e AL

Por motivos ambientais e tecnológicos, o Brasil é apontado, na maioria dos estudos sobre o assunto, como o país que lidera o setor de bioenergia. Em países como Argentina, Colômbia e Peru os governos estão procurando instituir forte infra-estrutura regulatória para servir de base para essa nova indústria, sendo na maior parte dos casos, adaptações da experiência brasileira.

Esse novo mercado pode ser impulsionado com a especialização latino-americana na produção de etanol e biodiesel. As restrições tecnológicas ou de terra, aliadas à grande densidade demográfica dos países asiáticos
– ou seja, a insegurança alimentar pode somar-se à segurança energética –, são fatores que podem levar ao escoamento de boa parte da produção desses energéticos para o continente.

O estudo ressalta que os acordos de cooperação de tecnologias e produção de biocombustíveis entre esses países asiáticos e os latino-americanos devem ser estimulados. “Índia e Brasil, por exemplo, são os dois
maiores produtores mundiais de cana-de-açúcar e desde 2003 possuem um memorando para cooperação no desenvolvimento tecnológico do uso de etanol como combustível”.

Os entusiastas dos biocombustíveis e os críticos também foram apontados na pesquisa. No primeiro grupo, figuram relatório do governo e de bancos de investimento, que enfatizam as vantagens do combustível renovável.

O segundo grupo tem como principal argumento contra esse tipo de energético as questões ambientais, que permeiam desde a segurança alimentar, desmatamento e pouca contribuição para a diversificação da matriz energética.

Para acessar estudo na íntregra, clique aqui.

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