Automação ajuda a reduzir perdas de água potável

Investimentos em automação proporcionam redução significativa da perda de água potável – processo frequente no percurso entre as estações de tratamento e as torneiras das casas. As unidades da SABESP que atendem a Baixada Santista, por exemplo, conseguiram reduzir as perdas hídricas de 40% para 32% com a implantação de sistemas de difusão de informações que possibilitaram a integração entre os setores de produção, consumo e controle das perdas.

Quem acompanhou os resultados foi o engenheiro Fabrício Fonseca, para estudo que realizou à Escola Politécnica da USP. Segundo o pesquisador, a automação dos procedimentos de coleta de dados sobre o uso de recursos hídricos também auxilia na racionalização dos recursos naturais e melhora na gestão de distribuição de recursos.

Entretanto o processo tecnológico, visto em âmbito nacional, é de caráter pontual. Durante muitos anos as grandes companhias do país receberam baixos investimentos refletindo no déficit da automação percebida hoje.

Um exemplo de automação aplicada, são as Estações Remotas de Telemetria, tipo de estrutura que tem função de enviar sinais, geralmente de pressão e vazão da água, de pontos referenciais do sistema de abastecimento hídrico. “As estações remotas de telemetria são geralmente de pequeno porte e ficam instaladas em cubículos distribuídos por todo o perímetro urbano podendo ser alimentadas por concessionária de energia ou por painéis solares”, explica Fonseca.

As estações também permitem a descentralização facilitando a operação local a partir de um sistema automático de monitoramento e controle dos números (variáveis). O pesquisador ressalta que o aumento de recursos de comunicação foi fundamental para a expansão de benefícios da automação.

Mas afirma que ainda é possível alcançar melhoras a partir de novos processos: “Tecnologias que já são realidade nos sistemas de telecomunicação como WiMAX e redes de telefonia celular 3G ainda têm sua aplicabilidade pouco explorada no setor de automação de sistemas distribuídos e podem constituir o mote de novas pesquisas quanto à sua utilização na automação de sistemas de abastecimento hídrico”.

Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui.

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